Tosse dirigida

Esse tipo de tosse recebeu também a denominação de tosse técnica ou controlada, mobilizando alto volume (iniciada na capacidade pulmonar total) ou baixo volume (iniciada na capacidade residual funcional). Ela é intencional, ensinada, visando mimetizar as características da tosse espontânea eficaz. Dessa forma, a tosse dirigida tenta compensar as limitações físicas que comprometem a tosse reflexa.

Segundo a American Association for Respiratory Care (AARC), a tosse é eficaz quando o paciente é cooperativo. Os indivíduos com D PO C avançada ou restrições ventilatórias graves podem apresentar dificuldades no sucesso da tosse, por serem incapazes de gerar fluxos expiratórios potentes. Ainda existem os casos de dores ou medo de senti-las durante a tosse, fazendo com que o indivíduo execute a tosse de forma superficial. Além disso, as características viscoelásticas e de hidratação do muco podem comprometer a tosse eficaz.

O controle desses fatores é fundamental para que todo o gasto de energia necessário para cada ato tussígeno seja recompensado pela eliminação de secreção. A oxigenoterapia é um complemento indispensável da tosse dirigida, até mesmo em nível ambulatorial, em pacientes dessaturados.

Considerando que o paciente portador de DPOC, na maioria das vezes, apresenta insaturação arterial com facilidade, e quando hipersecretivos necessitam lançar mão de esforços para executar a tosse, o ideal seria que, no protocolo de manobras de higiene brônquica, o trabalho de orientação quanto a posicionamento, controle da respiração e exercícios de fortalecimento dos músculos expiratórios fosse instituído ao paciente.

Método de execução

A posição sentada é a melhor forma de executar a tosse dirigida, pois facilita a expiração e a compressão torácica. O paciente pode realizar uma pequena inclinação anterior do tronco, com os ombros rodados para frente e antebraços relaxados ou apoiados. Os pés devem estar também apoiados, para intensificar o suporte abdominal e torácico. Outra posição seria com o paciente em decúbito dorsal, com a cabeceira elevada, para garantir uma ligeira flexão dos joelhos e apoio dos pés sobre o colchão.

Após o posicionamento, o paciente é orientado a realizar um ato inspiratório profundo, seguido do fechamento da glote e contração dos músculos abdominais, e, por fim, a expulsar o ar em alta velocidade. Quando o paciente apresentar tendências ao broncoespasmo, essa última etapa pode ser fracionada, evitando o fechamento brusco e colapso brônquico.

Fonte: Bases da Fisioterapia Respiratória - Terapia Intensiva e Reabilitação - Maria da Glória Rodrigues Machado

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