Prova comentada Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil

21: As metas de tratamento do paciente com lesão cerebelar são:
A) Ganho de arco de movimento, abolimento de algias, e normalização da sensibilidade.
B)Estabilização postural, ganho de força muscular e abolimento de algias
C)Precisão do movimento, ganho do arco de movimento e estabilidade postural
D)Ganho do arco de movimento, ganho de força muscular e precisão do movimento
E) estabilidade postural, transferência postural e precisão do movimento

Pergunta sobre conhecimentos da fisiologia e fisiopatologia do cerebelo. O cerebelo é uma estrutura classicamente relacionada com a coordenação motora, portanto não participa da interpretação tátil, tampouco seus sintomas evoluem para condições álgicas ou de limitações do arco de movimento. Portanto, as alternativas A, B C e D estão erradas.
Lesões cerebelares cursam com: ataxia (falta de coordenação, caracterizada por distasia, disbasia, disdiadococinesia, disartria, dismetria) tremor de intenção, astenia, hipotonia e nistagmo.
Funções relacionadas à coordenação motora são afetadas nas lesões cerebelares. Assim, estaria correto dizer que as metas de tratamento são: estabilidade postural, transferência postural (envolve coordenação e equilíbrio) e precisão de movimento.
Gabarito: Alternativa E

link1- O cerebelo e cognição /link2- informações gerais sobre o cerebelo


22: A cognição é um item importante em alguns métodos de tratamento fisioterápico Para avaliá-la, utiliza-se a avaliação da função mental. Fazem parte desta avaliação:
A)Memória declarativa, denominação e acuidade visual
B)Memória declarativa, reflexos profundos e estereognosia
C)Orientação, cálculos e memória declarativa
D)Nível de consciência, balismo e identificação visual
E) Compreensão, memória declarativa e tiques

Para responder esta questão, inicialmente é preciso entender que as alterações sensoriais (tato, paladar, visão, audição, olfação, propriocepção e cinestesia) embora contribuam para alterações cognitivas, NÃO fazem parte da sua avaliação específica. Do mesmo modo alterações motoras como balismo, tiques, alterações dos reflexoas profundos ou do nível de consciência não são parte da avaliação cognitiva. Assim, as alternativas A, B, D e E estão erradas. Para responder esta questão me baseariam no Exame Minimental, que avalia a função cognitiva. Trata-se de um teste dividido em orientação (espacial e temporal), retenção (também interpretável como memória), atenção e cálculo, retenção (memória declarativa), linguagem (denominação)e habilidade construtiva. Veja os links abaixo para saber mais.
Gabarito: Alternativa C
Algumas considerações sobre cognição, mini mental, e avaliação por meio do mini mental



23: A reeducação do tronco é um item importante para a reabilitação do paciente hemiplégico. São movimentos básicos do tronco seqüenciais a serem utilizados no rolamento:
A)Iniciação com flexão lateral assimétrica/ Iniciação com rotação da parte superior do corpo para o lado sadio
B)Iniciação com flexão/ rotação da parte superior do corpo, Iniciação com extensão/ rotação da parte inferior do tronco e iniciação com flexão lateral simétrica
C)Iniciação com extensão/ rotação da parte superior do tronco/ iniciação com flexão/ rotação da parte superior do tronco e iniciação com flexão lateral assimétrica
D) Iniciação com rotação da parte superior do tronco para o lado sadio/ Iniciação com flexão lateral simétrica
E) Iniciação com rotação da parte inferior do corpo para o lado sadio/ iniciação com extensão lateral assimétrica.

Essa questão é meio complicada. baseio minha resposta no livro "exatamente no centro" da Patrícia Davies. Basicamente o paciente hemiplégico deve rolar utilizando flexão de tronco (padrão mais fisiológico) e dissociação de cinturas, em um moviemento simétrico (organizado) iniciando-se pela cintura escapular.
Assim, as alternativas B, C e E estariam erradas por conterem um componente extensor, e a questão A por conter assimetria. Gabarito Oficial: Letra B. Mas na minha opinião, a resposta correta é D



24: É de fundamental importância para a neuroplasticidade:
A)Adrenalina
B)Células de Betz
C)Líquido cefaloraquidiano
D)Células amácrinas
E)Células neurogliais

