Fisioterapia e Síndrome de Marfan

As alterações mais características na Síndrome de Marfan são cardiovasculares, esqueléticas e oftalmológicas. As alterações cardiovasculares, em especial os aneurismas aórticos, consistem na forma mais grave de manifestação da doença, principalmente no adulto, onde apresenta alta taxa de mortalidade, seja por dissecção ou ruptura, se não tratada. A idade média de aparecimento dos sintomas é a terceira ou quarta década de vida, uma vez que a doença é progressiva, principalmente no que diz respeito ás alterações aórticas.

A atuação quanto ao aparelho locomotor baseia-se em uma terapêutica que tem como objetivo minimizar as deformidades esperadas nestes pacientes tais com cifose, escoliose, alteração da caixa torácica e aracnodactilia. A hipermobilidade das articulações faz com que estes indivíduos sejam mais propensos a desenvolver lesões e luxações, situação esta que também deve ser associada ao processo preventivo e curativo com a terapêutica fisioterápica.

No sistema cardiovascular a fisioterapêutica exerce papel no que diz respeito à melhora do condicionamento cardiorespiratório e musculoesquelético, através da realização de exercícios planejados e sob monitorização continua, uma vez que estes pacientes podem ser classificados como indivíduos de risco.

Alguns pacientes com Síndrome de Marfan apresentam deformidades e limitação crônica da caixa torácica, tendo maior probabilidade ao desenvolvimento de doenças respiratórias restritivas. As principais complicações pulmonares são: bronquiectasia, bolhas enfizematosas, pneumotórax espontâneo e fibrose pulmonar. O acompanhamento fisioterapêutico nesses pacientes é de suma importância visando a manutenção dos volumes e capacidades pulmonar.

A fisioterapia atua de forma imprescindível no pré e pós-operatório dos pacientes eletivos de cirurgias ortopédicas e cardiovasculares, diminuindo o número de complicações no pós–operatório e conseqüentemente o tempo de internação.

A orientação deve ser feita de forma individual, de acordo com as limitações apresentadas para cada paciente. Entretanto o paciente com Síndrome de Marfan só pode ser liberado para realização de atividades físicas após avaliação de um médico cardiologista. Feito isto, o Fisioterapeuta é o profissional adequado para prescrever e orientar o tipo de atividade à ser realizada.

1 Comentário:

Rosa da Sylva disse...

Venho por meio de canal da saúde pedir apoio a petição publica a participarem de um baixo assinado para mudança inclusão dos portadores de sindromes raras na lei

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=AMAVI

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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