Tratamento tórax instável

O tórax instável freqüentemente está acompanhado por outras lesões pulmonares resultantes do mecanismo de lesão e da força necessária para fraturar várias costelas.

Schilz (2000), discute sobre o mecanismo da disfunção respiratória nestes pacientes, tendo como causador o movimento do segmento instável. “... com “expiração” dos alvéolos imediatamente adjacentes a lesão., levando ao colapso, a telectasia, incoordenação V/Q, à diminuição da complacência e a hipoxemia...”¹ e Coelho e cols. (1999) citaram que, a atelectasia podem ocorrer em intervalos entre 6 e 21 dias.

Os pontos fundamentais para o tratamento imediato de tórax instável, são a ventilação com pressão positiva (quando necessário), com ou sem estabilização cirúrgica da caixa torácica, e a analgesia adequada isto porque a dor é um limitante aos movimentos respiratórios. Desde então, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado diminuem as complicações e melhoram os resultados em longo prazo.

Alguns pacientes não apresentam manifestações respiratórias clínicas importantes. Os diagnósticos geralmente suspeitos serão confirmados por radiografia de controle ou se o paciente apresentar sintomas respiratórios. A radiografia simples de tórax é freqüentemente o primeiro exame por ser útil e o primeiro de fácil acesso e por elas as fraturas e luxações são facilmente detectáveis além de alterações sugestivas de outras lesões da árvore brônquica.

Estudos não foram encontrados comparando benefícios de medidas fisioterápicas para tratamento de tórax instáveis sem pressão positiva, utilizando as técnicas escolhidas pelos autores. Mas, através de uma avaliação correta é possível o desenvolvimento de um plano apropriado e sólido com técnicas fisioterápicas necessárias ao tratamento das manifestações respiratórias e assim podendo melhorar problemas respiratórios comuns a estes pacientes como: colapso alveolar, incoordenação V/Q, diminuição de expansibilidade e hipoxemia.

A fisioterapia poderá instaurar a expansibilidade torácica e manter uma ventilação pulmonar adequada, ensinando e incentivando o paciente através de técnicas específicas. Conforme Chuter e cols. (1990) “o movimento diafragmático que, se ensinado, é um importante fator de prevenção de complicações pulmonares” e ainda, que “...o incentivador respiratório aumenta o movimento abdominal”. Isto ocorre pelo aumento na ventilação das regiões dependentes, prevenindo as manifestações de atelectasia, hipoxemia e colapsos e é um dos fundamentos da atuação do fisioterapeuta.

Mas, também constituir uma via pérvea, mantém uma ventilação e perfusão adequada reduzindo a hipoxemia. Neste sentido, estudos mostram que a pressão média transpulmonar durante a tosse voluntária é maior do que durante uma expiração forçada. Isto porque ocorre uma maior compressão e estreitamento das vias aéreas que limitam o fluxo aéreo, reduzindo a eficiência da higiene brônquica. Frutag em 1989 registrou em seus estudos “..a modificação da viscosidade da secreção, gerando um desgarramento, mobilização e eliminação mais eficiente e eficaz a partir da técnica da expiração forçada (TEF) e tosse concluindo, que elas são igualmente eficazes mas, que a TEF requer menos esforço do paciente”.

Um método flexível de tratamento que poderá ser usado com ou sem assistente, enfatizando a facilidade de autoaplicação, é o ciclo ativo das técnicas da respiração ( ACBT- Active cycle of breating techniques), utilizado para mobilizar e eliminar secreções brônquicas, melhora da função pulmonar, sem causar aumento de hipoxemia ou aumento na obstrução do fluxo aéreo ( Pryor e cols – 1979, Wilson e cols.- 1995, Thompsom &Thompson – 1994 e Philips e cols- 1996),assim mantém-se a perviedade das vias e a efetividade do tratamento após a alta hospitalar. Segundo Krisner (1989) chega a ser entre três a quatro semanas a recuperação. A intervenção fisioterapêutica, com estas técnicas utilizadas precocemente, associada a administração de analgésicos, nos casos de tórax instável onde não ocorra o uso de ventilação positiva, mostra-se com resultados favoráveis.

Autores: Andréa Cardoso R.de Souza; Ligiane Grossi Pinto;Wendel Souza Barbosa, Marcelo Henrique de Oliveira Ferreira

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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