Avaliação do RN com dificuldade respiratória

História

Diante de um recém-nascido com dificuldade respiratória é importante obter dados da história que podem ajudar no diagnóstico:

Prematuridade.
Líquido amniótico meconial.
Asfixia perinatal.
Procedimentos de reanimação.
Ruptura prolongada de membranas ou outros fatores de risco para infecção.
Diagnóstico pré-natal de má-formação.

Exame físico

Os distúrbios respiratórios apresentam manifestações clínicas semelhantes que refletem o trabalho respiratório dos recém-nascidos.

O RN deve ser avaliado continuamente considerando que o momento de aparecimento e intensidade dos sinais e sintomas difere.

Clinicamente, o RN apresenta independente da etiologia, um quadro muito uniforme e inespecífico constituído por taquipnéia (FR acima 60 irpm), retrações torácicas, batimento de aletas nasais, gemência e cianose. Pode também apresentar crises de apnéia.

Exames complementares

Após estabilização inicial do RN obtenha tão logo possível, uma radiografia do tórax, que será importante no diagnóstico diferencial.
Outros exames: considerar a necessidade de realização de outros exames:
Glicemia capilar;
Glicemia plasmática (se necessário), cálcio sérico, sódio sérico, potássio sérico, hematócrito,
Leucograma total e diferencial, contagem de plaquetas;
Hemocultura, cultura de urina e de líquor;
Outros de acordo com a avaliação clínica.

A monitorização

Clínica

O Escore de Downes (Quadro) é um bom indicador para uma contínua avaliação da dificuldade respiratória.

Clique na imagem para ampliá-la

Depois da história e do exame físico, o próximo passo é monitorizar o RN, preferencialmente por métodos não-invasivos.

Oximetria de pulso (SpO²)

É um método não-invasivo de medição da saturação de oxigênio no sangue arterial e da frequência de pulso.
Avalia a saturação de oxigênio de maneira contínua, com boa acurácia, dentro dos limites geralmente preconizados para o RN de 90 a 95%.

Técnica para o uso do oxímetro de pulso:

Utilizar o sensor mais adequado possível;
Alinhar os diodos, fonte de luz e fotodetector, de maneira que eles fiquem diametralmente opostos um em relação ao outro;
Ajustar o sensor confortavelmente à pele, de maneira que não prejudique a circulação sanguínea, utilizando uma fixação adequada;
Proteger o sensor da luz, pois luminosidade externa excessiva pode prejudicar a leitura;
Ajustar os limites máximos e mínimos de alarme após obter uma leitura confiável. Os limites de alarme devem ser individualizados para cada paciente e patologia;
Procurar alternar os sítios para a colocação do sensor, a cada quatro a seis horas, para evitar a lesão de pele.

Limitações da oximetria de pulso:

Dependência do pulso arterial: dificuldade para captar a onda de pulso na presença de choque, má perfusão periférica, edema;
Risco de hipóxia: a correlação da saturação de oxigênio com os níveis de PaO2 é menor quando a saturação está abaixo de 90%;
Risco de hiperóxia: o oxímetro de pulso não permite uma estimativa adequada dos níveis de PaO2 em saturações superiores a 95%;
Interferência externa: movimentos da criança e luz externa podem interferir com a leitura da saturação de oxigênio;
Risco de queimaduras e lesões isquêmicas se o sensor for mantido no mesmo local durante muito tempo ou se a compressão for muito intensa.

Gasometria arterial

Não é prioridade na abordagem inicial do recém-nascido, mas em algum momento será necessária para avaliar o grau de comprometimento pulmonar como para avaliar a resposta a uma determinada terapêutica.
É o melhor método disponível par avaliar as condições de ventilação e de oxigenação do RN, mas os valores obtidos refletem a situação no momento da coleta.
As amostras de sangue podem ser obtidas pela punção intermitente das artérias radial, ulnar, temporal, tibial posterior ou pediosa; via de regra sempre puncionar as artérias mais periféricas.
A artéria radial direita e as temporais fornecem a medida da oxigenação do sangue préductal, que apresenta o maior índice de oxigenação.

Fatores que interferem nos valores da gasometria arterial:

Presença de bolhas de ar no interior da seringa: aumenta a PaO² e pH e diminui a PaCO² (as alterações se relacionam com o tempo que as bolhas de ar permanecem em contato com o sangue);
Demora no processamento da amostra de sangue: diminuição da PaO² e aumento da PaCO², devido ao metabolismo celular;
Excesso de heparina na seringa: redução nos valores de PaCO² e diminuição no excesso de base, com pequena alteração no pH;
Choro e hiperventilação do RN: diminuição dos valores de PaCO² e PaO².

Valores de normalidade da gasometria arterial são mostrados no quadro:

Clique na imagem para ampliá-la

Fonte: Assistência Hospitalar ao Neonato - Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

3 Comentários:

HepatitesMS disse...

Olá.

A Hepatite B é uma doença silenciosa que, em sua forma crônica, atinge mais de dois milhões de brasileiros. Apesar de ser uma doença comum, nem todos conhecem as formas de transmissão ou prevenção, como a vacina, que está disponível nos postos de saúde. Para diminuir os riscos e consequências da Hepatite B, precisamos reforçar a divulgação das informações básicas. Por isso, contamos com sua ajuda. Entre em contato para receber todo o material da campanha!
Ministério da Saúde.
comunicacao@saude.gov.br
hepatitesms@gmail.com

Daniella Branco disse...

Olá, estou terminando a graduação de fisioterapia, tenho um blog de artesanato, mas fiquei muito satisfeita e feliz em encontrar um blog sobre fisioterapia!! Estarei acompanhando sempre!!

abraços

Adm. Blog disse...

Daniella, obrigada pela visita e gentileza
Abraço forte

Postar um comentário

Por gentileza deixe seu nome ou apelido, mesmo que fictício. Comentários anônimos não serão respondidos.

Como fazer download no 4shared

Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger .

TOPO