Transporte de paciente com via aérea artificial

O transporte de um paciente com via aérea artificial, conectado a um respirador, constitui uma situação de risco, que pode provocar complicações, inclusive elevar a mortalidade.
As causas mais frequentes de transporte intra-hospitalar são: transporte para tomografia, raios X mais complexos ou centro cirúrgico.

Os objetivos do transporte sob ventilação mecânica são:

Continuar com a monitorização e as medidas de suporte;
Prevenir complicações;
Conservar estáveis as funções vitais.

Pontos chaves

O paciente com um ventilador de transporte, sempre deverá ser transportado por profissionais especializados, como o fisioterapeuta, monitorado e com equipamento auxiliar de ventilação e oxigenação (ambú e cilindro de oxigênio).
Os ventiladores de transporte geralmente não dispõem ou são pobres em alarmes, devido a isto, a atenção clínica ao paciente deve ser extrema.
Deve-se hiperoxigenar o paciente antes da conexão do mesmo ao respirador de transporte, para assegurar a correta ventilação e a tolerância do percurso.

Equipamento necessário

O equipamento deve satisfazer os parâmetros de monitorização e ser essencial para atender uma PCR e suporte vital.

Princípios de segurança para o transporte

Os princípios gerais de segurança, para reduzir o risco do paciente durante o transporte são:

Rever e verificar o todo o equipamento necessário. O hospital ou serviço destinatário devem ser avisados da transferência.

Avaliar o nível de gravidade dos ferimentos e estabilizar sinais vitais.

Prever os problemas clínicos que podem surgir durante o transporte e, se possível antecipá-los.

Assegurar vias aéreas e acessos venosos antes do transporte. Programar os mesmos parâmetros do respirador convencional, no respirador de transporte.

Os tubos (traquéia, drenagem pleural), acessos venosos, cateteres, devem ser fixos e garantidos antes da mobilização do paciente e verificados durante o translado.

As mobilizações e transferências do doente (para a maca, para a mesa de exames, etc) dever ser realizado cuidadosamente. As manobras de manipulações podem ser dolorosas.

Durante o transporte é aconselhável o acompanhamento de um monitor de oximetria de pulso.

É preferível administrar as medicações necessárias antes de realizar o transporte.

Registrar todos os incidentes ou complicações que ocorrerem durante o transporte, em registro específico.

Características dos respiradores de transporte

A maioria dos respiradores de transporte se destinam para serem usados por um curto período de tempo (tipicamente 1 a 2 horas).

Parâmetros

Quase todos os respiradores para transporte, trabalham em modo VPC (ventilação pressão controlada), mas também existem alguns modelos que trabalham em VVC (ventilação volume controlado).

Os parâmetros básicos são:

VC (volume corrente) ou P.insp (pressão inspiratória), FR (frequência respiratória), FiO² (fração inspirada de oxigênio), Fluxo ou Tempo Inspiratório. A PEEP geralmente não é encontrada nestes tipos de respiradores de transporte, mas pode ser acoplada ao circuito do paciente, na saída expiratória.

Atenção

É desejável que estes equipamentos tenham peso abaixo de 5 kg, e tenham um tamanho que facilite o seu manuseio e transporte. Os controles devem estar fixos e protegidos, evitando alterações dos parâmetros inadvertidamente.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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