A idéia básica da neuroplasticidade envolve o entendimento de como se comporta o SNC após uma lesão. Os processos podem ser resumidos em duas situações: (1) em primeiro lugar, neurônios íntegros buscam caminhos alternativos para efetuar a resposta motora, realizando sinapse com neurônios que se modificam em relação a sua efetividade. (2) Em segundo lugar, frente a determinada lesão, circuitos e trajetos nervosos diferenciados são procurados.
Logo: A adrenalina, embora também atue como neurotransmissor, não tem papel fundamental na neuroplasticidade. As céls de Betz, embora façam parte da estrutura celular do cérebro, também não são fundaentais neste processo pois estão localizadas apenas no córtex motor primário. O Líquido Cefaloraquidiano dispensa comentários neste sentido. Quanto às células amácrinas... bem, não tenho idéia do que elas fazem. Se fossem importantes para a neuroplasticidade seriam mais conhecidas e comentadas nos cursos de fisioterapia neurológica. Finalmente a neuroglia são células não neuronais proporcionam suporte e nutrição aos neurônios As células de glia têm a importante função de produzir moléculas que modificam o crescimento de dendritos e axônios, portanto:

Gabarito: Alternativa E
Para saber mais: Neuroplasticidade, neuroplasticidade e reabilitação


25)Correlacione as patologias listadas na coluna da esquerda com seus respectivos padrões de marcha, apresentado


1)Doença de Little
2)AVC
3)Polineuropatias
4)Miopatias
5)Doença de parkinson.

s na coluna da direita. QUESTÃO ANULADA

( ) escarvante
( ) festinada
( ) ceifante
( ) tesoura
( ) anserina








A) 5,1,2,4,3
B) 3,4,5,1,2
C) 2,4,5,3,1
D) 4,3,1,5,2
E) 1,2,3,5,4


Mesmo anulada vamos lá: Doença de Little é um termo pouco usado no Brasil para descrever a paralisia cerebral do tipo diplegia espástica. Portanto, tipo de marcha = tesoura
AVC (deixando como sequela hemiparesia) = ceifante
Polineuropatias. As polineuropatias são um grupo extenso de doenças neuromusculares, e não há padrão típico de disfunção da marcha, mas neste caso eu chutaria escarvante ou anserina (dependeria do meu humor no momento da prova)
Miopatias. Idem explicação e resposta das polineuropatias
Doença de Parkinson = festinada
Para saber mais segue um link com vídeos sobre alterações da marcha

26) São sintomas de lesão cerebelar:
A)Dissinergia,vertigem e miose
B)Disdiadococinesia,atrofia muscular e anosmia
C)Dismetria, dissinergia e disdiadococinesia
D)Parestesia, miose e dissinergia
E)Dismetria, Disdiadococinesia e oscilopsia

R: A explicação é a mesma da questão 21
Gabarito C

27: A manobra de Dix Hallpike é empregada para testar:
A)Rigidez
B)Doença de Huntington
C)VPPB (Vertigem Posicional Paroxística Benigna)
D)Ataxia
E)Apoplexia

Esta questão avalia se o candidato tem noções de reabilitação vestibular. Pois a manobra Dix Hallpike é específica para VPPB.
Gabarito: Letra C
para saber mais: link1, ou assista a manobra no Youtube

28:Fáscies típico "em machadinha"é característico da distrofia:
A) Miotônica de Steinert
B)Duchenne
C)Fascioescapuloumeral
D)oculofaringea do idoso
E)cinturas
Segundo a banca o gabarito é letra A , se alguém souber o que ou como é uma fáscies em machadinha por favor deixe um comentário. Se serve de consolo, deixo um link para um texto interessante sobre distrofias


29: Em relação à Esclerose Múltipla, é correto afirmar que:
A)Os pacientes apresentam movimentos voluntários incoordenados, hipotonia e neuropraxia.
B)Os pacientes têm o controle dos esfíncteres, tanto parea micção como na evacuação intestinal
C)Os pacientes não apresentam sensibilidade ao calor
D)A espasticidade ocorre principalmente nos pacientes com lesão medular.
E)Trata-se de um processo degenerativo, geneticamente determinado, e afeta homens com maior frequência.


Por ser uma doença desmielinizante so SNC, os sintomas motores são semelhantes aos de lesão do primeiro neurônio: espasticidade, hipereflexia e sinal de babinski. Assim, exclui-se hipotonia e neuropraxia (que é uma lesão de segundo neurônio).
Uma vez que a esclerose múltipla pode afetar qualquer área do SNC, seus sintomas iniciais motores e sensitivos são variáveis, assim as alternativas Be C são generalizações que não caracterizam uma constante da doença. Assim, é possível que um determinado paciente tenha a sensibilidade térmica afetada, mas definitivamente isso não é uma característica da patologia.
A etiologia da Esclerose múltipla ainda é desconhecida. Logo a alternativa E está errada
Quanto à espasticidade ocorrer principalmente nos pacientes com lesão medular, esta é uma afirmação lógica, uma vez que lesões encefálicas devido a esclerose múltipla podem afetar além de áreas potencialmente geradoras de espasticidade, também áreas sensitivas, do sistema límbico ou nervo óptico, enquanto lesões medulares podem lesar apenas vias aferentes ou eferentes assim, a grosso modo 50% de chance de gerara sintomas motores.
Gabarito: Alternativa D Para saber maisl link1 , link2

