Coração - Circulação Coronariana

Circulação Coronariana

Pode-se observar que as artérias coronárias principais se localizam na superfície do coração e que pequenas artérias penetram dentro da massa muscular cardíaca.

A artéria coronária esquerda irriga principalmente a parte anterior do ventrículo esquerdo, enquanto a artéria coronária direita irriga a maior parte do ventrículo direito, assim como a parte posterior do ventrículo esquerdo em 80 a 90% das pessoas. Em 50% de todos os seres humanos o fluxo de sangue através da artéria coronária direita é maior que através da esquerda; porém, em 30% dos casos elas são quase iguais, e em apenas 20% a artéria esquerda predomina.

Através do seio coronário sai a maior parte do sangue venoso proveniente do ventrículo esquerdo – o que representa por volta de 75% do fluxo sangüíneo coronário total. Portanto, a maior parte do sangue venoso proveniente do ventrículo direito flui através das pequenas veias cardíacas anteriores. Estas veias drenam diretamente para dentro do átrio direito, pois não estão conectadas com o seio coronário. Através das veias de Tebésio, uma pequena quantidade de sangue coronariano flui de volta para dentro do coração; estas veias drenam diretamente para dentro de todas as câmaras do coração.


Fluxo Sangüíneo Coronário Normal

O fluxo sangüíneo coronário em repouso alcança uma média aproximadamente de 225ml por minuto, que corresponde a cerca de 0,7 a 0,8 ml por grama de músculo cardíaco, ou de 4 a 5% do débito cardíaco total.

O coração aumenta em até quatro a seis vezes seu débito cardíaco, e bombeia esse sangue contra uma pressão arterial mais alta que o normal, enquanto se mantém em exercício extenuante. Para fornecer os nutrientes extras que o coração necessita é aumentado de quatro a cinco vezes o fluxo sangüíneo coronariano. Obviamente, esse aumento não é tão significativo como o aumento da carga de trabalho, o que significa que a relação entre o fluxo sangüíneo coronariano e o dispêndio (gasto) energético por parte do coração diminui.


Controle do Fluxo Sangüíneo Coronariano

A circulação sangüínea do sistema coronariano é, quase inteiramente regulada, pelas necessidades locais do músculo cardíaco. O funcionamento desse mecanismo é igual bem quando a inervação para o coração está intacta ou removida. Sempre que a contração cardíaca, por qualquer causa, for aumentada, o vigor do fluxo coronariano acompanhará este aumento e vice-versa. Essa regulação local do fluxo sangüíneo ocorre também em muitos outros tecidos, especialmente na musculatura esquelética do corpo.

O fluxo sangüíneo nas coronárias é regulado quase exatamente em proporção com as necessidades da musculatura cardíaca para oxigênio. Mesmo no estado normal de repouso, 65 a 70% do oxigênio presente no sangue arterial são removidos quando o sangue passa através do coração; e, levando-se em conta que não sobra muito oxigênio, pouco oxigênio adicional poderá ser removido do sangue, a menos que o fluxo sangüíneo aumente. Felizmente, o consumo metabólico de oxigênio no coração segue, quase diretamente, o aumento do fluxo sangüíneo.

“O coração de uma pessoa em repouso extrai a maior parte do oxigênio presente no sangue coronariano quando este flui através do músculo cardíaco e muito pouco da demanda de oxigênio do coração poderá ser satisfeita por extração adicional do oxigênio a partir do sangue coronariano. Portanto, a única maneira significativa pela qual o coração pode ser irrigado com quantidades adicionais de oxigênio é através de um aumento no fluxo sangüíneo. Consequentemente é essencial que o fluxo sangüíneo coronariano aumente sempre que o músculo cardíaco necessite de oxigênio adicional. Quando o fluxo sangüíneo coronariano não aumenta de maneira apropriada, a força do músculo diminui rápida e drasticamente, quase sempre causando insuficiência cardíaca aguda. Além disso, essa isquemia relativa do músculo pode causar dor intensa, denominada dor anginóide”.(Guyton, Arthur C., p.259)


Controle Nervoso do Fluxo Sangüíneo Coronariano

O fluxo sangüíneo coronariano pode ser afetado pela estimulação dos nervos autônomos, que se dirigem ao coração de duas maneiras: direta e indiretamente. A ação direta de substâncias transmissoras nervosas como acetilcolina e norepinefrina, sobre os vasos coronarianos, é efeito dos resultados diretos. Uma atividade aumentada ou diminuída do coração, determinando alterações no fluxo sangüíneo coronariano, é a parte dos efeitos indiretos.

O papel mais importante no controle normal do fluxo sangüíneo coronariano é desempenhado pelos efeitos indiretos. Portanto, a estimulação simpática faz aumentar tanto a contratibilidade do coração quanto a freqüência cardíaca, bem como sua taxa metabólica. Por sua vez a maior atividade do coração gera mecanismos reguladores do fluxo sangüíneo local para dilatar os vasos coronarianos, com o fluxo sangüíneo aumentado em proporção aproximada com as necessidades metabólicas do músculo cardíaco. Contrastando com a estimulação simpática, a estimulação nervosa parassimpática exerce ligeiro efeito depressivo sobre a contratibilidade cardíaca, uma vez que desacelera o coração.

Autor: Pablo Lima Bertelli Machado

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