Tratamento Osgood-Schlatter


Tratamento Conservador

O tratamento depende da severidade da condição. Muitos pacientes adolescentes com grau 1 e 2 de sintomas (dor que não dura mais que 24 horas depois da atividade) precisam estar certos que a condição geralmente é alto limitante e que o tubérculo alargado não é tumor. Os pacientes podem praticar esportes tanto quanto a dor seja tolerável e que ela cesse em 24 horas. Quando os sintomas persistem, um repouso a curto prazo da atividade que causou a agressão leva a eliminação da dor. O total descanso não é recomendado porque pode levar a um descondicionamento físico e aumentar a chance de recidiva quando retornar aos esportes.
Freqüentemente os sintomas são controlados com o uso de gelo em seguida a pratica esportiva, juntamente com uso ocasional de aspirina, e o uso de um coxim protetor no joelho. A redução das atividades para permitir a consolidação de fraturas microscópicas e a principal medida no tratamento de pacientes com sintomas graves.
Um amortecedor de impacto usado durante as atividades esportivas diminui o estresse sobre o tendão patelar e tubérculo. Gelo sobre o joelho por 20 minutos depois das atividades também pode ser benéfico. Alongamento de quadríceps e ísquios-tibiais é recomendado por muitos autores. Antiinflamatórios devem ser administrados conforme a necessidade depois de atividades esportivas, mas não é recomendado como uso rotineiro e pré-tratamento. Injeção de corticóide não é recomendada.
O tipo de tratamento depende da severidade da doença. Na maioria dos casos, os sintomas irão cessar com restrição de atividades esportivas excessivas, bem como esportes como corrida, salto e longas caminhadas. Estas atividades devem ser limitadas por um período de 4-6 meses. Nos casos moderados ou severos, o tratamento consiste de imobilização do joelho com um cilindro longo por um período de 4-6 semanas, juntamente com diminuição de exercícios extenuantes ou esportes por 3 a 6 meses. Quando há inflamação do tendão patelar a injeção de 10 ml de 1% de procaína e 3 a 4 ml de hidrocortisona ou medicação similar tal como prednisona injetados no tendão e próximo à apófise onde os tecidos moles estão sensíveis leva a amenização dos sintomas já na primeira aplicação. A duração da imobilização pode ser reduzida a 3 semanas quando a hidrocortisona é injetada localmente.
O tratamento conservador é eficaz na maioria dos casos. Ele consiste em manter o joelho em extensão completa, preferivelmente um gesso cilíndrico, por vários meses. Isso remove a tração do quadríceps e permite a revascularização reossificação do tubérculo.
Quando os sintomas são suficientemente graves como para interferir na atividade do paciente, recomenda-se imobilização com gesso cilíndrico de 6-8 semanas. Após eliminação do gesso, a atividade se limita a marcha durante outras 2-3 semanas para que logo se retorne a atividade completa. A maioria dos pacientes pode retornar a atividade completa sem maiores dificuldades. A imobilização juntamente com o afastamento das atividades por seis semanas, analgésicos e fisioterapia são o melhor tratamento para a patologia.
Diz que a aplicação de gelo pode ajudar a diminuir a dor e o edema no inicio.
A criança não deve retornar às atividades esportivas até que a fase aguda do processo tenha terminado. Isso pode levar meses ou anos. A criança pode ter exacerbações até a idade de 18 anos, quando a maior parte do crescimento esquelético está completo. Para os casos graves, a imobilização do joelho em extensão pode ser necessária para reduzir a pressão através do tendão da patela e permitir a cicatrização. O adolescente atleta provavelmente ficará infeliz com esse tipo de acontecimento, mas é importante proteger a articulação durante o processo de cura, para evitar o desenvolvimento posterior de artrite degenerativa.
O tratamento conservador é mais indicado primariamente, geralmente indica-se imobilização com um gesso por um período de seis semanas, afastamento de atividades esportivas, analgésicos e fisioterapia.
A maioria das lesões responde bem ao tratamento conservador quando diagnosticada logo no início e quando não existem osteófitos no local.
Em um estudo de 218 joelhos de 170 pacientes com a patologia de Osgood-Schlatter aqueles que foram tratados com a imobilização os sintomas cessaram em uma média de 14.6 meses, já aqueles que não foram tratados com a imobilização a média foi de 27.8 meses. O grupo que não usou imobilização observou-se uma deformidade considerável da tuberosidade tibial ou fragmentos desprendidos em 1/3 dos pacientes.