30:A síndrome talâmica é caracterizada por:
A) Hemianopsia homônima, afasia e hemiplegia contralateral
B) Hemiparesia flácida, perda hemissensorial contralateral e dor intensa
C)Hemiparesia flácida, hemiplegia contralateral e alteração da personalidade
D)Dor intensa, perda de sensibilidade e alteração da personalidade
E)hemianopsia homônima, dor intensa e perda hemissensoria

A síndrome talâmica, também conhecida como síndrome Déjerine-Roussy, caracterizada por pertubações da interpretação sensitiva a nível cortical ou hemiparesia transitória, a qual está associada hipérestesia e dor intensa. As sensações e sentimentos tanto agradáveis quanto desagradáveis são exagerados. Todas as mensagens sensoriais, com exceção das provenientes dos receptores do olfato, passam pelo tálamo antes de atingir o córtex cerebral. O tálamo também está relacionado com alterações no comportamento emocional; devido a suas conexões com estruturas do sistema límbico.
Segundo o livro: Diagnóstico topográfico em neurologia (Peter Duus, editora cultura médica), a síndrome talâmica caracteriza-se por: hipoestesia contralateral (em alguns casos dor), distúrbio da afetividade, hemiparesia contralateral.
hemianopsia refere-se à perda de campo visual, portanto as alternativas A e E estãoe erradas.
Como as outras alternativas não especificam o dimídio afetado, a mais correta é a B, embora eu ache estas respostas muito mal formuladas,ma válá
.
Gabarito: Alternativa B Para saber mais sobre o tálamo acesse este link

31. A inclinação da curva pressão-volume, ou a alteração de volume por unidade de alteração de pressão é conhecido como:
A) Difusão
B) Resistência
C) Complacência
D) Elastância
E) Ventilação
A complacência é a distensibilidade dos pulmões, da parede torácica e do sistema respiratório. Descreve a relação entre um dado volume e um gradiente de pressão necessário para produzir essa mudança de volume, sendo calculada usando a seguinte equação: Complacência = Variação do Volume/ Variação da Pressão, sendo expressa em cm de H2O.
Gabarito: Alternativa C
Para saber mais sobre cálculo da resistência, ventilação e elastância, sugiro a leitura dos links abaixo.
Link1: Princípios fisiológicos da assistência ventilatória mecânica do recém-nascido
Link2: Dúvidas freqüentes no módulo Sistema RespiratórioLink Principais fórmulas para avaliação de pacientes na UTI
Link3: Principais fórmulas para avaliação de pacientes na UTI



32. Pacientes com lesão da medula espinal variam quanto à função respiratória, em decorrência do grau de déficit neurológico. Para pacientes com déficit significativo, a reabilitação respiratória é um determinante importante na obtenção do seu nível funcional máximo. Nesses pacientes, a diminuição da ventilação ocorre como resultado da “diminuição da força”, “diminuição da mobilidade torácica”, e “higiene brônquica inadequada”, por comprometimento do diafragma e músculos acessórios. Em relação ao diafragma, sabe-se que é um músculo em forma de abóbada, que se origina na face dorsal do processo xifóide, últimas seis costelas e corpos e processos transversos das vértebras lombares superiores, sendo inervado pelas raízes nervosas de:
A) C1 a C3
B) C2 a C6
C) C2 a C5
D) C3 a C6
E) C3 a C5
De C3, C4 e C5 originam-se ramos que se unem para formar o frênico, que inerva o diafragma. O ramo de C5 é uma contribuição acessória, pois este nervo pertence ao plexo braquial.
Gabarito: Alternativa E
Link1: anatomia do plexo cervical
Link2: outro texto sobre anatomia do plexo cervical



33. Observe a figura abaixo.A figura mostra o registro do espirômetro obtido quando um indivíduo inspira maximamente, e a seguir exala tão forte e completamente quanto ele seja capaz de fazê-lo.De acordo com os dados apresentados, correlacione os parâmetros espirométricos listados na coluna da esquerda com seus respectivos significados e/ou diagnósticos funcionais, apresentados na coluna da direita.
1-Volume expiratório forçado (VEF1.0)
2-Capacidade vital forçada (CVF)
3-Volume expiratório forçado (VEF1.0) e Capacidade vital forçada (CVF) reduzidos
4-Volume expiratório forçado (VEF1.0) muito mais reduzido do que a Capacidade vital forçada (CVF), causando um baixo VEF1.0/CVF%.

