Técnicas de expansão pulmonar

A terapia de expansão pulmonar inclui uma variedade de técnicas respiratórias destinadas a corrigir ou prevenir a atelectasia, a unidade shunt e a hipoxemia (AZEREDO, 2002; SCANLAN et al., 2000).
Segundo Azeredo (2000), os efeitos imediatos das técnicas de expansão pulmonar são:
- aumento da complacência pulmonar;
- diminuição do trabalho ventilatório;
- aumento da oxigenação arterial;
- aumento da remoção das secreções brônquicas.

INCENTIVADORES RESPIRATÓRIOS

Esta técnica utiliza aparelhos portáteis que promovem um feedback de que foi alcançado o fluxo ou o volume desejado, sendo de fácil manuseio, tendo um baixo custo e podendo ser utilizada tanto por crianças como por adultos (COSTA, 2004; SCANLAN et.al.,2000; MARINI, 2004).
A inspirometria de incentivo também referido como inspiração máxima sustentada (SMI) é uma técnica lançada em 1976 e consiste em fazer o paciente realizar, através de incentivadores uma inspiração máxima sustentada que consiste em uma inspiração profunda e lenta da capacidade residual funcional (CRF) até a capacidade pulmonar total (CPT), seguida por uma sustentação da inspiração durante 5 a 10 segundos.

Inspirômetros a volume

Sistema de pistão em que um êmbolo ou disco deve ser elevado até atingir a capacidade inspiratória máxima ou nível predeterminado.
Este tipo é mais fisiológico pois o volume de treinamento é mais constante e gera um fluxo menos turbulento quando comparado com o incentivador a fluxo. Um exemplo de incentivador a volume é o Voldyne.


Inspirômetros a fluxo

Uma ou mais câmeras plásticas que abrigam esferas semelhantes a bolas de pingue-pongue que se elevam em fluxos inspiratórios altos, promovendo um incentivo visual ao paciente.
Nestes podem ocorrer fluxo turbulento inicial e alteração no trabalho ventilatório alternando, portanto, o padrão de ventilação durante a terapia.
O Triflow e o Respiron são exemplos de incentivadores a fluxo (COSTA, 2004; AZEREDO, 2000).

Inspiração Profunda

Esta é uma técnica de expansão pulmonar que somente pode ser utilizada em pacientes estáveis e cooperativos assim como os outros padrões ventilatórios. Ela pode ser realizada através de diversos padrões como é descrito na seqüência.

Inspiração fracionada ou em tempos

O paciente deve realizar uma inspiração suave e curta, por via nasal, interrompendo-a por curtos períodos de apnéia pós-inspiratória e programada para 2, 3, 4 ou 6 tempos repetitivos de acordo com as condições de mobilidade torácica do paciente e sua familiarização com a técnica. A expiração é oral e pode ser realizada até o repouso expiratório ou volume residual expiratório médio.
A inspiração fracionada ou em tempos é eficaz na melhora da complacência tóracopulmonar e no incremento da capacidade inspiratória (CI), sendo contra-indicada quando há aumento da resistência nas vias aéreas, pois, pode ocorrer aumento excessivo do trabalho respiratório.

Padrão ventilatório com soluços inspiratórios

Este é um padrão ventilatório que foi proposto em 1952, e sua eficiência novamente comprovada por Cuello et. al. (apud AZEREDO, 2000), o qual também demonstrou que através deste padrão respiratório, “é possível reexpandir as zonas basais, incrementando a capacidade residual funcional e o volume de reserva inspiratório, promovendo a dilatação brônquica e diminuindo o infiltrado intersticial e a congestão vascular pulmonar”.
Esta técnica consiste em realizar várias inspirações curtas e sucessivas sem apnéia pós-inspiratória, até atingir a capacidade pulmonar total (CPT), sendo a última inspiração efetuada por via oral. A expiração deverá ser suave e também por via oral.

Padrão ventilatório com apnéia máxima pós-inspiratória

Ele consiste em realizar uma apnéia de 3 a 10 segundos após atingir a capacidade inspiratória máxima, através de uma inspiração nasal, lenta, suave e uniforme.
Conforme Tarantino (2002), a finalidade da apnéia pós-inspiratória, é obter melhor distribuição do ar inspirado, melhorando as trocas gasosas. A expiração é oral, lenta e sem esforço, até o volume de reserva expiratório máximo.
De acordo com Feltrin e col. (apud TARANTINO, 2002), a posição ideal para realizar este padrão é a sentada, pois, um maior volume corrente é movimentado.

Expiração Abreviada

Segundo Cuello et. al. (apud AZEREDO, 2000), esse padrão incrementa o volume de reserva inspiratória, a capacidade residual funcional e a capacidade pulmonar total.
Ele consiste em realizar ciclos intermitentes de inspiração profunda nasal, intercalados com pequenas expirações, sendo que, no terceiro ciclo expira-se completamente.
Os efeitos pulmonares promovidos por esta técnica, ocorrem por meio da expiração que, por ser incompleta, aumenta a capacidade residual funcional, mantendo o alvéolo com uma maior volume (AZEREDO, 2000).

Pressão Positiva Expiratória nas Vias Aéreas (EPAP)

A PEEP é definida como sendo a manutenção da pressão alveolar acima da pressão atmosférica ao final da expiração.
É um sistema de demanda constituído por uma válvula unidirecional, acoplada a uma máscara facial, e uma resistência qualquer na fase expiratória a qual determinará a PEEP.
A inspiração é ativa e é realizada sem nenhum fluxo adicional. Porém, numa sensibilidade menor da válvula unidirecional, provocará aumento do trabalho inspiratório. A expiração é feita contra uma resistência, tornando-a positiva ao seu final (AZEREDO, 2002).

Efeitos

variação na pressão intra-alveolar;
melhora da complacência pulmonar;
aumento da CRF;
recrutamento alveolar;
redistribuição da água extravascular;
diminuição do shunt intrapulmonar;
remoção das secreções brônquicas.

Fonte: Alessandra Rigatto

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