Fisioterapia nas Principais Lesões de Quadril

Artroplastia de Quadril
Fratura de colo (sem artroplastia)
Fratura transtrocantérica

Essas fraturas geralmente desencadeiam uma instabilidade da região do quadril muito grande, então, a condição imediata seria proibir os movimentos de flexão acima de 90º, abdução, rotação interna e rotação externa.

Tipos de Artroplastia:

Quanto ao Tipo de Fixação:

Cimentada:
A prótese cimentada é fixada com cimento biológico. Com ela pode-se fazer sobrecarga parcial precocemente, pois o cimento vai consolidar rapidamente.
Mais usada em idosos, pois eles não podem ficar muito tempo acamados devido a complicações tais como pneumonia, embolia TVP.

Não cimentada:
A prótese não cimentada é fixada a vácuo e por isso é necessário um maior repouso, para que a formação do osso vá invadindo a prótese, ou seja, para que ocorra hiperplasia tecidual (aumento da produção de células) e haja a consolidação.
Mais usada em jovens.

Quanto ao Tipo de Prótese:

Prótese total:
Tem o componente acetabular e o componente femoral (cabeça do fêmur).

Prótese parcial:
Ou tem o componente acetabular ou tem o componente femoral.

Obs: Quando se coloca uma prótese no doente, nós sabemos que ela não vai durar a vida toda (dura em média 10 a 15 anos), e quando a prótese vai afrouxando, ela vai absorvendo o osso ao redor. Com o uso da prótese vai ocorrendo osteólise (destruição do osso).
A prótese de revisão é muito mais complicada que uma prótese primária, pois devido a essa osteólise que ocorre fica um buraco enorme que tem que ser preenchido com transplante ósseo e colocar um anel de reforço para segurar.

Protocolo de Tratamento:

Prótese Cimentada:


Dia da cirurgia:
Posicionamento no leito
Obs: Colocar um triângulo entre as pernas para manter uma abdução de +/- 30º e colocar calhas na região posterior do pé para mantê-lo em posição neutra para rotação.

1 dia:
Flexão até 90º (passivo)
Abdução (passivo)
Alongamento
Isometria
Fortalecimento de MMSS
Fortalecimento de tronco com movimentos irradiados (cadeia cinética fechada)
Obs: MMSS do paciente unidos, colocar resistência para flexão - fortalece abdome - MMSS do paciente unidos, colocar resistência para extensão - fortalece paravertebrais

2 dia:
Sentar no leito
Sentar a beira do leito com pés apoiados
Ficar de pé
Obs: Para levantar da cadeira, a perna operada tem que estar estendida e os braços é que vão dar o apoio.
Começar trabalho de marcha com andador (andar com as pernas paralelas)
Obs: Não fazer flexão de tronco sobre as pernas, pois vai fletir coxofemoral acima de 90º, não cruzar as pernas além da linha média e não rodar o tronco.

3 dia:
Trabalho de marcha com andadores
Treinar sentar e levantar da cadeira
Obs: Para levantar da cadeira, a perna operada tem que estar estendida e os braços é que vão dar o apoio.

4, 5 e 6 dias:
Incentivo ao treino de marcha aumentando a distância progressivamente

7 dia:
Alta hospitalar

8 dia:
Tratamento no centro de reabilitação ou tratamento ambulatorial com treino de marcha com muletas.

9 e 10 dias:
Treino de marcha com uma muleta

11, 12, 13 e 14 dias:
Treinar subir e descer escada
Obs: Subir primeiro com o membro bom e depois com o operado.
Descer primeiro com o membro operado e depois com o bom.
Os membros sempre devem se encontrar no mesmo degrau.

15 e 16 dias:
Treinar subir e descer rampa
Obs: Subir e descer rampa é mais difícil pois tem que ter um maior controle de quadríceps e glúteos.

17 dia:
Bicicleta ergométrica sem carga e com banco alto (a perna de cima não deve fazer um ângulo acima de 90º)
Hidroterapia

Alta Terapêutica

Prótese Não Cimentada:

Dia da cirurgia:
Posicionamento no leito
Obs: Colocar um triângulo entre as pernas para manter uma abdução de +/- 30º e colocar calhas na região posterior do pé para mantê-lo em posição neutra para rotação.

1 dia:
Flexão até 30º(passivo)
Abdução (passivo)
Alongamento
Isometria
Fortalecimento de MMSS
Fortalecimento de tronco com movimentos irradiados (cadeia cinética fechada)
Obs: MMSS do paciente unidos, colocar resistência para flexão - fortalece abdome - MMSS do paciente unidos, colocar resistência para extensão - fortalece paravertebrais

2 dia:
Evoluir a flexão para 45º (posição de fawler – cabeceira da cama a 45º)

3 dia:
Evoluir a flexão para 70º

4 dia:
Evoluir a flexão para 90º

5 dia:
Sentar a beira do leito com pés apoiados

6 dia:
Ficar de pé a beira do leito

7 dia:
Treinar sentar e levantar da cadeira
Obs: Para levantar da cadeira, a perna operada tem que estar estendida e os braços é que vão dar o apoio.

8, 9 e 10 dias:
Treino de marcha com andador aumentando a distância progressivamente

11 dia:
Alta hospitalar

12 e 13 dias:
Treino de marcha na paralela com duas moletas (alternando) ultrapassando a passada (4 ou 2 apoios)

14, 15, 16 dias:
Treinar subir e descer escada
Obs: Subir primeiro com o membro bom e depois com o operado.
Descer primeiro com o membro operado e depois com o bom.
Os membros sempre devem se encontrar no mesmo degrau.

17, 18, e 19 dias:
Treinar subir e descer rampa
Obs: Subir e descer rampa é mais difícil, pois tem que ter um maior controle de quadríceps e glúteos.

20, 21, 22, 23, 24 e 25 dias:
Bicicleta ergométrica sem carga e com banco alto (a perna de cima não deve fazer um ângulo acima de 90º)
Hidroterapia

Alta Terapêutica

Cuidados Domiciliares:
Retirar tapetes e fios do chão
Não encerar o chão
Manter uma cadeira de 90º no Box
Adaptar corrimão em escadas
Não sentar em lugares muito baixos ou fofos
Não cruzar as pernas
Usar cadeira higiênica

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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