( ) Doenças obstrutivas
( ) Doenças restritivas
( )Volume exalado no primeiro segundo
( ) Volume total exalado na expiração

A seqüência correta é:
A)3-4-2-1
B)4-3-2-1
C)3-4-1-2
D)4-3-1-2
E) 1-2-4-3

Essa é basicamente uma questão de decoreba. A figura apresentada foi retirada do livro Fisiologia Respiratória Moderna , autor: John B West, capítulo 10 – Testes de Função Pulmonar. Segue abaixo um trecho deste capítulo:
O volume exalado no primeiro segundo é chamado volume expiratório forçado ou VEF1.0, e o volume total exalado é a Capacidade Vital Forçada ou CVF. Normalmente a VEF1.0 corresponde a cerca de 80% da CVF. Na doença, dois padrões gerais podem ser identificados. Em doenças restritivas, tanto o VEF1.0 quanto a CVF estão reduzidos, mas caracteristicamente a relação VEF1.0 / CVF % está normal ou aumentada. Em doenças obstrutivas, o VEF1.0 está muito mais reduzido do que a CVF , dando uma baixa relação VEF1.0 / CVF %.
Assim, agora a correlação ficou fácil né?
Gabarito: Alternativa D



34. Leia o texto abaixo.Os alvéolos consistem em pequenas evaginações dos bronquíolos respiratórios, ductos e sacos alveolares. Como alvéolos adjacentes dividem uma parede comum, seus formatos e suas dimensões variam de acordo com o arranjo dos alvéolos adjacentes e o volume do pulmão. O fenômeno no qual um aumento de volume em um alvéolo tende a aumentar o volume nos alvéolos adjacentes, é chamado ____________. Um mecanoismo semelhante aumenta o diâmetro do lúmen das vias aéreas distais que estão cercadas e limitadas pelos alvéolos. Além disso, os alvéolos adjacentes comunicam-se entre si através dos canais chamados __________ e com bronquíolos entre si através dos_____________
A seqüência correta que complementa corretamente as lacunas é:
A) Interdependência – canais de Lambert – poros de Kohn
B) transdução - canais de Lambert – poros de Kohn
C) Interdependência – poros de Kohn – canais de Lambert
D) translocação – canais de Lambert – poros de Kohn
E) translocação – poros de Kohn – canais de Lambert


O enunciado desta questão induz ao erro ao relatar que “os alvéolos adjacentes comunicam-se entre si através dos canais” na verdade, comunicam-se por poros.
Vamos começar cm algumas considerações sobre a interdependência alveolar. A interdependência é um mecanismo que contribui para a estabilidade dos alvéolos. Todos os alvéolos, exceto aqueles localizados na periferia pulmonar adjacentes à pleura, são rodeados por outros alvéolos. Neste tipo de esrutura, qualquer tendência de um grupo de alvéolos de se colapsar ou expandir relativo aos outros alvéolos em volta sofrerá oposição. Por exemplo, se um grupo de alvéolos tiver uma tendência ase colapsar, grandes forças expansoras agirão sobre eles, pelo fato do parênquima circunjacente ser expandido.
Este suporte oferecido às unidades pulmonares por aquelas que a rodeiam é denominado interdependência.
Quanto aos poros de Kohn e os canais de Lambert, uma forma fácil de memorizar sua estrutura basta lembrar que os alvéolos estão tão próximos um do outro que não há espaço para se colocar um canal (e nem necessidade), pois estão tão próximos que basta um poro para eles se comunicarem. Mas se o alvéolo precisar se comunicar com um bronquíolo (que está mais longe) aí sim vc usa um canal. Sacou?
Gabarito: Alternativa C


35. A pressão positiva ao final da expiração (PEEP) é um recurso freqüentemente usado durante a ventilação mecânica invasiva. Contudo deve-se ter atenção em relação ao uso indiscriminado da PEEP, pois ela altera diretamente a relação V/Q por atuar no aumento do espaço morto fisiológico proporcionando:
A) elevação da pressão média intratorácica, diminuindo a ventilação alveolar efetiva.
B) manutenção da pressão média intratorácica, aumentando a ventilação alveolar efetiva.
C) manutenção da pressão média intratorácica, diminuindo a ventilação alveolar efetiva.
D) elevação da pressão média intratorácica, aumentando a ventilação alveolar efetiva.
E) diminuição da ventilação alveolar efetiva, diminuindo a ventilação alveolar efetiva.
Esta questão, apesar do enunciado rebuscado, exige do candidato conhecimentos básicos sobre os efeitos fisiológicos da PEEP. Ao final de uma expiração normal, a pressão alveolar iguala-se à do ambiente externo. Ora, se ao final da expiração eu imponho uma pressão positiva (e este é o objetivo da PEEP), então nesta nova condição, a pressão alveolar é superior à do ambiente. Considerando o tórax como um compartimento fechado, nesta nova condição, o aumento da pressão alveolar influencia a pressão intratorácica aumentando-a
Gabarito: Alternativa D
Sugiro a leitura do texto sobre PEEP neste link



