Técnica ventilação com máscara e ressuscitador manual

A habilidade em usar o sistema máscara-balão de forma eficiente é muito importante, uma vez que este é geralmente o primeiro recurso disponível para manter a via aérea e a ventilação, apesar de toda a evolução dos equipamentos atuais. É fundamental que a máscara empregada seja de conformação e tamanho compatíveis com a anatomia do paciente, para que se tenha uma ventilação controlada ou assistida satisfatórias.
Ventilação com máscara 

Técnica 1- Para uma correta ventilação sob máscara facial, é indicado que o paciente seja colocado em posição olfativa. Provavelmente haverá uma maior dificuldade em ventilar nas situações em que esta posição esteja contra-indicada, como nos traumas de coluna. 

2- Inserir cânula de “guedell” nasofaríngea ou orofaríngea. Em certas situações as duas são necessárias para uma boa ventilação.
Tamanhos e tipos de cânulas A- nasofaríngeas e B- orofaríngeas
3- Selecionar a máscara facial de tamanho indicado para o paciente e de preferência transparente, para que melhor se visualize qualquer regurgitação. Um aspirador para secreções deve estar sempre à mão e preparado para pronto uso. 

Máscaras faciais de vários tamanhos 

A ventilação deverá ser suficiente para manter SpO2 acima de 90%, usando FiO2 de 1.0 (100%), em pacientes cuja saturação era normal do episódio que levou a insuficiência respiratória., atentando para pacientes hiperinsuflados, dando tempo suficiente para a expiração. 

Ventilação com máscara facial não eficaz 

Previsão da dificuldade de ventilação sob máscara facial, a soma de 2 ou mais fatores: 

Presença de barba Índice de massa corporal acima 26 kg/m² 
Falta de dentes 
Idade acima 55 anos 
História de ronco 

Comprovação de ineficiência de um socorrista para ventilação com máscara  

Persistência da cianose, 
Ausência de CO² exalado, 
Ausência de expansibilidade torácica, 
Distensão gástrica durante ventilação com pressão positiva. 

Ventilação com máscara correta 

A - o segundo operador auxilia no selo da máscara e na protusão da mandíbula. 
B - o primeiro operador usa as duas mãos para promover o selo da máscara facial e a protusão da mandíbula enquanto o auxiliar comprime o balão/ambu. 


Referências bibliográficas 

Melhado VB, Fortuna AO. Via Aérea Difícil, em: Vários editores - Curso de educação à distância em anestesiologia. v. IV, Comissão de Ensino e Treinamento – SBA, São Paulo, Office Editora 2004. 
Roizen MF, Fleisher LA. Essence of anesthesia practice. 1st ed. Philadelphia: WB Saunders; 1997.p.144.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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