Amputações associadas a doenças vasculares periféricas

A intervenção cirúrgica mais comum no tratamento da doença vascular periférica avançada é a amputação. Normalmente esta técnica é utilizada apenas quando todas as outras técnicas médicas e cirúrgicas falham. É o último tratamento possível quando se quer conservar o que resta do membro.

A causa mais comum de amputação é devida a Doenças Vasculares Periféricas. Na maioria dos casos compromete em maior número pessoas na faixa etária com mais de 50 anos, sendo os membros inferiores (dedos, pés e pernas) os mais comprometidos. No entanto, hoje em dia também está a aumentar nas faixas etárias mais jovens, sendo estes mais afetados nos membros superiores.

A diabetes e o tabagismo são dois dos principais fatores responsáveis por amputações. Existe quem defenda e saliente que a amputação de parte ou totalidade do membro se dá somente após o tratamento da doença original.

Técnicas de amputação:

As duas principais técnicas de amputação são a fechada e a aberta.

Na técnica fechada o osso é cortado cerca de 5 centímetros, mais curto que o retalho da pele, o que vai criar um coto adequado a suportar o peso com a prótese. Nesta técnica a incisão é fechada com suturas, em posição posterior, de modo que a linha de sutura não fique posicionada numa região de suporte de peso: isto reduz a possibilidade de irritação provocada pela prótese. Inserem-se drenos para prevenir edema excessivo e para permitir a drenagem do sangue acumulado, fluidos e substâncias infecciosas.

A técnica aberta de amputação é mais utilizada quando há infecção do membro. O osso e o músculo são cortados ao mesmo nível e deixa-se a ferida aberta para permitir a drenagem. O encerramento da ferida operatória é geralmente efetuado após uma segunda intervenção cirúrgica.

Entre as principais causas de complicações no coto estão:

- deiscência de suturas;
- edemas;
- dor fantasma;
- ulceração do coto;
- inflamações;
- infecções;
- retração da cicatriz;
- neuromas;
- especulas óssea.

Estes tipos de problemas costumam afetar o coto durante a segunda ou terceira semana após o ato cirúrgico. Os problemas decorrentes de causas como neuromas, hipotrofias, entre outras, acontecem mais tardiamente. A dor pode surgir em qualquer época, apresentando características das mais diversas, sendo frequentemente muito elevada.

Um aspecto comum nos portadores de amputação é o chamado fenômeno da "dor fantasma", estará presente em 95% dos pacientes.

A percepção, por parte do paciente, de um membro fantasma doloroso pode manifestar-se em membro fantasma normal ou deformado. Essa dor pode ser de leve a moderada, tolerável, respondendo de forma satisfatória à terapêutica física ou medicamentosa. A sua duração pode ocorrer durante semanas ou anos.

A dor fantasma (percepção de sensações, geralmente dolorosas em partes do membro que foram retiradas na cirurgia) é sempre grave e intensa, às vezes resiste a diversas formas de tratamento e consegue até impedir o programa de reabilitação.

A dor no coto tem uma localização específica, apresentando características de desprazer leve, moderado ou intenso em consequência de diversos tipos de complicações.

Outras complicações, especialmente nos membros inferiores, são os neuromas de amputação ou terminações de nervos no coto que formam um pequeno tumor neural que dá dor ou sensação de choque ao toque.

O tratamento global e integrado do paciente determinará o êxito de todo o trabalho reabilitador programado. O objetivo final é que o paciente tenha um melhor aproveitamento das suas potencialidades para que se possa tornar o mais independente possível nas suas atividades diárias.

É fundamental a integração da equipe multidisciplinar no tratamento dos pacientes amputados para identificar, qualquer sinal que possa comprometer o resultado do processo de reabilitação, assim como a sua adaptação à nova realidade, que se lhe irá apresentar no seu dia a dia.

Avaliar temperatura das extremidades e coloração da pele
Posicionar o paciente de x em x horas
Facilitar a circulação sanguínea
Avaliar a força no membro superior, a situação cardiopulmonar e a resistência
Planear técnicas de exercício muscular e articular
Posicionar o corpo
Encorajar a realização de exercícios
Ensinar o objetivo dos exercícios

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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