36. Relacione os modos ventilatórios listados na coluna da esquerda com seus respectivos efeitos/objetivos, apresentados na coluna da direita.
1- VAPS
2- PSV
3- PRVC
4- PAV
( )modo ventilatório de controle dual, que é capaz de modificar os padrões de fluxo dos ciclos assistidos e controlados.
( ) combina as vantagens de um fluxo inspiratório desacelerado do modo controlado à pressão com predeterminação do volume corrente.
( ) ciclado a fluxo, em que a pressão inspiratória predeterminada é mantida constante até que o fluxo inspiratório caia em torno de 25% do valor máximo alcançado no início da inspiração.
( ) modo ventilatório espontâneo, desenvolvido para melhorar a interação paciente/ventilador através da oferta de fluxo e pressão inspiratória de maneira proporcional ao esforço instantâneo do paciente.
A sequência correta é:
A) 4-3-2-1
B) 1-3-2-4
C) 4-2-1-3
D) 3-1-4-2
E) 1-2-3-4
Se eu for explicar cada um dos modos ventilatórios desta questão, eu não saio daqui hoje. De qulquer modo, é uma questão que exige que o candidato conheça ao menos por alto os modos ventilatórios.
Gabarito: Alternativa B


Link: III concenso brasileiro de ventilação mecânica



37. O desmame ventilatório é o processo transitório entre o suporte da ventilação mecânica artificial e a respiração espontânea, que pode ser realizado de maneira súbita ou gradual. Sabe-se que o fisioterapeuta é um profissional que constitui a equipe no auxílio ao paciente em desmame. Vários critérios são considerados essenciais para o sucesso do desmame ventilatório, que consiste em tentar relacionar parâmetros importantes, a fim de chegar cada vez mais próximo à certeza de um desmame com sucesso. Dentre eles pode-se citar o índice Fracional do Ciclo Respiratório (IFCR). A alternativa que apresenta a correta relação entre IFCR e sua respectiva fórmula é:
A) Os conceitos de demanda/capacidade ventilatória relacionando a intensidade e duração da contração muscular – Ti / Ttot.
B) A eficácia da mecânica respiratória através da razão entre o tempo inspiratório e o tempo total do ciclo respiratório – Ti / Ttot.
C)A relação entre a freqüência respiratória espontânea e o volume corrente espontâneo – Fr/Vc.
D) Os conceitos de demanda/capacidade ventilatória relacionando a intensidade e duração da contração muscular – Fr/Vc.
E) a eficácia da mecânica respiratória através da razão entre o tempo inspiratório e o tempo total do ciclo respiratório – Fr/Vc.
Devo ser sincero, nunca ouvi falar desse tal índice Fracional do Ciclo Respiratório.
Uma pesquisa no Google sobre Tins/Ttot revelou que este índice existe (não é reconhecido pelo pomposo nome de IFCR) e é utilizado no desmame. Entretanto, o índice de respiração superficial ou índice de Tobin (FR/VC), que avalia o endurance diafragmático, também é bem conhecido. Assim excluem-se as alternativas C,D e E
Quanto à alternativa A, eu diria que a relação demanda/capacidade ventilatória estão mais relacionados à fórmula FR/VC, portanto eu a consideraria errada (infelizmente eu não tenho uma explicação melhor, mas quem quiser complementar sinta-se à vontade para deixar um comentário)

Gabarito: Alternativa B
Link: Sugiro a leitura destes índices



38. Dentre as técnicas de desobstrução brônquica, a que vem sendo estudada na Europa e Oceania desde 1980, como importante recurso deste tratamento, e que consiste na aplicação terapêutica e periódica ou intermitente de resistor de limiar pressórico do tipo gravitacional à fase expiratória do paciente, chama-se:
A) pressão positiva contínua nas vias aéreas.
B) respiração com pressão positiva intermitente.
C) ventilação com pressão positiva intermitente.
D) oscilação oral de alta freqüência.
E) espirometria de incentivo.

