Fisioterapia na área hospitalar

Os principais objetivos da atuação do fisioterapeuta em um hospital são os de minimizar os efeitos da imobilidade no leito, prevenir e/ou tratar as complicações respiratórias e motoras. Bem como promover integração sensória motora e cognitiva.

O paciente seja ele clínico ou cirúrgico pode apresentar-se em diversas condições de saúde, com isso, conforme as necessidades apresentadas priorizam-se determinadas técnicas, visando maior efetividade nas condutas e utilização dos recursos disponíveis. Dessa maneira o fisioterapeuta participa ativamente na recuperação do paciente, com conseqüente redução no período de permanência de internação hospitalar.

O prolongado tempo de internação, posicionamento inadequado com falta de mobilização predispõe a modificações morfológicas dos músculos e tecidos conjuntivos. Em alguns casos encontramos: alterações no alinhamento biomecânico, comprometimento de resistência cardiovascular, que ocorrem em exigências funcionais para realização de movimentos coordenados. Evoluindo com contraturas articulares, diminuição do trofismo e força muscular, e aparecimento de úlceras de pressão. O fisioterapeuta atuando sobre os efeitos deletérios da hipo ou inatividade do paciente acamado no âmbito hospitalar contribui na redução da taxa de mortalidade, taxa de infecção, tempo de permanência na UTI e no hospital, índice de complicações no pós-operatório.

Serviço de Fisioterapia onde trabalho

O Serviço de Fisioterapia Hospitalar da Santa Casa de Franca é composto por profissionais especializados em diversas áreas da Fisioterapia. São 14 profissionais distribuídos nas seguintes áreas:

CTI Adulto, CTI Infantil, Pediatria, Berçários, Enfermaria Geral, Hemodiálise, Cardiologia, Unidade Intensiva Coronariana.

Perfil do Profissional Fisioterapeuta Hospitalar

Capacidade de elaborar o diagnóstico fisioterapêutico, interpretar laudos e exames propedêuticos e complementares detectando as alterações cinético-funcionais apresentadas.

Prescrever, baseado no que foi constatado na avaliação físico-funcional, as técnicas de tratamento fisioterapêuticas adequadas a cada caso.

Dar ordenação ao processo terapêutico, quantificando e qualificando as técnicas fisioterapêuticas indicadas.

Reavaliar sistematicamente o paciente, reajustando ou alterando as condutas terapêuticas, assim como decidir pela alta fisioterapêutica.

Emitir laudos, pareceres, atestados e relatórios.

Aplicar eletro-termo-foto-mecanoterapia como coadjuvantes em diversos tratamentos.

Atuar com orientações no pré-operatório (descrição da cirurgia, reconhecimento dos setores, esclarecimentos do procedimento) e pós-operatório (recebimento do paciente, monitorização, desmame, extubação, exercícios ativo-assistidos de coluna cervical, MMSS e MMII, exercícios respiratórios, compreendendo, técnicas reexpansivas, desobstrutivas e reeducativas) de cirurgia cardíaca.

Atuar com orientações no pré-parto, quanto à respiração adequada, exercícios com bola bobath e orientações no pós-parto, estimulando a respiração abdominal, tosse técnica, deambulação e posicionamento para amamentação.

Atuar em pediatria e neonatologia, berçário interno e externo, com ênfase em reabilitação respiratória, utilizando técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.

Atuar em UTI pediátrica, responder pela ventilação mecânica invasiva e não-invasiva, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.

Atuar em UTI Adulto Geral, responder pela qualidade da aplicabilidade da ventilação mecânica invasiva e não-invasiva, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas e reeducativas.

Atuar na Clínica Neurológica, reabilitar pacientes acometidos por AVE (acidente vascular encefálico), politraumatizados, cuidados com traqueostomias, orientações aos familiares sobre mudança de decúbito, posicionamento no leito e cadeiras e estimular a independência funcional.

Atuar na Clínica Pneumológica, reabilitar pacientes portadores de DPBOC (doença bronco-pulmonar obstrutiva crônica), cuidados com drenos de tórax, utilizando técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e proprioceptivas.

Atuar na Clínica Cirúrgica e Ortopédica, reabilitar em pós-operatórios imediatos e tardios, seguindo protocolos fisioterapêuticos de acordo com a patologia e membro afetado, visar o bem estar do paciente e reduzir do tempo de internação.

Atuar junto aos pacientes da Clínica de Nefrologia, acompanhar os mesmos no ambiente intra-hospitalar e diretamente no setor de hemodiálise, aplicar técnicas desobstrutivas, reexpansivas, reeducativas e estimular a independência funcional.

Discutir casos clínicos e assuntos pertinentes à instituição e ao grupo de profissionais.

Fisioterapia no Setor de Cardiologia e Unidade Coronariana

A atuação do Fisioterapeuta na reabilitação cardíaca na fase hospitalar, evita complicações dos efeitos deletérios do repouso no leito, orienta quanto à prevenção dos fatores de risco. Nos pacientes cirúrgicos, cuida-se principalmente do sistema respiratório. O Fisioterapeuta também oferece suporte e cuidados com a ventilação mecânica. Nessa fase, o conhecimento da interação do coração com o pulmão e da manutenção da oferta de oxigênio adequada obriga o profissional a intensificar a atenção durante a ventilação, no desmame e na extubação.

