Parto normal e fisioterapia

O parto é uma manifestação humana que inclui três estágios: o domínio cognitivo, que envolve o conhecimento das diferentes etapas do trabalho de parto; o domínio motor, para que a mulher participe ativamente do parto por meio da prensa abdominal, o controle respiratório e o relaxamento perineal; e o domínio afetivo que está relacionado com as expectativas e os temores quanto ao parto e sua imprevisibilidade. Portanto, o parto é, sem dúvida, uma maratona física e emocional, podendo ser aceito, em algumas culturas, como um processo fisiológico bem próximo do natural. Nos países mais desenvolvidos ressalta-se sua importância, comprovando o fato de que deve ser preparado e até mesmo treinado.

Rezende e Rezende Filho apud Cassol et al. definem o trabalho de parto como um mecanismo fisiológico desencadeado por ações neuro-hormonais e mecânicas, onde parte das contrações expulsivas é voluntária, podendo a parturiente controlá-las, intensifi cando-as ou abrandando-as. Com isso, verifica-se o parto como ato motor intencional, que pode ser treinado, aprendido, sem se dissociar dos aspectos cognitivos e afetivos. Segundo Balaskas apud Cassol et al., o parto é uma habilidade da mulher, que pode ser minimizada por meio de treinamento, de forma a equilibrar-se com o aspecto fisiológico.

É fundamental a preparação e o acompanhamento da parturiente, pois isso minimiza a incidência de partos instrumentados, com menor risco de tocotraumatismos e de fetos deprimidos ou com lesões por instrumentos.

O primeiro estágio do trabalho de parto é comumente o mais longo. As contrações tornam-se progressivamente mais longas, mais fortes e mais próximas. O primeiro estágio do trabalho de parto está completo quando a cérvix alcança uma dilatação de aproximadamente 10 cm de diâmetro. No segundo estágio as contrações são intensas, mais próximas e um pouco mais curtas. Esse estágio é normalmente menor do que o primeiro e é finalizado com o nascimento do bebê.

O terceiro estágio é normalmente o estágio mais curto e é caracterizado pela expulsão da placenta.

Diversos fatores determinam a duração do trabalho de parto: paridade, posição e tamanho do feto, formato pélvico, maleabilidade do colo, medicações ou anestesia, intervenções médicas, contrações dos músculos abdominais, contrações do diafragma, força das contrações uterinas e capacidade da mãe em ajudar o próprio corpo durante o trabalho de parto.

O fisioterapeuta é um profissional qualificado para assistir as parturientes em posições que previnam dores nos quadris e coluna, impedindo parestesias que possam resultar de pressões incidentes sobre os nervos das extremidades inferiores.

Acredita-se que o instinto de permanecer em pé e em movimento possa ajudar no trabalho de parto, ao contrário da posição supina. A deambulação mostra seus benefícios quando diminui a duração do primeiro estágio e a necessidade de analgesia.

O fisioterapeuta pode ajudar a gestante durante o trabalho de parto sugerindo posições alternativas, aplicando Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea (TENS) para alívio da dor, realizando massagens na região lombar e perineal, ensinando padrões respiratórios, entre outras técnicas e recursos, além de estimular a deambulação.

Autores: Tainá Colombo Santos, Mirna Souza dos Anjos

Seja o primeiro a comentar

Postar um comentário

Por gentileza deixe seu nome ou apelido, mesmo que fictício. Comentários anônimos não serão respondidos.

Como fazer download no 4shared

Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger .

TOPO