A fisioterapia na unidade de terapia intensiva pediátrica e neonatal

A Fisioterapia está cada dia mais integrada nos serviços de cuidados intensivos pediátricos e neonatais. O fisioterapeuta tornou-se um profissional de extrema importância atuando não só na reabilitação e prevenção de complicações com manobras específicas como também na assistência ventilatória em parceria com o médico e enfermagem.

Atualmente, com a necessidade imposta pelo mercado de trabalho de profissionais qualificados para a assistência na área pediátrica e principalmente neonatal, surgiram cursos de atualização, aperfeiçoamento e especialização em fisioterapia, que atendem às especificidades dos pequenos pacientes, pois é sabido que as doenças da infância e a apresentação e as respostas clínicas são diferentes das encontradas no adulto.

A alta incidência de enfermidades pulmonares na infância exige uma terapêutica respiratória bem específica, um médico perfeitamente habilitado, uma prescrição da medicação de forma adequada, um hospital com recursos e uma equipe de trabalho multiprofissional incluindo o fisioterapeuta.

Ao fisioterapeuta que trabalha em hospital pediátrico ou que atende em ambulatório de crianças, pode-se dizer que cada criança é única. Cabe ao fisioterapeuta conhece-la, identificar sua história, analisar seus exames radiológicos e laboratoriais e escolher dentre as técnicas de fisioterapia as que mais se adaptam a cada caso. Do recém-nascido ao adolescente, são muitas as diferenças não só anátomo-funcionais, mas também de compreensão e de possibilidade de colaboração, o que traz muitas variações no resultado do tratamento. Condições clínicas, ventilação pulmonar, diagnóstico, idade: são tantos os fatores que influenciam na realização e no sucesso do tratamento que não basta conhecer e saber aplicar uma técnica. É preciso “encontra-se com a criança” e com ela seguir o caminho que leve à sua melhora, à sua recuperação.

Na fisioterapia neonatal além da assistência ventilatória, o fisioterapeuta tem por objetivo manter as vias aéreas pérvias melhorando e prevenindo as complicações das patologias que acometem o período neonatal e estimular a auto-organização sensório motora e seu desenvolvimento neuro-psico-motor.
O fisioterapeuta também é responsável pela montagem, teste e toda regulagem dos respiradores mecânicos durante os diversos momentos em que está sendo utilizado. E também responsável pela ventilação do paciente durante transportes e exames dentro do hospital.

Atualmente, o atendimento no setor é feito por duas fisioterapeutas, sendo uma no período da manhã e outra no período da tarde e uma terceira que cobre as folgas.

ROTINA FISIOTERAPEUTICA NA UTI PEDIÁTRICA E NEONATAL:

O tratamento é traçado a partir de uma avaliação minuciosa, incluindo condições clínicas atuais.
O atendimento fisioterapêutico é realizado sempre nos intervalos da alimentação, respeitando as rotinas médicas e da enfermagem, sempre priorizando os benefícios e necessidades da criança trabalhando em sintonia com a equipe multiprofissional.
Durante o atendimento são utilizadas as técnicas de assepsia sendo observadas as precauções universais de anti-sepsia comuns à toda equipe.
Se ocorrem alterações no quadro clínico do paciente durante o atendimento, é comunicado imediatamente à equipe, para se adotar as providências necessárias.
As condutas fisioterapêuticas são anotadas na ficha de evolução diária de fisioterapia e fica no prontuário do paciente, para o acesso da equipe e registro em documentação.
Como membro de uma equipe multiprofissional, o fisioterapeuta está aberto à discussões com os demais profissionais atuantes na UTI, com o objetivo de beneficiar o paciente, bem como aos pais sempre que necessário ou solicitado.

OBJETIVOS:

Prevenir ou atenuar alterações causadas por patologias e pela hospitalização.
Posicionar adequadamente.
Melhorar ventilação, perfusão e difusão pulmonar.
Evitar acúmulo de secreções com o uso de manobras específicas.
Prevenir deformidades articulares.
Normalizar o tônus muscular e promover alongamentos musculares.
Prevenir ou inibir padrões e/ou desvios patológicos com manobras de inibição reflexa de reações ou movimentos anormais ao padrão do neonato.
Estimular o desenvolvimento motor normal com estimulação sensório motora utilizando reflexos fisiológicos do neonato aos estímulos apropriados.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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