Tipos de Entorses

Entorse simples

Ocorre mais freqüentemente no joelho e tornozelo e, como o nome sugere, não há lesão importante envolvida, constituindo-se, basicamente, de uma inflamação (sinovite) pós-traumática.
Caracteristicamente, é aquele indivíduo que, no esporte, ou no trabalho, torce o tornozelo ou o joelho. No momento não tem muita dor. Algumas horas mais tarde, é acometido de dor, provocada pelo derrame articular que se instalou neste período e que distende a articulação. Não há instabilidade articular.
A entorse simples é tratada com repouso relativo. Na fase aguda (primeiras 48 horas) aplica-se gelo em torno de toda a articulação (30 minutos, 3 ou mais vezes ao dia), pode-se enfaixar ou usar contensores elásticos como joelheira e tornozeleira. Antiinflamatórios não hormonais são prescritos.

Entorse Moderada

Corresponde a uma situação de média gravidade. Anatomopatologicamente há esgarçamento da cápsula e estiramento de ligamentos, de modo que pode existir pequena instabilidade na articulação. Ocorre com igual frequência no joelho e tornozelo. Sempre se deve pesquisar com atenção a integridade dos ligamentos. Vale o mesmo raciocínio em relação a semiologia e conduta dos derrames articulares. O tratamento, também, fundamenta-se nos mesmos princípios da entorse leve, somente que, como a dor e os sinais locais são mais intensos, deve-se ser mais rigoroso nas prescrições de repouso relativo e demais medidas terapêuticas. Podem-se indicar muletas para alívio da carga. Sempre deve ser prescrito um contensor elástico. Se o paciente não tem condições econômicas para adquirir uma tornozeleira ou joelheira ela pode ser substituída pelo enfaixamento, embora este apresente a desvantagem de impedir a aplicação do gelo.

Entorse grave

Na entorse grave, freqüentemente, há ruptura de um ou mais ligamentos, de modo que é fundamental uma boa semiologia da articulação com a finalidade de diagnosticar as instabilidades. Com certa frequência, as lesões ligamentares têm tratamento cirúrgico na fase aguda e não podem passar despercebidas. Neste tipo de entorse o paciente não consegue andar ou o faz com dificuldade. Os sinais locais são muitos exuberantes. Pode haver equimose periarticular e, geralmente, há grande derrame, sendo necessária a punção articular para se realizar a semiologia adequada e esvaziar o líquido sinovial que é francamente hemorrágico. A palpação sobre a região dos ligamentos é dolorosa. A artroscopia pode ser realizada para completar diagnóstico e para reparar as lesões intra-articulares (no caso do joelho).
O tratamento da entorse grave não pode ser apenas sintomático, mas deve ser dirigido ao reparo cirúrgico das lesões. Este raciocínio é particularmente válido para o joelho com lesões ligamentares agudas. No tornozelo a sutura dos ligamentos está indicada apenas em pessoas jovens e com atividade esportiva importante. Caso contrário, é tratado com imobilização em tala gessada por uma semana e, depois, gesso de marcha por mais 3 semanas. No joelho, a indicação de cirurgia é mais complexa e deve ser realizada pelo especialista, sempre na fase aguda do traumatismo (primeiros 10 dias). Quando não se pode concluir adequadamente sobre o grau de instabilidade ou lesões ligamentares no primeiro atendimento do paciente, pode-se imobilizar o joelho por alguns dias até que haja regressão da reação dolorosa e, depois, reexaminar para a conclusão definitiva.

Fonte: José B. Volpon

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