Ventilação mecânica em pediatria



RN sem doença pulmonar

Complacência e resistência pulmonar normais

PIP: 15 a 20 cmH²O
PEEP: 3 a 5 cmH²O
Ti: 0,45 – 0,6s ou 0,6- 1,0s
FR: 20 – 40 irpm
FiO²: a menor necessária para garantir boa SatO²
Fluxo: 3 x o volume min (considerando que VC = 6 a 8 ml/Kg) 2 x peso

RN com complacência baixa

Síndrome do Desconforto Respiratório - DMH
PIP: 20 a 30 cmH²O
PEEP: 4 a 6 cmH²O
Ti: 0,3 a 0,4s ou ≤ 0,3s
FR: 30 a 60 irpm
FiO²: a menor necessária para garantir boa SatO² geralmente em torno de 40-60%
Fluxo: 3 x o volume min (considerando que VC = 6 a 8 ml/Kg)

RN com Resistência Alta

Síndrome de Aspiração Meconial
PIP: 20 a 40 cmH²O
PEEP: 2 a 4 cmH²O
Ti: 0,4 a 0,5s
FR: 30 a 60 irpm
FiO²: a menor necessária para garantir boa SatO² geralmente em torno de 40-60%
Fluxo: 3 x o volume min (considerando que VC = 6 a 8 ml/Kg)

Para aumentar a PaO²

As variações da PaO² dependem principalmente da MAP (pressão média das vias aéreas)
Aumentar a FiO²
Aumentar a PEEP – cuidado, pode piorar
Aumentar com cuidado o Ti
Se a PaCO² não estiver baixa, pode-se aumentar PIP e/ou aumentar a FR. Ao aumentar a PIP, observe a expansibilidade.
Reduzir resistência: secreções

Se PaO² está boa, redução de parâmetros!

Reduzir a FiO² gradativamente, máximo de 10% por vez.
–Efeito flip-flop
Reduzir PEEP em 1cmH²O por vez até PEEP 3.
Se PaCO² também estiver satisfatória, reduzir também PIP em 1 a 2 cmH²O por vez, observando a expansibilidade torácica.

Para reduzir a PaCO²

As variações da PaCO² dependem principalmente da Ventilação Minuto
Aumentar a FR (pode piorar)
Aumentar a PIP conforme a expansibilidade torácica
Pode-se aumentar a PEEP para aumentar o ΔP (gradiente de pressão).
Se a PaO² for baixa, pode-se também aumentar a PEEP.
Reduzir o EM (espaço morto) (surfactante, diminuir as conexões do TOT, diminuir a distensão gástrica)

Se PaCO² está baixa, redução de parâmetros!

A hipocapnia neonatal está relacionada a diminuição do fluxo sanguíneo cerebral!
Aumentar a PIP em 1 a 2 cmH²O por vez vigiando a expansibilidade torácica.
Diminuir a  FR em 2 a 5 pontos por vez.

E se após ajustes dos parâmetros, a gasometria do bebê continua ruim?

Neste caso, considerar:
Acidose metabólica: melhorar a perfusão, administrar bicarbonato se necessário.
PCA (persistência do canal arterial): ibuprofeno, restrição hídrica, diurético se necessário.
Hipertensão Pulmonar Persistente: considerar os fatores de risco, discutir necessidade de drogas vasoativas, alcalinização, sildenafil, óxido nítrico.
Cardiopatias congênitas: ecocardiograma

O bebê sobre ventilação necessita cuidado intensivo!

Monitorização, sempre que possível pelo menos com oxímetro.
Cuidados com a fixação do TOT
Umidificação/ água no circuito de ventilação mecânica
Aspiração de vias aéreas
Fisioterapia respiratória
Sedo-analgesia
Controle clínico, radiológico e gasométrico periodicamente.

Em caso de piora clínica súbita:

D eslocamento do TOT
O bstrução das vias aéreas
P neumotórax
E quipamento (falha do ventilador, fonte de gases na parede, vazamento de ar ou desconexão do circuito, circuito montado incorretamente)
Considerar também distensão gástrica acentuada.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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