A prevenção ainda é a maior arma contra as infecções nosocomiais pós-cirúrgicas, especialmente a pneumonia e é onde a fisioterapia exerce papel fundamental.

Fisioterapia no Setor Enfermaria Geral

O atendimento fisioterapêutico visa à reinserção bio-psico-social do paciente/cliente. Tem por objetivo desenvolver os movimentos e funções comprometidas depois de uma doença em tenha exigido a imobilização.

A fisioterapia nas enfermarias atinge as mais diferentes áreas com procedimentos, técnicas, metodologias e abordagens específicas que tem o objetivo de tratar, minimizar e prevenir as mais variadas disfunções.

Os Fisioterapeutas atuam com eficiência em todas as especialidades dentro do ambiente das enfermarias, seja com patologias pneumofuncionais, cardiológicas, neurológicas, ortopédicas, traumatológicas, ginecologia e obstetrícia, angiologia, oncologia, queimados, pediatria e neonatologia.

Em indivíduos sob atenção do Fisioterapeuta para recuperação funcional de lesões e/ou disfunções, ações preventivas mais complexas são desenvolvidas, como por exemplo, a prevenção de incapacidade respiratória numa vitima de um dado quadro neurológico.

Fisioterapia no Setor de Hemodiálise

A fisioterapia através de técnicas de relaxamento e do trabalho em grupo pode proporcionar uma melhora do bem estar geral desta população, através do acolhimento aos mesmos.

Associado a todas as manifestações e complicações dos pacientes que realizam hemodiálise, os mesmo geralmente são sedentários, favorecendo a perda da funcionalidade devido a inatividade física. Com isso, a fisioterapia para pacientes renais irá atuar nas complicações do tratamento dialítico através das condutas da cinesioterapia e massoterapia. Além do papel preventivo e educativo através da realização de orientações aos pacientes para minimizar as complicações secundárias.

A fisioterapia pode contribuir para a redução da incidência de cãibras, pois os alongamentos devolvem aos músculos seu comprimento e elasticidade normal; a massoterapia promove relaxamento muscular e diminui a Síndrome das pernas inquietas, além de promover uma melhor hidratação da pele, diminuindo as sensações de pruridos e as calcificações metastáticas na epiderme; a drenagem linfática favorece a diminuição de edemas e os exercícios de fortalecimento ajudam a devolver a tensão normal do músculo e auxiliam no retorno venoso, além de promovem o aumento da força muscular necessária para a realização de suas Atividades de Vida Diária (AVD’s).

Fisioterapia no Setor de Terapia Intensiva Adulto

A atuação fisioterapêutica em CTI Adulto caracteriza-se predominantemente pela aplicação de técnicas de remoção de secreção brônquica e de reexpansão pulmonar, mas a preocupação com a mobilização do paciente é tão importante quanto às técnicas de terapia respiratória.

A tomada de decisão sobre os procedimentos fisioterapêuticos é de responsabilidade do profissional fisioterapeuta de forma preponderante.

Os fisioterapeutas realizam procedimentos de assistência ventilatória, como, extubação, regulagem dos parâmetros ventilatórios e as etapas do desmame. Em relação à ventilação não invasiva (VNI), os fisioterapeutas têm total autonomia em sua indicação e aplicação e realizam esse procedimento com base em protocolo discutido com a equipe médica.

Fisioterapia no Setor de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal

A Fisioterapia está cada dia mais integrada nos serviços de cuidados intensivos pediátricos e neonatais. O fisioterapeuta tornou-se um profissional de extrema importância atuando não só na reabilitação e prevenção de complicações com manobras específicas como também na assistência ventilatória em parceria com o médico e enfermagem.

É fundamental que o fisioterapeuta além da preocupação quanto à melhora da capacidade respiratória e motora, estimule os sistemas vestibular, auditivo, visual, táctil e proprioceptivo. Também oriente os pais em observar melhor seus filhos, chamando atenção nos gestos destas crianças, procurando resgatar movimentos adequados com maior eficiência, favorecendo maior movimentação e promovendo o desenvolvimento da percepção espacial, consciência corporal, exploração do ambiente e interação social. Objetivando a incorporação destas combinações a vida cotidiana, antes que os modelos anormais se fixem.

O tratamento é traçado a partir de uma avaliação minuciosa, incluindo condições clínicas atuais.

O atendimento fisioterapêutico é realizado sempre nos intervalos da alimentação, respeitando as rotinas médicas e da enfermagem, sempre priorizando os benefícios e necessidades da criança trabalhando em sintonia com a equipe multiprofissional.

Durante o atendimento são utilizadas as técnicas de assepsia sendo observadas as precauções universais de anti-sepsia comuns à toda equipe.

Se ocorrerem alterações no quadro clínico do paciente durante o atendimento, é comunicado imediatamente à equipe, para se adotar as providências necessárias.

As condutas fisioterapêuticas são anotadas na ficha de evolução diária de fisioterapia e fica no prontuário do paciente, para o acesso da equipe e registro em documentação.

Como membro de uma equipe multiprofissional, o fisioterapeuta está aberto a discussões com os demais profissionais atuantes na UTI, com o objetivo de beneficiar o paciente, bem como aos pais sempre que necessário ou solicitado.

Produção: Equipe de Fisioterapia Hospitalar FCCMF

1 Comentário:

mariane martins disse...

Tem areá de fisioterapia que não mexe com cirurgias?
marine martins.

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Ano IV - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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