Tratamento cirúrgico

Os pacientes são questionados quanto à dor, proeminência, e restrição de atividades antes da cirurgia ou qualquer outra alteração em qualquer um destes sintomas após a cirurgia.
Se o curso é prolongado e a incapacidade persistente, indica-se intervenção cirúrgica. São perfurados orifícios através do tubérculo no osso principal formado, formando canais através dos quais possa ocorrer revascularização rápida. A dor e a incapacidade são aliviadas permanentemente dentro de poucas semanas. São removidas lascas ósseas de uma área adjacente na tíbia que podem ser inseridas no orifício fornecendo um enxerto ósseo de imobilização. Se o tubérculo forma uma proeminência maior que o normal que é esteticamente desfigurante, essa pode ser uma fonte de dor por compressão no futuro, e os fragmentos que fazem protusão devem ser removidos através de uma incisão transversa. A inserção do tendão patelar estende-se bem além deste ponto, tanto distal quanto lateralmente, e não é afetado. O tratamento cirúrgico antes da maturidade esquelética não é recomendado, pois isso pode induzir o fechamento prematuro da placa epifisária.
Medidas cirúrgicas são raras, e quase nunca, indicadas. Excisão do tubérculo proeminente é recomendado em adolescentes que tem episódios recidivos de dor e inabilidade e, também naqueles em que o tratamento conservativo não for satisfatório. A excisão do tubérculo é mais efetiva para remoção da deformidade e para acabar com desconforto e inabilidade nos curtos períodos de convalescença com poucos riscos. Procedimentos que promovem fusão precoce da apófise da tuberosidade com a diáfise, assim como fixação do tubérculo à metáfise tibial com enxerto ósseo ou driling da tuberosidade não são recomendados porque podem aliviar os sintomas mais o tubérculo proeminente e a deformidade persistem.
Recomenda-se tratamento cirúrgico para aqueles pacientes com sintomas
recidivantes após um tratamento conservador. Geralmente o tratamento cirúrgico não ocorre, pois, a imobilização tem-se obtido resultados satisfatórios.
Quando existe um osteófito palpável, e doloroso formado, geralmente não ocorre uma resposta adequada ao tratamento conservador. Então não é aconselhável submeter o paciente a um tratamento prolongado onde não haverá resultados satisfatórios neste caso, indica-se uma intervenção cirúrgica precocemente.
Em uma incisão de cinco centímetros verticalmente, feita infrapatelar medialmente, o tendão patelar e a tuberosidade tibial são expostos. As expansões mediais e laterais do tendão são liberadas, a inserção distal é preservada, e o tendão é então elevado da tuberosidade. O joelho está em posição de flexão de 90º para um melhor acesso para a excisão cirúrgica.

Complicações

A complicação mais comum é a não união do tubérculo na tíbia. Essa é a causa da persistência dos sintomas na vida adulta. O fragmento não unido deve ser removido. Uma seqüela menos comum, porém importante, é a fusão prematura da extremidade anterior da epífise tibial superior. Isso leva a genu recurvatum. Quando a incapacidade é prolongada a patela pode tornar-se alta e sua superfície articular fica sujeita a constantes traumas e osteoartrite.
A dor é autolimitante e cessa com a fusão do tubérculo tibial a diáfise, se permanece ativa quando a fusão já ocorreu, temos sintomas residuais. No estágio residual, quando a doença está inativa, o aumento da tuberosidade tibial persiste e, a proeminência óssea pode tornar-se esteticamente deformante, especialmente em meninas. Também pode ser causa de desconforto ao ajoelhar-se. Uma complicação rara é a fusão prematura do tubérculo tibial proximalmente e da anterior da epífise tibial superiormente. O crescimento contínuo da parte posterior da epífise produz genu recurvatum. Elevação da patela pode tornar-se aproximadamente 2 cm mais alta no lado envolvido em relação ao lado normal, resultando em tensão sobre a apófise tibial ou tensão no tendão patelar. A patela mais alta pode levar a deslocamento recorrente lateralmente, ou pode levar a pressão na faceta inferior na patela e conseqüentemente, condromalácia da patela e artrite degenerativa patelofemoral.
Pacientes que tem Osgood-Schlatter podem desenvolver um osteófito doloroso no tendão patelar distalmente. Excisão do ossículo pode resolver, e um procedimento pequeno, sendo, portanto considerado um tratamento não cirúrgico, não causando agressão. Alguns autores recomendam excisão do tubérculo ou redução junto com excisão do osteófito. Cerca de 60% dos pacientes com Osgood-Schlatter podem ter dor ao ajoelhar-se quando adultos. Fratura com avulsão do tubérculo tibial pode ocorrer. Osgood-Schlatter é ocasionalmente associado com fratura de avulsão do tubérculo tibial, que geralmente requer reparo cirúrgico.
Osgood-Schlatter pode levar a grande deformidade anterior do joelho, pacientes, especialmente meninas podem ter esta seqüela estética.
Um ossículo intratendíneo é uma das complicações da patologia de Osgood-Schlatter, este é derivado originalmente de um fragmento da tuberosidade tibial.
Mais tarde este osteófito aumenta pela proliferação de um calo ao seu redor. O osteófito pode se fragmentar em várias partes o que tardiamente pode levar a osteoartrose.
A complicação tardia mais comum da patologia de Osgood-Schlatter é a presença de um osteófito na inserção do tendão patelar ou próximo a ela.
Principalmente nos casos onde a etiologia provêm de osteocondrite, onde se acredita que provenha de uma ossificação separada que não se uniu à epífise proximal.

