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Hanseníase e fisioterapia

É a doença infecciosa causada pelo Mycobacterium Leprae que possui um alto poder infectante e baixo poder patogênico. Depois de sua entrada no organismo, não ocorrendo sua destruição, este irá se localizar na célula de Schwann (nervos periféricos) e na pele, conferindo características peculiares a esta moléstia. Sendo um bacilo álcool-ácido resistente parasita intracelular, porém, não pode ser cultivado.

É uma doença imunológica que pode persistir depois do término do tratamento específico em muitos pacientes.

O diagnóstico da doença é o reconhecimento imediato dos quadros reacionais que são episódios inflamatórios que se intercalam no curso crônico da doença garantem a interrupção da cadeia de transmissão e a prevenção das incapacidades físicas.

Os fatores genéticos têm sido avaliados, assim como a destruição ou a multiplicação do bacilo no interior dos macrófagos que podem ser determinadas por mecanismos imunológicos que envolvem a apresentação do antígeno (complexo MHC) e pelo antígeno de histocompatibilidade HLA, ambos geneticamente determinados.

Contaminação

As vias aéreas superiores constituem a principal porta de entrada e via de eliminação do bacilo. A pele erodida pode ser porta de entrada da infecção enquanto secreções orgânicas como leite e esperma, podem eliminar bacilos.

Os primeiros sinais dessa doença são

Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, perda de sensação (como se a região estivesse anestesiada), sensação de dormência ou formigamento na região, insensibilidade à dor, ao tato, ao calor e queda dos pêlos sobre as manchas.

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Classificação

Ela considera dois pólos estáveis e opostos (virchowiano e tuberculóide) e dois grupos instáveis (indeterminado e dimorfo), que caminhariam para um dos pólos, na evolução natural da doença.

O Ministério da Saúde define como caso de hanseníase para tratamento, quando um ou mais dos seguintes achados encontra-se presentes:

Lesão de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de tronco nervoso ou baciloscopia positiva na pele.

Os doentes de hanseníase são classificados operacionalmente em paucibacilares (PB) ou multibacilares (MB). Essa classificação baseia-se no número de lesões apresentada pelo doente, podendo também ser baseada na bacilosospia, quando esta é disponível. No grupo de casos paucibacilares encontram-se os pacientes onde o achado de bacilos é difícil, visualizando-os apenas através de exames histopatológicos. Nesses casos a baciloscopia de linfa de pele é sempre negativa. Entram neste grupo as formas Indeterminadas, Tuberculóides e Dimorfas-Tuberculóides.

Os casos multibacilares apresentam baciloscopia positiva e correspondem às formas clínicas dimorfa e virchowiana. A forma Virchowiana sempre apresenta baciloscopia positiva e a forma dimorfa pode apresentar baciloscopia positiva ou negativa. Para esses casos o tempo de tratamento é mais extenso.

O tratamento da hanseníase compreende:

Quimioterapia específica (PQT), supressão dos surtos reacionais, prevenção de incapacidades físicas, reabilitação física e psicossocial.

Quadro clínico

As sequelas são bem definidas e podem ser encontradas já no período do diagnóstico, tais como:

Paralisia facial do tipo periférico unilateral ou bilateral, ou paralisia do ramo orbicular do nervo zigomático, provocando o lagoftalmo, epífora e exposição da córnea; mão em garra por lesão do nervo ulnar gerando garra do quarto e quinto dedos ou garra mista por lesão associada do nervo mediano, envolvendo também segundo e terceiro dedos; mão caída por paralisia do nervo radial; pé caído por paralisia do nervo fibular comum, garra de artelhos por paralisia do nervo tibial posterior podendo ser acompanhada do mal perfurante plantar.

As lesões em pés são mais frequentes, seguida das lesões em mãos cuja menor evidência pode ser justificada pelo maior auto-cuidado e percepção mais precoce dos problemas incapacitantes.

Quando focaliza esta patologia aos membros superiores, alguns nervos são mais acometidos que outros, e neste caso temos respectivamente: o ulnar, o mediano e o radial.

No antebraço, os músculos inervados pelo nervo ulnar são o flexor ulnar do carpo e o flexor profundo do 4° e 5° dedos. No punho, após atravessar o canal de Guyon, divide-se em três ramos. O primeiro ramo vai para os músculos hipotênares e termina como um nervo sensitivo no bordo ulnar do dedo mínimo. O segundo é sensitivo e inerva o lado radial do 5° dedo e o lado ulnar do dedo anular. O terceiro contorna o gancho do osso ganchoso e inerva todos os interósseos, os lumbricais do 4° e 5° dedos, e na área tênar ele inerva o adutor do polegar e comumente parte do flexor curto.

