Alongamento

DEFINIÇÃO:

Qualquer manobra terapêutica elaborada para aumentar o comprimento de estruturas de tecidos moles patologicamente encurtados e desse modo aumentar a amplitude de movimento. Existem três métodos básicos para alongar os componentes contráteis ou não-contráteis da unidade musculotendínea: alongamento passivo, inibição ativa e auto-alongamento.

OBJETIVO:

Recuperar ou restabelecer a amplitude de movimento (ADM) funcional das articulações e a mobilidade dos tecidos moles que cercam uma articulação; prevenir contraturas; aumentar a flexibilidade geral de uma parte do corpo antes de exercícios rigorosos de fortalecimento; evitar ou minimizar o risco de lesões musculotendíneas relacionadas a atividades físicas e esportes específicos.

INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicação

ADM limitada (prevenção e deformidades instaladas) que interfere nas atividades funcionais; fraqueza e retração musculares.

Contra-Indicação

Quando um bloqueio ósseo limita a mobilidade articular;
Após fratura recente;
Evidências de processo inflamatório ou infeccioso agudo dentro ou ao redor de articulações;
Sempre que houver dor aguda com o movimento articular ou com o alongamento muscular;
Quando for observado hematoma ou outra indicação de trauma nos tecidos;
Quando as contraturas ou tecidos encurtados estiverem provendo aumento na estabilidade articular;
Quando as contraturas ou tecidos encurtados forem a base de habilidades funcionais, particularmente em pacientes co paralisia ou fraqueza muscular intensa.

ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO:

Após avaliação e considerar o melhor tipo de alongamento, explique as metas para o paciente, posicione-o (confortável e estável), explique o procedimento certificando se o paciente entendeu, libere a área a ser alongada, explique ao paciente que é importante que ele esteja o mais relaxado possível no período do alongamento e que os procedimentos serão de acordo com seu nível de tolerância.

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO:

Mova o membro lentamente pela amplitude livre até o ponto de restrição, segure proximal e distalmente a articulação onde ocorre o movimento (deve-se segurar firmemente, mas não de modo desconfortável para o paciente), estabilize firmemente a área proximal e mova o seguimento distalmente, aplique a força do alongamento de forma leve, lento e mantido, mova a articulação até o ponto de retração e depois alongue um pouco mais, mantenha o paciente na posição alongada por pelo menos 20 a 30 segundos, libere gradualmente a força de alongamento, permita que paciente e terapeuta descansem e então repita a manobra.

PONTOS CRÍTICOS E RISCOS:

Não force passivamente uma articulação além de sua ADM normal;
Fraturas recém-consolidadas devem ser protegidas através de estabilização entre o local de fratura e a articulação onde ocorre o movimento;
Cuidados com pacientes com osteoporose, repouso prolongado no leito, idade ou uso prolongado de esteróides;
Evite alongamento vigoroso em músculos que foram imobilizados por um período prolongado de tempo;
Os pacientes não devem sentir desconforto residual maior que uma sensação passageira de hipersensibilidade (se sentir dor após o procedimento por mais de 24 horas é sinal de que foi usada força em excesso durante o alongamento);
Evite alongar músculos fracos, particularmente aqueles que suportam estruturas corporais com relação à gravidade.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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