Síndrome do Túnel do Carpo

A síndrome do túnel do carpo é a mais comum das neuropatias compressivas do membro superior.

Sinais e Sintomas

Habitualmente o paciente queixa-se de parestesias e dores imprecisas ao nível do punho e dos dedos que frequentemente se irradia para o antebraço e braço. Como nas demais síndromes compressivas, a dor noturna é a queixa clínica mais comum.
A dor mais frequente é a do tipo formigamento e pode ser de intensidade moderada não impedindo o sono do paciente ou bastante intensa a ponto de o paciente acordar à noite por causa da dor.
A dor e as parestesias costumam aumentar quando existe maior utilização da mão e do membro superior.
Em pacientes com compressão crônica do nervo mediano pode haver sinais de paralisia e atrofia da musculatura tenar com impossibilidade do movimento de oponência do polegar.
Também são frequentes as sensações de choques em determinadas posições da mão como segurar um objeto com força, segurar volante do carro ou descascar frutas e legumes. Com muita frequência as pessoas imaginam que estão tendo “derrame” ou “problemas de circulação” procurando assistência médica especializada nessa área. Esses sintomas de dormência e formigamento podem melhorar e piorar ao longo de meses ou até anos, fazendo com que o diagnóstico preciso e correto seja retardado.



Testes Especiais

Teste de Phalen - ambos os punhos em flexão provocam a precipitação dos sintomas de formigamento, hipoestesia ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano. Isto ocorre porque esta posição diminui o continente do túnel e precipita os sintomas da Síndrome do túnel do carpo.

Sinal de Tinel - a percursão do nervo mediano ao nível do canal do carpo ou imediatamente proximal a ele pode provocar choques ou hiperestesia no território inervado pelo nervo mediano.

Sensibilidade discriminativa de dois pontos estáticos (Weber) - este teste de sensibilidade entre dois pontos mede a densidade de inervação cutânea quanto ao número de fibras de adaptação lenta e sistema de receptores. É bastante útil para estabelecer o grau de comprometimento de um nervo periférico sensitivo.

Sensibilidade entre dois pontos móveis - mede a densidade de inervação de fibras de adaptação rápida e sistema de receptores.

Tratamento

Conservador/Fisioterapêutico: tratamento para os casos de compressão leve pode ser inicialmente feito imobilizando-se o punho por "splints"; jamais o punho deve ser enfaixado, pois pode piorar a compressão. Os "splints" são colocados desde a mão até o antebraço e fixados com velcro, podendo ser facilmente retirados e colocados.
A diminuição do edema gerado pela inflamação das estruturas vizinhas ao nervo mediano deverá ser o primeiro objetivo do tratamento fisioterapêutico (a tendinite é a principal causa). Utiliza-se ultra-som por seus princípios analgésicos e antiinflamatórios, acompanhados de manipulações da região acometida.
Orientação quanto as atividades da vida diária (AVDs), privilegiando a biomecânica funcional do membro.
Exercícios de alongamento dos flexores dos dedos e do punho são benéficos para melhorar a função e aumentar a formação de líquido sinovial auxiliando com isso, a lubrificação dos tendões, bainhas e fáscias adjacentes.

Cirúrgico: nos casos em que o tratamento por imobilização falha ou naqueles nos quais o exame eletroneuromiográfico revela compressão mais grave do nervo devem ser submetidos à cirurgia. O objetivo da cirurgia é abrir o canal por onde o nervo passa, resolvendo o problema definitivamente na maioria dos casos. Quando o nervo fica comprimido muito tempo pode haver atrofia definitiva com pouca recuperação mesmo após a cirurgia.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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