Espirometria de incentivo no derrame pleural

O derrame pleural é o acúmulo de líquido no espaço pleural e indica um estado fisiopatológico anormal resultante do desequilíbrio entre a formação e a remoção do fluido pleural. Não constitui uma doença por si próprio, mas, freqüentemente, acompanha doença séria e uma explicação deve ser sempre procurada.

O paciente muitas vezes se queixa de dispnéia se o derrame for grande e pode haver dor pleurítica. Os sinais torácicos muitas vezes são informativos e incluem movimento reduzido do tórax no lado afetado, ausência de sons respiratórios e macicez à percussão. A radiografia é confirmação do diagnóstico.

Os derrames pleurais podem ser divididos em exudatos e transudatos conforme seu conteúdo de proteína alto ou baixo. Além disso, a Desidrogenase Láctea (LDH) tende a ser mais alta nos transudatos. Os exudatos ocorrem tipicamente com malignidades e infecções enquanto os transudatos complicam insuficiência cardíaca grave e outros estados edematosos. Muitas vezes é necessário aspirar o derrame, mas o tratamento deve ser dirigido à causa subjacente.

Uso do Respirex e Respiron

Protocolo

Respirex, sendo duas sessões por dia durante cinco dias, com o tempo de cinco minutos sem contar o tempo de pausa. Nas três primeiras sessões é utilizado o Respirex (mais fácil) e após este período, utiliza-se para o Respiron, fazendo com que a paciente faça maior esforço inspiratório.

Discussão

Em condições normais a entrada e saída de líquido e proteína do espaço pleural são equilibradas de tal maneira que o volume e a concentração protéica são constantes, quando as pressões microvasculares ou a permeabilidade vascular se alteram, o desequilíbrio estala-se, o fluido se acumula e a concentração protéica se modifica. A pressão dentro do espaço pleural é gerada pela diferença entre as forças elásticas do pulmão e da caixa torácica, isto é, na CRF o pulmão tende a colabar e a caixa torácica em expandir. Assim, na CRF as tendências contrárias de movimento geram pressão pleural negativa de cerca de 5cm de água; entretanto, a pressão pleural não é uniforme em toda a cavidade pleural, sendo mais negativa no ápice e menos negativa na base.

Em indivíduos normais, a transudação e a absorção de líquido na cavidade pleural ocorre de acordo com a equação de Starling e depende da combinação das pressões hidrostáticas e coloidosmóticas, das pressões teciduais, bem como da drenagem linfática. O líquido pleural é, essencialmente, o líquido intersticial da pleura parietal e sua formação depende da combinação da pressão hidrostática nos capilares da pleura parietal (~30 cm de H2O) e no espaço pleural (~ -5 a - 8 cm de H2O). A resultante dessas duas pressões é,
aproximadamente, 25 a 38 cm de H2O, que são favoráveis à formação do líquido. Por outro lado, a pressão oncótica nos capilares sistêmicos é de, aproximadamente, 30 a 34 cm deH2O, e na cavidade pleural é de mais ou menos, 8 cm de H2O, resultando em diferencial de pressão contrária à formação do líquido de 22 a26 cm de H2O. Assim, o gradiente de forças (~9 a 15 cm de H2O) é direcionado da pleura parietal para o espaço interpleural, favorecendo a formação do líquido pleural.

Levando em consideração o equilíbrio de pressões na cavidade pleural, seis mecanismos são descritos como responsáveis pelo acúmulo de líquido na cavidade pleural:

1. Aumento da pressão hidrostática na microcirculação: o principal exemplo é o desenvolvimento de derrame pleural em pacientes com IC, situação em que a elevação da pressão capilar pulmonar é o principal determinante.

2. Diminuição da pressão oncótica na microcirculação: embora pacientes com albumina sérica baixa apresentem maior tendência para formar líquido intersticial, este mecanismo isoladamente é raramente causa de derrames pleurais volumosos.

3. Aumento da negatividade da pressão pleural: este mecanismo é o responsável pela formação de derrame pleural secundário as atelectasias de pulmão.

4. Aumento da permeabilidade da microcirculação: nestas condições, maior quantidade de líquido e proteína vaza da microcirculação do pulmão e da pleura, devido a processos inflamatórios ou neoplásicos localizados nestas estruturas. Além disso, a drenagem linfática pode estar alterada devido à oclusão dos estomas por fibrina ou edema.

5. Diminuição da drenagem linfática: ocorre devido ao bloqueio da drenagem, em qualquer ponto do sistema linfático, devido a tumor, inflamação ou fibrose.

6. Movimento de líquido do espaço peritoneal para o espaço pleural: qualquer condição que cause ascite pode ocasionar o desenvolvimento de derrame pleural. A passagem do líquido, da cavidade peritoneal para cavidade torácica ocorre através dos linfáticos ou defeitos diafragmáticos. Os defeitos diafragmáticos são, geralmente, pequenos (< style="FONT-WEIGHT: bold">Autores: Daniel Martin Dinalli, Rodrigo Quintão Lopes, Marcelo Henrique de Oliveira Ferreira, Simone Ferreira Liboreiro.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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