Diagnóstico clínico postural báscula das escápulas

Como realizar o exame

1. O paciente permanece na mesma posição anterior.

2. O terapeuta palpa a espinha de cada escápula de fora para dentro e, ao chegar ao final da espinha, desenha um traço vertical correspondente ao bordo interno escapular nessa região.


3. O terapeuta continua a palpar o bordo interno (ou vertebral) até a região do ângulo inferior e desenha um traço vertical correspondente ao bordo interno escapular nessa região.

4. Em seguida, o terapeuta deve localizar a apófise espinhosa da vértebra dorsal que se encontra no mesmo horizontal de cada um desses pontos já marcados.


5. Finalmente, com uma pequena régua, o terapeuta mede as distâncias entre os seguintes pontos:
- O eixo vertebral e o bordo interno superior direito.
- O eixo vertebral e o bordo interno inferior direito.
- O eixo vertebral e o bordo interno inferior esquerdo.
- O eixo vertebral e o bordo interno superior esquerdo.

Como elaborar o diagnóstico

1. A distância entre o eixo vertebral e o bordo interno superior direito e o eixo vertebral e o bordo interno inferior direito deve ser a mesma. Da mesma forma, a distância entre o eixo vertebral e o bordo interno inferior esquerdo e o eixo vertebral e o bordo interno superior esquerdo também deve ser a mesma. O afastamento direito e esquerdo também deve ser o mesmo.
2. Se a distância superior de um lado for menor do que a distância inferior do mesmo lado, a escápula encontra-se em uma báscula externa, isto é, o bordo interno está oblíquo, e o ângulo inferior da escápula se mantém mais para fora do que o superior:
- Se ao mesmo tempo essa escápula encontrar-se mais cefálica do que a outra, essa báscula deve resultar de uma predominância de retração do trapézio superior.

- Se quando o paciente abrir os braços em abdução o terapeuta notar que o ângulo inferior desloca-se externamente de forma excessiva, a ponto de tornar-se visível, mesmo quando o paciente é observado de frente, destacando-se da região externa do tronco, isso deve resultar de uma predominância de retração dos músculos redondos, especialmente o redondo maior que sai do bordo externo da escápula na região do ângulo inferior.


3. Se a distância superior de um lado for maior do que a distância inferior do mesmo lado, a escápula encontra-se em uma báscula interna, isto é, o bordo interno está oblíquo, e o ângulo inferior da escápula se mantém mais para dentro do que o superior.

- Se, ao mesmo tempo, essa escápula encontrar-se mais cefálica que a outra, essa báscula deve resultar de uma predominância de retração do músculo elevador da escápula.

- Se o ângulo inferior estiver descolado e o sulco deltopeitoral do mesmo lado for profundo, tendendo a horizontalizar-se, deve resultar de uma retração do músculo peitoral menor.

Autora: Ângela Santos

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