Desvios patológicos da coluna vertebral




Lei de Delpech – Uma articulação em suspensão, nos pontos de hiperpressão, produz-se uma atrofia óssea, enquanto que novos pontos de hipopressão ocorrem uma hipertrofia, fixando-se a deformidade por modificação das superfícies articulares.

Lei de Charles Ducroquet – Os ligamentos em tensão alongam-se e os ligamentos em alongamento se retraem.

Avaliação

Bending Test: Rx ântero-posterior com inclinação máxima ativa do tronco para ambos os lados, em decúbito de supino, de maneira que as curvas de compensação desaparecem, enquanto que as estruturais evidenciam sua rigidez (escoliose).

Medida de curvas nas escolioses (método de Cobb): Seleciona-se a vértebra mais caudal, cuja borda inferior aponte para a concavidade da curva, e na sua continuação traça-se uma linha por esta borda inferior. Em seguida seleciona-se a vértebra mais cranial, cuja borda superior aponte para concavidade da curva, e traça-se do mesmo modo uma linha pela borda superior. Finalmente, mede-se o ângulo formado pelas duas perpendiculares a estas linhas na ponta da sua intersecção.

a) 0º à 10º – não há necessidade de tratamento fisioterápico.
b) 10º à 20º – há necessidade de tratamento fisioterápico.
c) 20º à 30º – tratamento fisioterápico e uso de colete ortopédico ou Milwakee.
d) 30º à 40º – uso de colete ortopédico ou Milwakee.
e) 50º à 60º – somente tratamento cirúrgico.

Métodos de tratamento

Método de Klapp: Exercícios que mantêm a coluna sem carga, partindo da postura quadrúpede.

Método Schrot: É o único método que incide sobre a desrotação (intervenção cirúrgica para correção de posição viciosa de um membro em rotação) das vértebras que configuram as curvas escolióticas. Baseia-se nos princípios básicos de extensão-alongamento, desrotação pela respiração, estabilização através de contrações isométricas fortes e atuação sempre partindo de uma postura pélvica corrigida.

Método de Cotrel: Sucessão de gessos corretivos distratores, executados por um sistema especial de tração desrotação, com aberturas de janelas nas concavidades. O indivíduo realizará exercícios corretivos com o gesso colocado.

Método de Stagnara: Aplicação de colete Lionés, o qual controla a escoliose partindo de ima correção pélvica. Exercícios de fortalecimento simétrico e assimétrico, tirando o colete de maneira conveniente.

Método de Blount: Através da aplicação do colete de Milwaukee, que pode ser instituído quando o paciente tiver dois anos e meio de idade, exercícios com e sem o colete e retirada do colete progressivamente, começando por três horas sem o colete por semana.

Estimulação elétrica noturna: Pode ser usada no tratamento de curvas de 20 a 45 º, que não são redutíveis no bending test.

Tipos de colete

Colete de Charleston: Órtese noturna e muito útil na correção de curvas lombares.

Colete de Michel Allegre: É ativo de grande utilidade nas escolioses lombares. Constam de três placas unidas de duas longarinas, placa pélvica (que serve de apoio e evita rotação do colete), placa lombar (que pressiona e verticaliza a coluna a coluna ao mesmo tempo que estabiliza o colete por sua pressão ilíaca) e placa torácica (um simples apoio para estabilizar o colete).

Colete de Boston: De abertura posterior, permitem corrigir por pressão as encurvações lombares e dorsolombares. As curvas muito atlas devem ser tratadas acrescentando-se superestrutura de Milwaukee.

Colete de Milwaukee: Uma cesta pélvica com retificação lombar, onde se encaixam uma série de barras unidas na sua extremidade proximal a um anel apoio glótico que obriga o auto-alongamento do paciente; na região dorsal e lombar leva placas de pressão adaptadas inclinadas no mesmo sentido das costelas, que se situam nas convexidades e ajudam na correção da curvatura. A abertura é posterior.

Leito de Inclinação de Dennis Browne: Para escolioses congênitas. Trata-se de um leito encurvado onde se coloca o lactante no sentido contrário à curvatura.

Colete de BOB (Boston overlap brace). Utilizado em escoliose de etiologia miopática, transtornos do SNC e em paciente que usam cadeiras de rodas. Tem uma boa dinâmica imobilizadora e estabilizadora, e permite o acréscimo de estruturas superiores de reforço.

Fonte: Kisner

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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