Sustentação máxima inspiratória (SMI)

A sustentação máxima inspiratória é uma técnica de espirometria de incentivo, pesquisada e lançada nos Estados Unidos, no ano de 1976, idealizada por Bartlett e Edwards.

A SMI caracteriza-se por ser uma das técnicas de terapia de incentivo a grandes volumes, cujo objetivo principal é a hiperinsuflação alveolar ou a reinsuflação de alvéolos colapsados, pelo aumento da pressão transpulmonar (PT) e da capacidade residual funcional (CRF).

A técnica de aplicação consiste em instruir o paciente a realizar um trabalho ventilatório, o qual se caracteriza por uma inspiração ativa e forçada, que precisa ser sustentado por um determinado intervalo de tempo, mensurado em segundos, que pode, ou não ser preestabelecido pelo fisioterapeuta, em qualquer etapa da atividade terapêutica. Isto ocorre através de aparelhos conhecidos como inspirômetros de incentivo, os quais podem ser: a fluxo, onde o fluxo inicial é turbulento (variável em função do tempo), gerando alterações no trabalho ventilatório, que alteram o padrão de ventilação durante o exercício. Porém, pode causar tosse e dor; ou a volume, que é mais fisiológico, devido ao volume de treinamento ser constante até que atinja a capacidade inspiratória máxima, sem que haja aumento do trabalho respiratório.

Para que seja possível e bem realizada a técnica, o paciente deve estar lúcido, orientado no tempo e no espaço, cooperativo, motivado, de preferência sentado ou em posição confortável e apresentar como parâmetros mínimos: volume corrente (VC) > 5ml/Kg, capacidade funcional vital (CFV) > 15ml/Kg, capacidade inspiratória (CI) > 12ml/Kg e freqüência respiratória (FR) > 25crpm. A inspiração, preferencialmente, deve ter início a partir do volume residual (VR), já que é nesse momento que as fibras dos músculos respiratórios tendem a estar mais distendidas e, portanto, exige uma atividade significativa da musculatura respiratória global. Deste modo, a inspiração é feita no incentivador por via oral, ativa e profundamente, sendo rápida no seu início e mantida ao final (ponto em que ocorre o maior incremento do trabalho respiratório). A expiração ocorre por via oral, até o nível do repouso expiratório. Portanto, faz-se necessário que o fisioterapeuta certifique-se de que o paciente esteja clinicamente controlado (instável), de forma que o aumento do trabalho não comprometa seu quadro, ou seja, responsável por desconforto.

A grande vantagem desta técnica em relação a outras com finalidades semelhantes, como a inspiração profunda ou a pressão positiva intermitente (RPPI), se dá por esta provocar um maior feedback, que é benéfico ao paciente por encorajá-lo a realizar a sustentação, proporcionando uma maior integração entre paciente e equipamento, na medida em que os resultados positivos melhoram o seu estado psicológico.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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