Distúrbios do fósforo hipofosfatemia hiperfosfatemia

O fósforo é encontrado no organismo tanto na forma inorgânica (sais de fosfato), quanto na forma orgânica, como participante de importantes funções metabólicas (ATP, 2,3-DPG), concentrando-se principalmente nos ossos e no compartimento intracelular. Os distúrbios de seu metabolismo decorrem basicamente da redistribuição do fósforo entre os compartimentos intra e extracelular e do balanço entre aporte e excreção. As principais causas de hipo e hiperfosfatemia encontram-se discriminadas na Tabela 10.

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A hipofosfatemia geralmente é assintomática, mas nos casos graves pode-se observar fraqueza muscular, principalmente da musculatura respiratória, muitas vezes dificultando a retirada da ventilação mecânica. O diagnóstico é feito através de níveis séricos menores que 2,5 mg/dl, embora só se observem sintomas com valores abaixo de 1 mg/dl. O tratamento se faz com a reposição venosa de fósforo em 6 a 8 horas (1 a 2 mMol/kg de fosfato de potássio) nos casos mais graves e com o simples aumento do aporte diário (0,5 a 1,0 mMol/kg/dia) nos casos leves a moderados.
A hiperfosfatemia, caracterizada por fósforo sérico maior 5 mg/dl, geralmente é assintomática, embora a elevação aguda dos níveis séricos de fósforo possam levar a precipitação de fosfato de cálcio (produto cálcio x fósforo maior 60) no coração, rins e pulmões, podendo ocasionar distúrbios de condução cardíaca (bloqueios) e calcificações nesses órgãos. Pode-se observar também sinais de hipocalcemia. O tratamento se faz principalmente através da identificação e remoção (ou controle) do fator causal, havendo urgência apenas nos casos de bloqueio átrioventricular.
Lembrar que na hiperfosfatemia com hipocalcemia, o tratamento deve ser a redução do fósforo, e não a reposição de cálcio, de modo a evitar-se maior risco de calcificações ectópicas. O aumento da excreção de fósforo pode ser conseguido com a infusão de soro fisiológico nos pacientes que tolerarem aumento de volume; com o uso de quelantes orais de fósforo nos que puderem utilizar a via digestiva e através de diálise nos casos muito graves, o que é raro.


Autores: Arnaldo Prata Barbosa, Jaques Sztajnbok

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