Para responder a esta questão, o candidato tem de inicialmente saber o que é um “resistor de limiar pressórico do tipo gravitacional”. Este resistor nada mais é do que o bom e velho flutter. Tudo bem, sei que flutter é o nome comercial do aparelho, mas em minha defesa devo dizer que todo mundo manda “xerocar” um livro e usa gillete no barbeador. Mas voltando ao assunto: Quando um paciente usa o flutter, ele está na verdade realizando uma manobra de oscilação oral de alta freqüência. Para saber mais tem um excelente artigo no link abaixo.
Gabarito: Alternativa D

Link: Oscilação de alta freqüência



39. Paciente J.A.S, masculino, 68 anos, raça branca, altura 1,68, peso 73kg, deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva com quadro de insufciência respiratória aguda, sendo prontamente intubado com tubo orotraqueal 7.5mm com cuff (20 cmH2O) e adaptado à ventilação mecânica invasiva em modo VCV com os seguintes parâmetros:
FR ajustada no VM = 18 irpm
Sensibilidade = 1 cmH2O
FiO2 = 100%
Vc = 460 ml
Fluxo inspiratório = 46 Lpm com onde decrescente
P.pico = 30 cm H2O
P. platô = 20 cm H2O
PEEP= 5 cm H2O.
Entretanto, após 3 horas de ventilação mecânica, um escape de ar ao redor do tubo endotraqueal é observado pelo fisioterapeuta. Ele observa que aproximadamente 35 cm H2O de pressão são necessários para insuflar o balonete e vedar o escape de ar (fuga aérea). A ação recomenda nesse caso é:
A) aumentar a pressão do cuff de 20 cm H2Opara 35 cm H2O.
B) tentar compensar a fuga aérea com aumento do volume corrente
C) indicar traqueostomia à equipe médica
D)trocar o modo ventilatório por pressão controlada
E)solicitar a troca do tubo orotraqueal por um de diâmetro maior
A pressão de perfusão da mucosa traqueal situa-se entre 30 e 40mmHg. Pressões superiores a estas aumentam a incidência de lesão traqueal. É recomendado que a pressão do balonete situe-se entre 25 e 34 mmHg
link: artigo



40. Evidenciam-se, na prática diária, efeitos desejáveis e indesejáveis quando se aplica qualquer forma de PSV. De acordo com vários autores, níveis de PSV acima de 10 cm H2O podem otimizar a função respiratória. A aplicação da técnica de bilevel traduz um compromisso clínico sistemático com ajuste de 2 níveis de pressão, denominada IPAP e EPAP. Sabe-se também que o valor final da PSV nesses sistemas de terapia é a diferença pressórica entre os níveis de IPAP e EPAP. Nesse contexto considere os itens abaixo.
1- aumento do Vc
2- diminuição do Vc
3- diminuição do trabalho respiratório
4- aumento do trabalho respiratório
5- aumento da PaO2
6- aumento da SaO2
7- melhora da complacência pulmonar
Um paciente está recebendo suporte não invasivo através do sistema bilevel, cujo equilíbrio o fisioterapeuta ajustou com um IPAR de 24 cm H2O e um EPAR de 16cm H2OOs efeitos produzidos especificamente pelo valor ajustado para EPAR encontram-se nos itens:
A) 4-5-6-7
B) 3-4-5-6
C) 2-3-5-6
D) 2-4-5-7
E) 1-3-4-5

41. Nas lesões traumáticas do plexo braquial, quanto mais precoce a reparação microcirúrgica, melhor será o prognóstico. O tratamento fisioterapêutico pós-operatório passa principalmente por:
A) Aliviar a dor
B) Normalizar os movimentos cervicais
C) Alongar os componentes do manguito rotador
D) Fortalecer os músculos escalenos
E) Combater a hipotonia com exercícios de alta intensidade

Para responder a esta pergunta recorri a uma colega especialista em lesões de plexo. Ela me explicou que o maior problema de um paciente com lesão de plexo é a dor neuropática devido ao neuroma que se forma na área da lesão. Sendo que a dor é muito freqüente no pré e no pós-operatório, portanto a alternativa mais correta seria a alternativa A. Entretanto o gabarito desta questão é a alternativa B.
Considerando a alternativa B, é importante citar que os pacientes com lesão de plexo também sofrem de alterações do posicionamento de cintura escapular e cervical por assumirem posturas antálgicas no pós-operatório. Uma explicação para o gabarito ser B ao invés de A seria talvez pelo fato da banca julgar que o alívio da dor deva ser realizado por medicamentos, e não por medicamentos + eletroanalgesia . . . Vai saber!!!


