Linfoterapia

DEFINIÇÃO:

Técnica utilizada para prevenção e tratamento de edemas e linfedemas; é baseada essencialmente na fisiologia do sistema linfático e absorve as experiências e conhecimentos mundiais atuais da linfologia. Utiliza os seguintes recursos fisioterapêuticos: linfodrenagem manual ou drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo manual, cinesioterapia específica, cuidados com a pele automassagem linfática, uso da contensão elástica.

OBJETIVOS:

Prevenção de linfedema e tratamento de edema e linfedema;
Melhora da função;
Prevenção de complicações;
Melhora do bem estar;
Diminuição da mobilidade.

INDICAÇÃO:

Linfedema;
Edemas periféricos;
Lipoedema;
Lipolinfedema;
Flebolinfedema (insuficiência venosa crônica – IVC);
Distúrbios reumáticos (esclerodermia, atrofia de Suddeck, artrite reumatóide);
Edema pós-operatório ou pós-trauma.

CONTRA INDICAÇÃO:

Inflamações e infecções agudas / patogênicas, por bactérias, vírus;
Edema cardíaco;
Arritmias cardíacas, hipersensibilidade dos seios carótidos e super função da glândula tireóide (Doença de Basedow) nos casos de linfedema de cabeça e pescoço;
Micoses;
Trombose venosa profunda (TVP) na fase aguda.

MATERIAL NECESSÁRIO:

Equipamentos de biossegurança (luva, máscara), abaixador de língua, algodão ortopédico sintético de 07, 10 e 15 centímetros, malha tubular de 10 cm para membro superior e de 15 cm para membro inferior, fita crepe e faixa elástica (membro superior 05, 08, 10 e 12 cm e para membro inferior, além destas, a de 14 cm).

DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO:

É dividido em duas fases:

Primeira fase: intensiva, para redução máxima do volume do membro afetado e consequentemente melhora estética e funcional. Deve-se realizar uma avaliação detalhada, grau de extensão, tipo de contensão, explicar para a paciente as duas fases do tratamento, redução máxima do edema / linfedema, cuidados com a pele, drenagem linfática manual, enfaixamento compressivo funcional - ECF (até a próxima terapia), cinesioterapia com o ECF, automassagem todos os dias, duração de 03 semanas até 03 meses, terapias diárias ou em dias alternados com palpação e perimetria semanal;

Segunda fase: de manutenção, para se manter a melhora conseguida na primeira fase. Inicia com o desmame da drenagem linfática manual, uso constante e diário da contensão elástica, tirando somente para o banho, a automassagem deve ser feita todos os dias, atividade física regular, cuidados com a pele e finalização com controles periódicos (semanal, quinzenal, mensal, bimestral, trimestral e semestral);
Prevenção de linfedema: reeducação funcional da cintura escapular e membro superior, orientação dos cuidados com o membro superior homolateral a cirurgia (paciente consciente e praticando sempre, conhecimento da patologia e de seus riscos), automassagem diária para sempre.

PONTOS CRÍTICOS E RISCOS:

Os sintomas variam de acordo com cada paciente, podendo ser alergia, dor e cianose de extremidade ao uso do ECF e contensão elástica. A técnica aplicada de maneira inadequada pode provocar garroteamento do membro no caso o ECG e também o aumento da pressão arterial em pacientes hipertensos.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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