Pressão intracraniana e pressão venosa central

Pressão intracraniana (PIC), tem como valores normais entre 5 a 15 mmHg, tem flutuações determinadas pelos ciclos respiratório e cardíaco.

Pode haver alteração com a tosse, espirro, manobra de valsalva (esforço para evacuar), após trauma crânio encefálico. Esta pressão pode ser aferida através da inserção de um cateter (derivação) no III ventrículo e um monitor que faça essa leitura.
Em pacientes vítimas de TCE (trauma crânio encefálico), esta pressão deve ser monitorada constantemente, evitando assim evolução para MC (morte cerebral), devido HIC (hipertensão intracraniana) levando à compressão da massa encefálica.

Na ausência de um monitor para aferir esta pressão, o uso da capnografia (faz a leitura do CO² expirado) também é muito útil devendo manter entre 30 a 40 mmHg (níveis da PaCO² 35 a 45 mmHg) ou a gasometria arterial (valor dos gases no sangue).

A cabeceira do leito deve ser mantida acima de 30º mesmo no momento do banho. Deve-se evitar também excesso de tosse no momento da aspiração de secreções brônquicas (tubos ou traqueostomias), bem como o tempo de realização desta técnica.

Pressão venosa central (PVC) é uma pressão medida geralmente na veia cava, através da inserção de um cateter (intracath), utilizada para monitoração hemodinâmica, ou seja, verificar a volemia (excesso ou necessidade de volume; sangue, soro, etc.) dos pacientes, principalmente os politraumatizados, choque, sepse, etc.

Valores normais: em alguns serviços de +2 a -2 mmHg em outros de 0 a 5 mmHg. Quando aumentada pode indicar choque cardiogênico ou excesso de infusão de líquidos, quando diminuída pode indicar choque hipovolêmico ou necessidade de líquidos (sangue ou soro).

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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