Fisioterapia na síndrome do túnel do carpo

Síndrome do Túnel do Carpo: Compressão do nervo mediano.
- síndrome compressiva, patologia degenerativa crônica que geralmente evolue para a cirurgia.

Situações que levam a compressão nervosa:

Volume do nervo aumentado
Ex: Devido à neurite que causa espessamento do nervo, fatores hormonais (gestantes)
Estruturas ósseas que formam o túnel aumentadas
Ex: Fratura de punho onde o gancho do hamato foi fraturado, levando ao desabamento do punho e compressão do nervo.

Compressão nervosa → Disfunção sensório-motor

Disfunções do próprio nervo
Alteração da cronaxia
Alteração da velocidade de condução nervosa
- Redução ou perda da sensibilidade
- Hipotrofia
- Paresia
- Parestesia

Principal Objetivo:

Normalizar a condução elétrica:
- Iontoforese com cronaxial (-)
- CG técnica monopolar longitudinal
Obs: Geralmente se tem hipoestesia (quase anestesia) com parestesia
- Corrente exponencial

Obs: A corrente exponencial não é só para manter as qualidades contráteis do músculo, mas também para estimular a manutenção da condutibilidade elétrica

- Mobilização articular
- Descolamento intertecidual
- Alongamento receptivo (longitudinal)

Obs: Quando se tem uma lesão nervosa ou aderência do nervo por um processo inflamatório, acaba levando a aderência próximos aos tendões, e por isso tem que descolar para posteriormente alongar esses tendões.

- Alongamento passivo

Positividade dos testes de compressão: Phalen, Phalen invertido, sinal de Tinel, etc.

Situações que podem desencadear a síndrome:

Artrose dos ossos do punho
Artrite reumatóide
Fraturas (diminuição da luz do canal)
Aderências pós-fraturas
Tendinites crônicas que podem inflamar o nervo

Tratamento

Fase Aguda:

- Analgesia:
Iontoforese com corticóide(+)
(+) punho (anterior)
(-) cotovelo (anterior)
TENS convencional para dor aguda ou breve intenso
LASER 904 nm 2 a 3 J/cm2
- Repouso
Uso de órteses

Fase Subaguda:

- Manter recursos analgésicos caso ainda tenha dor
- Melhora da condução nervosa
Iontoforese com cronaxial (-)
CG técnica monopolar longitudinal
menor (-) punho (anterior)
maior (+) cotovelo (anterior)
Corrente exponencial
Mobilização articular (artrocinemática), para abrir o canal
Descolamento intertecidual
Alongamento receptivo (longitudinal)
Alongamento passivo
Manter a função (hierarquia cinesioterápica a partir de ativo livre)
Exercícios ativos livres
Técnicas para ganho do arco de movimento
Exercícios ativos resistidos
Trabalho com texturas

Fase Crônica:

- Ganho de propriocepção
- Coordenação fina
Movimentos de pinça, de apreensão

Pós-operatório:

Normalização da sensibilidade com diferentes texturas (método Rood)
Obs: Hipoestesia → Começar com texturas mais grossas
Hiperestesia → Começar com texturas mais finas
- Drenar o edema
Iontoforese com hialuroidase (+)
Bandagem elástica
Massagem linfática
Crioterapia
U.S intermitente
- Hierarquia cinesioterápica inteira
Obs: Enfatizar ganho de arco de movimento, ganho de força e propriocepção.

Fonte: Google

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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