42. As síndromes dolorosas crônicas de origem miofascial são muito freqüentes na prática clínica diária. O desenvolvimento de pontos-gatilho está quase sempre associado a estas síndromes.
O tratamento da dor e das alterações secundárias musculares tendinosas e ligamentares são os maiores objetivos a serem alcançados visando diminuir a incapacidade funcional do paciente, sendo o calor um dos principais recursos nas fases subagudas e crônicas dessa síndrome.
A alternativa que fundamenta alguns efeitos fisiológicos do tratamento fisioterapêutico é:
A) O alívio justificado pela Teoria das comportas de Melzack e Wall (1982)
B) a diminuição da rigidez muscular pelo aumento da plasticidade ligamentar
C) a diminuição do processo inflamatório localizado, manifestado na fase aguda
D) a diminuição do espasmo muscular quando associado ao uso do TENS
E) o aumento da distensibilidade do tecido colágeno, por fazer predominar suas propriedades viscosas sobre as propriedades elásticas
Gabarito E . . . Não sei explicar esta resposta. Parece que a banca se apoiou em alguma nota de rodapé de livro. Se alguém souber a resposta, por favor deixe um comentário.

43. A presença dos nódulos de Haberden e Bouchard na mão freqüentemente comprometem o processo de recuperação da saúde funcional, e estão associados a algumas patologias como por exemplo:
A) gastrectasia e artrite reumatóide
B) osteoartrite e tendinopatia de De Quervain
C) artrite reumatóide e contratura de Dupuytren
D) osteoartrite e síndrome de Reynaud
E) osteoartrite e dedo em martelo
A osteoartrite nas mão compromete as articulações interfalangianas proximais (IFP) e as distais (IFD), local em que se desenvolvem saliências ósseas de aspecto nodular facilmente identificável, na face dorsolateral das falanges, denominadas de nódulos de Heberden, quando localizados nas IFD, e de Bouchard, quando nas IFP. Esses nódulos são considerados a marca registrada da osteoartrite de mãos. Portanto, embora o Gabarito seja alternativa A, esta opção não faz o menor sentido pois gastrectasia segundo o dicionário médico refere-se à uma dilatação anormal do estômago.
Espero que esta questão tenha sido anulada
Links: Doenças osteoarticulares degenerativas periféricas

44.O processo de restauração da saúde funcional do paciente submetido a tratamento cirúrgico da síndrome do desfiladeiro cervicotorácico se fundamenta na cinesioterapia.
Os objetivos fisioterapêuticos são:
A) Alívio da dor, relaxamento muscular e prevenção de deformidades
B) alivio da dor, restauração do arco de movimento – ADM – da coluna cervical e prevenção das contraturas de De Quervain
C) relaxamento muscular, prevenção de deformidades e prevenção de trombose venosa profunda
D) prevenção de deformidades, diminuição da parestesia do membro superior e fortalecimento muscular precoce
E) relaxamento muscular, alivio da dor e prevenção de trombose venosa profunda

Gabarito alternativa A
Leiam a monografia: Intervenção Fisioterapêutica em pacientes com Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Revisão Bibliográfica

45. No pós operatório imediato das artroplastias de quadril, vários cuidados referentes ao deslocamento de cargas e exercícios de altas intensidade devem ser observados.
Na fase final do tratamento fisioterapêutico, as recomendações mais freqüentes são:
A) mobilização passiva da articulação e exercícios antitrombóticos
B) iniciar a reabilitação da marcha e exercícios respiratórios
C) hidroterapia e bicicleta sem carga
D) exercícios pliométricos e dinâmica de deslocamentos multidirecionais após a 12a semana
E) exercícios pliométricos e funcionais para o controle da dor
Assumindo que tudo correu bem durante a fase aguda de recuperação pós artroplastia de quadril, então estaremos diante de um paciente deambulante sem necessidade de dispositivos auxiliares e sem dor. Então as alternativas A, B e E podem ser sumariamente consideradas falsas. Resta-nos as alternativas C e D. Ora, se temos um indivíduo que deambula sem dor e sem nenhuma outra restrição, devemos impor a ele um programa de reabilitação que gere desafios à suas respostas funcionais de força e propriocepção. Neste contexto, a hidroterapia e a bicicleta sem carganão cumprem este papel
Gabarito: Alternativa D

46. Os exercícios pendulares com elevação anterior passiva e rotação externa passiva de 40º, feitos em supino são indicados no tratamento conservador de fraturas:
A) de Colles
B) de Monteggia
C) Transtrocanteriana femoral
D) Proximais do úmero
E) distal e diafisárias do úmero
Fratura de Colles e Monteggia envolvem o antebraço. O cotovelo não realiza o movimento de rotação externa, portanto as alternativas A e B são falsas. O tratamento conservador de fraturas em região proximal de ossos longos como fêmur e úmero envolvem a restrição de movimento. No caso do úmero, a imobilização do braço tem o objetivo de evitar movimentos na glenoumeral. Portanto a sequência de movimentos exemplificada não pode acontecer. A fratura distal e diafisária do úmero, permitem o movimento na articulação glenoumeral mesmo com a imobilização por gesso.
Gabarito: Alternativa E

