Tratamento de contusões musculares

Contusão muscular

a) Contusão leve
b) Contusão moderada
c) Contusão grave

Contusão muscular – leve e moderada
Segmento muscular – coxa

Fase I –Para diminuir o sangramento produzido pela rotura de vasos e fibras musculares, recomendamos repouso, crioterapia, compressão com algodão e bandagens e elevação do membro inferior contundido. É importante o uso de analgésicos e antiinflamatórios não hormonais.

A massoterapia superficial ou profunda está contra-indicada.

Fase II – Após as primeiras 24 horas, os portadores de lesões leves são liberados para exercícios de contração muscular isométrica, mobilização das articulações (ativas e passivas) e deambulação sem auxílio de muletas.
Após 72 horas, os portadores de lesões leves são liberados para exercício de contração muscular isométrica, movimentos articulares ativos e passivos para reabilitação funcional.
O espasmo muscular diminui. A marcha é permitida com auxílio de muletas canadenses.

Fase III – Os atletas contundidos, portadores de lesões leves e moderadas, já apresentam amplitude de movimento de flexão acima de 90° e executam marcha sem auxílio de muletas.

A seguir, utilizamos crioterapia, após massoterapia susuperficial, com antiinflamatórios tópicos, associando-se eletroterapia diária (ondas curtas e ulra-som) e hidroterapia (turbilhão).
Iniciamos alongamento ativo suave, para prevenir a formação de aderências, e exercícios com auxílio de força contra resistência complementados por hidroterapia em piscina (hidroginástica).

Tratamento de contusões graves
Segmento muscular - coxa

Fase I - Repouso absoluto

Analgésicos e antiinflamatórios não hormonais
Crioterapia
Bandagens compressivas
Elevação do membro inferior contundido

Fase II - Após 72 horas, os protadores de lesões graves são liberados para a prática de contrações musculares isométricas e mobilizações ativas e passivas da articulação do joelho, para reabilitação dos movimentos de flexão e extensão.
Quando nesta fase observamos evolução clínica favorável, permitimos a marcha com auxílio de muletas canadenses e o contundido obedecerá a todas as recomendações da fase III após sete dias de repouso.

Quando, ao contrário, nesta fase observamos evolução clínica desfavorável, isto é, as dores permanecem intensas, apesar da medicação analgésica e de antiinflamatórios, a impotência funcional impede qualquer movimento de flexo-extensão do joelho; ao espasmo e aumento do volume da coxa, soman-se os sinais clínicos de síndrome compartimental.
Indicamos então a realização da ultra-sonografia, para possível diagnóstico de hematoma volumosa intramuscular.
A confirmação deste diagnóstico indicará um tratamento cirúrgico de emergência.

Fonte: Revista Brasileira de Ortopedia

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Ano VIII - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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