Corrente Interferencial



Corrente de media frequência: É uma corrente alternada com frequência entre 2.000Hz e 10.000Hz ou de 4.000Hz a 10.000Hz.

Definição:
É um fenômeno que ocorre quando se aplicam duas ou mais correntes oscilando simultaneamente em um mesmo ponto ou em uma série de pontos de um determinado meio.

Métodos de aplicação:

­Método homogêneo ou dois pólos ou bipolar:
São usados dois eletrodos do mesmo canal com frequência de 2.000 ou 4.000Hz posicionados longitudinalmente, produzindo contração muscular vigorosa, pois estimula grande número de fibras em CNM sadios, com efeitos semelhantes ao da corrente russa.
Ex: Pode ser usado um ou dois canais para tratar uma escoliose.

­Método heterogêneo ou quatro pólos ou quadripolar:
Os eletrodos são colocados de forma que as duas correntes se cruzem. Quando isso acontece exatamente a 90º, a resultante forma um ângulo de 45º e a absorção é total. Afastando-se um canal, o ângulo da resultante diminui e a ação fica mais superficial. Para um ângulo de 30º, a absorção é de 50% e para ângulos menores que 30º, o aproveitamento é quase nulo.

­Método de quatro pólos com rastreador vetorial automático:
A posição dos eletrodos é idêntica ao do método anterior, o circuito preto (de base) estabiliza-se em 75% de absorção e o circuito vermelho em 50% a 10%. As correntes vão se movimentar tridimensionalmente, rastreando toda a área ao redor.
OBS: No aparelho existe uma chave chamada de rastreador de vetores que tem a capacidade de trocar a frequência do canal 1 e do canal 2, automaticamente, ampliando a área de atuação

Efeitos Fisiológicos:
­Analgesia pela teoria das comportas.
­Estimulação neuromuscular em musculaturas sadias, objetivando hipertonia, hipertrofia e aumento da potência; semelhante ao da corrente russa (efeito conseguido com o método de dois pólos).

OBS: A corrente interferencial é uma das poucas correntes que atuam na musculatura lisa de alguns órgãos (ex: para reeducação de bexiga – região hipogástrica).
­Ação vasomotora

OBS: Para edema de estase, edema pós-traumático.

Dosimetria:
Conforme o quadro álgico do paciente, pode ser mínima, normal (óbvia), ou tolerável (máxima).

Tempo de Aplicação:
­Para analgesia → 20 minutos
­Para vasomotor → de 10 a 30 minutos

Contra-indicações:
­Região pré-cordial
­Marca-passo
­Endoprótese metálica
­Neoplasia
­Trombose (pode deslocar o trombo)
­Processo infeccioso (pode disseminar)
­Tuberculose (pode disseminar)
­Fase aguda de patologias
­Pacientes incapazes de informar a sensação passada pela corrente.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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