47. A fratura do colo do fêmur é freqüentemente associada à osteoporose. Contudo um movimento rotatório de alta velocidade seguido de queda também pode provocá-la.
Os cuidados principais no pós operatório imediato das artroplastias de quadril são:
A) Manter a flexibiliade da cadeia muscular reta posterior e controlar a postura no leito durante o repouso absoluto nos primeiros 10 dias de pós-operatório
B)Precocidade no primeiro levante e marcha independente nas primeiras 48hs de pós-operatório
C) Precocidade na marcha e exercícios com 80% da carga máxima para quadríceps e ísquiotibiais D)prevenção de úlceras de decúbito e exercícios de força o mais precocemente possível
E) Precocidade na marcha e normalização do arco de movimento – ADM – ativo e passivo
Repouso absoluto nos primeiros 10 dias de pós-operatório??? Hahaha, isso é medieval! Alternativa A erradíssima. Nos casos de Artroplastia total de quadril, a ortostase deve ser o mais precoce possível SEMPRE! e a evolução para marcha com muletas ou andadores deve seguir-se a ela.
Gabarito: Alternativa B

48. A intensidade do exercício prescrito para o idoso acamado é indicada para desenvolver força e restaurar a função.
O treino de alta intensidade deve ser feito com:
A) 60 a 80 % da carga máxima com mobilização de mais de 1/6 da musculatura esquelética
B)100% da carga máxima, com 20 repetições em cada uma das três séries de exercícios
C)30% da carga máxima tentando atingir a freqüência cardíaca máxima (FCmáx) no maior espaço de tempo.
D)30% da carga máxima, com 2 séries de 10 repetições objetivando atingir a freqüência cardíaca máxima
E)100% da carga máxima, respeitando a exaustão.
Eu passo o comentário da resposta desta questão pois não saco absolutamente nada sobre o tema. Quem souber explicar a resposta por favor deixe um comentário.
Gabarito: Alternativa A

49. Nas fraturas diafisárias do fêmur na criança, o uso de fixação externa permite a movimentação precoce do paciente. A maior dificuldade encontrada pelo fisioterapeuta durante o tratamento é:
A) Restaurar a função do tornozelo
B) Preservar o trofismo do quadríceps contralateral
C) Realizar o apoio com o membro inferior operado
D) Evitar o desenvolvimento de síndromes dolorosas nos ombros pelo uso de auxiliares de marcha
E) Manter a higiene dos pinos após a sessão de hidroterapia

A priori, uma fratura da diáfise femoral não é motivo para gerar restrição da articulação do tornozelo. Portanto a alternativa A está incorreta. As questões B e D não merece comentário, e a alternativa E é simplesmente ridícula. O uso do fixador externo permite a descarga de peso sobre o Membro Operado. Aliás, esta descarga de peso é encorajada para estimular a formação do calo ósseo. Neste sentido, os pacientes têm muito receio em apoiar o pé no chão com medo da dor.
O Gabarito é a alternativa C

50. As hemiartroplastias de ombro nos idosos ou as artroplastias totais são indicadas nas fraturas multifragmentadas da cabeça umeral.
No pós operatório imediato, durante a hospitalização, deve-se observar, durante o tratamento fisioterapêutico, as seguintes manifestações.
A) Restrição antálgica da amplitude de movimento do ombro e a restrição funcional da extensão do cotovelo
B) Perturbações da marcha e do equilíbrio decorrentes da cirurgia
C) Alteração da função do manguito rotador e da coluna cervical, entre o 2o e 3o dias de pós operatório
D) Edema de estase em ambas as mãos e déficit da função diafragmática
E) Déficit ventilatório e alterações posicionais na amplitude de movimento do segmento vertebral lombar.
O gabarito oficial é alternativa B. No entanto esta resposta não faz sentido, aliás, nenhuma das respostas faz sentido. Mais uma questão que só a banca é capaz de explicar a resposta.



OBSERVAÇÃO: O mérito da resolução desta prova, bem como as ressalvas e links são do Dr. Humberto Neto do Blog O Guia do Fisioterapeuta.

2 Comentários:

Anônimo disse...

Emanuelle
Encontrei uma breve descrição da fáscie do tipo "em machadinha" nesse artigo: http://www.scielo.br/pdf/anp/v54n1/03.pdf

José Medeiros disse...

Parabéns e obrigado pelos comentários!

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