Técnica de expiração forçada TEF

A TEF é considerada uma variação da tosse dirigida. Foi descrita e definida em 1968 por Thompson, com os objetivos de auxiliar na remoção de acúmulo de secreção brônquica e minimizar a compressão dinâmica e colapso das vias aéreas decorrentes da expulsão brusca e forçada do ar. Segundo Pryor e Webber, a técnica possibilita a eficiência da expectoração do muco sem que ocorra aumento da obstrução do fluxo aéreo. A característica básica da técnica é a presença do huff, que é uma manobra de expulsão de ar forçada, porém não violenta. Tal manobra pode variar quanto ao volume mobilizado. Um huff de médio para baixo volume pulmonar promove a eliminação de secreção localizada em regiões mais distais da árvore traqueobrônquica, enquanto o huff de volume maior mobiliza as secreções situadas nas vias aéreas mais próximas a traqueia.

Pryor e cols. verificaram que a TEF pode induzir broncoespasmo em indivíduos com asma, se a técnica não for acompanhada de períodos de descanso. Sutton e cols. compararam em dez pacientes, com excessiva secreção traqueobrônquica (63,3 mL/24 horas), os efeitos da técnica de expiração forçada, da drenagem postural e da tosse dirigida, demonstrando que a TEF isolada, ou a associação da TEF com a drenagem postural, contribui efetivamente para o aumento da depuração mucociliar, quando comparada à tosse dirigida. Um detalhe importante extraído desse estudo foi o fato de que alguns pacientes relataram desconforto, quando colocados em drenagem postural; mas não houve queixas quanto à TEF isolada.

Para Cherniak e Feldman e cols. , quando se associa a TEF à drenagem postural, há um significativo aumento da expectoração de secreção.

Van Der Schans e cols. também estudaram a TEF. Esses autores observaram aumento do transporte de muco em pacientes com pressão de retração elástica normal ou aumentada, e pequeno efeito em pacientes com baixa pressão de retração elástica. Esses resultados sugerem que essa resposta pode resultar do colapso brônquico que se verifica após a expiração forçada nesses pacientes. Esses autores observaram, ainda, que tanto a expiração forçada quanto a tosse são efetivas em pacientes com menor quantidade de expectoração, contrariamente à opinião de outros autores, que sugeriram que as técnicas de fisioterapia respiratória são efetivas somente quando a expectoração de muco é superior a 30 mL por dia. Além disso, os autores concluíram que a expectoração de muco pode não alterar ou melhorar a função pulmonar, mas pode contribuir na prevenção de infecções pulmonares.

A TEF também foi investigada, juntamente com outras técnicas, quanto à sua ação na saturação de oxigênio, em pacientes obstrutivos. Ela e a drenagem autógena foram relacionadas a um aumento da saturação, ao contrário do uso isolado ou associada da drenagem postural. Dallimore e cols. relacionaram a TEF a um aumento da saturação de oxigênio, em doentes obstrutivos, elegendo-a, juntamente com a drenagem autógena, como a técnica mais efetiva, quando comparada à tapotagem e outras técnicas.

Assim, podemos observar que a TEF está entre as técnicas mais estudadas e aplicadas durante a história das manobras de higiene brônquica.

Método de execução

A técnica é uma combinação de um ou dois esforços expiratórios (huffs), realizados com a glote aberta, partindo de um volume pulmonar médio e chegando a baixos volumes pulmonares, seguidos de um período de relaxamento com respiração preferencialmente diafragmática.

Fonte: Bases da Fisioterapia Respiratória - Terapia Intensiva e Reabilitação - Maria da Glória Rodrigues Machado

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