Tratamento fisioterapêutico

A fisioterapia pode participar com modalidades para aliviar a dor e com exercícios para preservar a força do músculo quadríceps, e promover a boa forma física geral durante o período de recuperação. Os exercícios isométricos do músculo quadríceps com o joelho em extensão não tensionam a inserção do tendão da patela e ajudam a preservar o volume muscular, contudo, os exercícios vigorosos do quadríceps são contra-indicados.
Um tratamento de reforçamento estático com o joelho em extensão, assim como alongamento do quadríceps tenso e débil. Por outro lado, esses pacientes apresentam invariavelmente encurtamento dos músculos posteriores e do conjunto gêmeo - sóleo. Também é essencial um bom programa de alongamento dirigido a estas estruturas.

Laserterapia

Tem efeitos quanto ao aumento da síntese de colágeno, auxiliando no reparo tecidual, aumenta a permeabilidade de membranas celulares com conseqüente melhor eficiência na bomba de sódio, aumenta o número de fibroblastos e promove tecido de granulação, útil na cicatrização de cortes e aumenta os níveis de prostaglandinas, causa um aumento na ATP celular, que é útil para mitigação da dor.

Alongamento

O alongamento diminui a incidência de lesões musculotendíneas, minimiza e a alivia a tensão muscular, e aumenta a performance atlética.
Exercícios de alongamento tornam-se importantes para o aumento da capacidade dos tecidos tendíneos a fim de resistir às lesões por duas razões: primeiro, a capacidade de um músculo dentro de uma área transversal para desenvolver tensão depende de um alcance ótimo da extensão imediatamente antes da contração (acima de 130 por cento do tamanho no repouso); em segundo lugar, a flexibilidade fornece uma margem de segurança resultante de uma ação concêntrica precedida de uma excêntrica

Autora: Maria Cecília Ribeiro

4 Comentários:

" Maíra Perrout " disse...

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Dayse Oliv. disse...

Olá,meu nome é Dayse.Minha filha Ana Leticia está diagnosticada com essa doença e apo´s a consulta a este conteudo fiquei mais tranquilizada,pois saberei como lhe dar com as complicações.
Obrigada.Nota 10
SP,23 SET 12

francisco fernandes disse...

Olá boa tarde meu filho com 13 tem a osgood nas duas pernas mais numa do que na outra . Esta a ser tratado a 1 mês pelo fisioterapeuta do clube onde joga futebol . Esta "doença" pode condicionar o seu futuro no futebol, tem cura total ? Dizem que sim mas varias opiniões e sempre melhor

francisco fernandes disse...

Meu filho tem osgood nos dois joelhos,mais num que outro. Esta a ser tratado pelo fisioterapeuta do clube onde joga futebol ,e dizem que tem recuperação , mas como gosto de ter mais que uma opinião gostava de saber se vai condiciona lo no seu futuro, se volta a aparecer depois de tratado ? Obg

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