A paralisia ou paresia do nervo ulnar provoca um desequilíbrio muscular denominado “mão em garra” ou “garra ulnar”, que corresponde a hiperextensão das articulações metacarpofalângicas dos dedos anular e mínimo, com flexão de suas interfalângicas. Apresenta também atrofia da musculatura intrínseca, formando sulcos na parte dorsal da mão. Há perda de equilíbrio do arco transverso distal, responsável pela curvatura transversal da mão que permite seu posicionamento em concha. O polegar apresenta fraqueza na flexão e adução da articulação carpometacarpiana dando uma instabilidade da pinça entre o polegar e o indicador, caracterizando o chamado sinal de Froment (colapso em flexão polegar). Pode também ocorrer fraqueza da flexão do punho e desvio ulnar do mesmo.
A paralisia do nervo ulnar é uma das paralisias mais frequentes e incapacitante na hanseníase, criando múltiplas deficiências complexas e deformidades. A severidade e o tipo de deformidade e deficiências dependem de uma variedade de fatores como a duração da doença, sua classificação, idade do paciente, associação com outras paralisias e faixa socioeconômica do paciente.

A manifestação inicial desta paralisia tem prejuízo sensorial de leve a moderado, seguido pela perda motora. Todas as funções intrínsecas da mão são afetadas, prejudicando o equilíbrio muscular.

Cirurgias

A transferência tendinosa tem como meta restaurar a função motora seja por perda muscular ou paralisia e possui como condições básicas para sua realização a amplitude de movimento, cobertura tecidual e tendão motor.

Entre os métodos cirúrgicos de transferências tendinosas para a correção da mão em garra, os métodos de Bunnell-Brand e Zancolli, utilizando o músculo flexor superficial dos dedos, estão sendo empregados atualmente.

Outro método é a oponencioplastia que visa restaurar o movimento de oponência promovido pelo polegar. Trata-se de uma cirurgia em que o tendão do músculo motor escolhido tem como polia a região do osso pisiforme onde reproduzirá a direção do tendão na geração do movimento de oponência.


Tratamento Fisioterapêutico

A fisioterapia possui um papel fundamental tanto no período pré e pós-operatório.

O tratamento visa desde o fortalecimento muscular do tendão a ser transferido, ganho de amplitudes de movimento passivo próxima do normal e indolor das articulações envolvidas com o procedimento cirúrgico a ser empregado, à diminuição e prevenção de contraturas e rigidez articulares que ocorrem com grande freqüência, à conscientização do movimento a ser executado após a transferência, além das orientações educacionais tal como a importância da elevação da mão no período pós-operatório, visando o combate ao edema.

Avaliações das funções neurais no início e durante o tratamento e na alta do tratamento; Avaliações se houver queixas de dor, reações ou ajuste de corticóide;
Avaliações trimestrais e semestrais das funções neurais após a alta do tratamento por quimioterapia durante cinco anos;
Avaliações de mãos e pés para indicações de órteses em oficina ortopédica;
Confecção de órteses (tala gessada em membros superiores, inferiores e digitálicas);
Orientações quanto aos auto-cuidados e prevenção de incapacidades;
Orientações ao paciente sobre adaptação dos instrumentos usados nos afazeres diários e/ou profissionais;
Doações de meias brancas de algodão, luvas térmicas de proteção e óleo a base de ácidos graxos essenciais para lubrificação das mãos e pés (óleo repitelin ou dersani);
Tratamento fisioterapêutico aos pacientes quando necessário, no pré e pós operatório. Abordagem fisioterapêutica por meio do auxílio de várias modalidades terapêuticas como: turbilhão, laser, ultra-som, aparelho com eletrodiagnóstico, banho de parafina, etc

2 Comentários:

Ministério da saúde disse...

Olá, blogueiro(a)!

Dia 30 de janeiro é Dia Mundial de Luta contra a Hanseníase. Se antes a doença assustava portadores e suas famílias, hoje ela tem tratamento e cura!

Seja nosso parceiro e utilize seu espaço para divulgar informações sobre a doença. Se tiver interesse em colocar o selo da campanha em seu blog, entre em contato com comunicação@saude.gov.br.

Para saber mais sobre hanseníase, acesse: http://bit.ly/dZFocW

Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/minsaude

Obrigado,
Ministério da Saúde

jaisson disse...

olá bom dia!
o meu caso foi assim: tenho 4 anos trabalhando como digitador, e no sábado dia 01/10/2011 eu bebi uma cervejas, e acordei em um domingo e o punho caído e fiquei assim o dia todo, no entanto já na segunda-feira fui ao médico e ele me receitou CITONEURIN 5.000 E PREDNISONA, e hoje já comecei a tomar os comprimido,mas eu não sinto nenhuma dor, hoje já é terça-feira e estou do mesmo jeito, o que será?
meu e-mail: jaisson85@hotmail.com

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