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Tratamento de fraturas - Trações

A tração é usada principalmente como uma prescrição em curto prazo até que outras modalidades, como a fixação externa ou interna, sejam possíveis. Isso reduz o risco da síndrome do desuso. A tração é a aplicação de uma força de tração sobre uma parte do corpo.

A função da tração é:

• utilizada para minimizar os espasmos musculares;
• reduzir, alinhar e imobilizar fraturas;
• Reduzir as deformidades;
• Aumentar os espaços entre as superfícies da fratura.

A tração deve ser aplicada na direção e magnitude correta, a fim de obter seu efeito terapêutico. À medida que os músculos e tecidos relaxam, a quantidade de peso deve ser modificada para atingir bons resultados.
Por vezes a tração precisa ser aplicada em mais de uma direção para alcançar a linha de tração desejada. Quando isso é feito, uma linha de tração se contrapõe a outra linha de tração. Essas linhas de tração são conhecidas como vetores de força. A força de tração real é resultante de pontos mediais dos vetores de força da tração.

Princípios da tração

Sempre que a tração é aplicada deve ser empregada para conseguir a tração efetiva. A contra tração é a força que atua na direção oposta. Em geral, o peso do corpo do paciente e os ajustes de posição do leito suprem a contra tração necessária.

A tração deve sempre seguir os seguintes princípios:

•Sempre ser continua para ser efetiva na redução e imobilização da fratura;
•A tração esquelética nunca deve ser interrompida;
•Os pesos nunca deveram ser removidos até que seja prescrita de forma intermitente;
•Deve ser eliminado qualquer fator que reduza a efetividade da tração ou a linha da tração resultante;
•O paciente deve estar bem alinhado no centro do leito quando a tração é aplicada;
•Os cabos não devem ser obstruídos;
•Os pesos devem sempre pender livremente e nunca repousar sobre o leito ou tocar o chão;
•Os cabos devem correr livremente nas roldanas e nunca tocar o leito ou o chão.

Tipos de tração

A tração pode ser aplicada na pele (tração cutânea) ou diretamente no esqueleto ósseo (tração esquelética). A modalidade de aplicação é determinada pela finalidade da tração. A tração pode ser aplicada com as mãos (tração manual). Esta é a tração temporária que pode ser aplicada durante a realização de uma imobilização gessada, sempre realizando os cuidados cutâneos sob uma bota de espuma de extensão de Buck ou ajustado o aparelho de tração.

Tração Cutânea

A tração cutânea é empregada para controlar o espasmo muscular e para imobilizar a área antes de uma cirurgia. A tração cutânea é realizada com pesos sobre a fita da tração ou uma bota de espuma presa a pele. A quantidade de peso aplicada não deve exceder a tolerância da pele (em geral 2 a 3,5 kilos).

Existem variações das trações cutâneas as mais conhecidas são a tração de Buck, Russell e Dunlop.

Tração de Buck

É a extensão unilateral de Buck realizada na parte inferior da perna. É muito utilizada em grandes fraturas em membros inferiores e quadril, antes de fixação cirúrgica.

Tração de Russell

A tração de Russell é muito utilizada em fraturas do platô tibial, suportando o joelho flexionado em uma tipóia e aplica força de tração horizontal, na parte inferior da perna.

Tração de Dunlop

É aplicada no membro superior para fraturas supracondilianas de cotovelo e úmero. A tração horizontal é aplicada ao úmero abduzido, sendo a tração vertical aplicada ao antebraço flexionado.

Cuidados da tração cutânea

Cuidados cutâneos: Observar ruptura do tecido cutâneo, lesões ou abrasões, principalmente próximo ao local de inserção das fixações (adesivos), deve-se atentar para a formação de úlceras nas regiões de maior pressão.

Cuidados Nervosos: A tração pode pressionar terminações nervosas periféricas, é importante avaliar qualquer alteração na sensação ou comprometimento na movimentação das extremidades expostas a tração.

Cuidados Circulatórios: A tração pode pressionar o leito circulatório da região onde é fixada, é importante avaliar qualquer alteração de sensibilidade ou coloração do membro com a tração (enchimento capilar, e sinal de Homan positivo).

Tração esquelética

A tração esquelética é aplicada diretamente no osso. Esse método de tração é aplicada com maior frequência para tratar de fraturas de fêmur, da tíbia, do úmero e da coluna vertebral cervical. A tração é aplicada diretamente no osso através de um pino ou fio metálico, o qual é inserido através do osso distal à fratura, evitando-se nervos, grandes vasos, músculos, tendões e articulações. A colocação dos pinos é realizada através de ato cirúrgico necessitando de anestesia (geral).
Os pesos são presos aos pinos através de um arco por um sistema de cabos e roldanas, que exercem quantidade e direção apropriada de força para a tração efetiva. A tração esquelética usa com freqüência pesos de 7 a 12 kilos para uma tração efetiva.
A tração esquelética é conhecida como tração balanceada suportando o membro afetado e permitindo algum movimento ao paciente facilitando sua independência e aos cuidados de enfermagem. Uma das trações esqueléticas mais conhecidas é a tração de Thomas (frequentemente utilizada em fraturas de fêmur).

Cuidados com a tração esquelética

Cuidados com o pino: Observar atentamente o local de inserção do pino. A meta deve ser sempre voltada para a prevenção de infecções (osteomielite). Realizar curativos estéreis, orientação ao paciente sobre o pino e observar alterações e secreções.

Cuidados Nervosos: A tração pode pressionar terminações nervosas periféricas, é importante avaliar qualquer alteração na sensação ou comprometimento na movimentação das extremidades expostas a tração.
Cuidados Circulatórios: A tração pode pressionar o leito circulatório da região onde é fixada, é importante avaliar qualquer alteração de sensibilidade ou coloração do membro com a tração (enchimento capilar, e sinal de Homan positivo).

Fixadores esqueléticos

A fixação esquelética externa é um método de fixação óssea ou de fragmentos ósseos, utilizando pinos ou fios transfixantes, que penetram perpendicularmente no esqueleto, e são fixados uns aos outros por uma armação metálica

Fixação externa : Pinos são colocados através da pele e fixados no osso. Os pinos são conectados entre si com uma ou mais barras ou anéis.

Fixação interna: A fratura é fixada com algum tipo de implante. Chamamos de osteossíntese interna. Este implante pode ser uma placa de metal, uma haste que é colocada no interior da medula óssea (haste intramedular) fios de aço ou pinos de aço (chamados de fios de Kirshner).
Em nosso meio, os implantes são feitos com uma liga de aço inoxidável. Contudo, outras ligas podem ser utilizadas, como as de titânio.

A fixação externa é o principal método de fixação das fraturas expostas associadas a um grande ferimento, porque a realização do curativo torna-se mais fácil. A fixação externa pode também ser realizada com o método de Ilizarov, que permite correção de falhas ósseas e alongamento ósseo.


Fonte: Ebah - internet

4 Comentários:

eu disse...

muito bom, bem completo e fácil de ser entendido!

Anônimo disse...

Muito elucidativo. Obrigado!

Jean Felipe disse...

Muito Bom!
Parabéns!

Cristina Dias disse...

não sei onde me enquadro. abri a bacia e faço tração balanceada ha quase 3 semanas, onde me enquadro?

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