Sustentação máxima inspiratória


A sustentação máxima inspiratória (S.M.I.) é uma técnica de espirometria de incentivo, idealizada por Bartlett e Edwards.

Seu uso gera excelentes resultados em pulmões colapsados devido a atelectasias.

A S.M.I. caracteriza-se por ser uma das técnicas de terapia de incentivo a grande volumes, cujo objetivo principal é a hiperinsuflação alveolar ou a reinsuflação de alvéolos colapsados, pelo aumento da pressão transpulmonar (Pl) e da capacidade residual funcional (CRF).

A técnica de aplicação consiste em instruir o paciente a realizar um trabalho ventilatório, o qual caracteriza-se por uma inspiração ativa e forçada, que precisa ser sustentada por um determinado intervalo de tempo, mensurado em segundos, que pode ou não ser preestabelecido pelo fisioterapeuta, em qualquer etapa da atividade terapêutica. Isto ocorre através de aparelhos conhecidos como inspirômetros de incentivo, os quais podem ser: a fluxo, onde o fluxo inicial é turbulento (variável em função do tempo), gerando alterações no trabalho ventilatório, que alteram o padrão de ventilação durante o exercício. Porém, pode causar tosse e dor; ou a volume, que é mais fisiológico, devido ao volume de treinamento ser constante até que atinja a capacidade inspiratória máxima, sem que haja aumento do trabalho respiratório.

o paciente deve estar lúcido, orientado no tempo e no espaço, cooperativo, motivado, de preferência sentado ou em posição confortável e apresentar como parâmetros mínimos: volume corrente (VC) igual ou acima 5ml/Kg, capacidade funcional vital (CFV) igual ou acima 15ml/Kg, capacidade inspiratória (CI) igual ou acima 12ml/Kg e freqüência respiratória (FR) igual ou abaixo 25 rpm. A inspiração, preferencialmente, deve ter início a partir do volume residual (VR), já que é nesse momento que as fibras dos músculos respiratórios tendem a estar menos distendidas e, portanto, exige uma atividade significativa da musculatura respiratória global. Deste modo, a inspiração é feita no incentivador por via oral, ativa e profundamente, sendo rápida no seu início e mantida ao final (ponto em que ocorre o maior incremento do trabalho respiratório). A expiração ocorre por via oral, até o nível do repouso expiratório.

Esta técnica provoca um maior feedback, que é benéfico ao paciente por encorajá-lo a realizar a sustentação, proporcionando uma maior integração entre paciente e equipamento, na medida em que os resultados positivos melhoram o seu estado psicológico.

Autoras: Brena Guedes de Siqueira Rodrigues e Caroline Silva Brito

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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