Aerossolterapia na ventilação mecânica invasiva

Pode-se utilizar o nebulizador apenas durante a inspiração (intermitente) por meio de um fluxo de gás inspiratório do ventilador, ou continuamente, através de um fluxo de gás externo. Nebulizar somente durante a inspiração é mais eficiente no fornecimento do aerossol do que quando o aerossol é gerado de forma contínua. (MILLER DD et al, 2003)

Deve-se adaptar o copo de nebulização ao tubo “T” e em seguida no colocar o dispositivo no ramo inspiratório do circuito, a uma distância de 30 cm do tubo endotraqueal é mais eficiente, porque assim o circuito do ventilador mecânico atua como um espaçador para o acúmulo de aerossol entre as inspirações (MILLER DD et al, 2003)

Para realizar uma nebulização a jato é necessário desligar o umidificador, por alguns minutos, antes da utilização da nebulização, pois com a presença desta pode diminuir em até 40% a 50% a deposição do aerossol, em função das características higroscópicas das suas moléculas (LANGE e FINLAY, 2000 e GEORGOPOULOS, D. et al, 2000).

Na presença de Filtro HME (heat and moisture exchangers) no circuito de ventilação mecânica, deve retirar o umidificador da ventilação mecânica e realizar a inalação sem o filtro HME, já que o mesmo encharca e gera um aumento da resistência da via aérea devido à filtração de partículas de 5 micras, para aquecimento e umidificação do ar. (RIBEIRO D C et al, 2007)

A frequência respiratória, de preferência na faixa média de 12 incursões por minuto, pois o aumento da frequência reduz a deposição do aerossol, em decorrência da redução do volume corrente e da superficialização da respiração. A pausa inspiratória também deve ser instituída por favorecer a deposição do aerossol. As técnicas descritas acima não são práticas e são raramente usadas. Na unidade de terapia intensiva os exames clínicos e avaliação da interação paciente-ventilador, permanecendo o método mais amplamente utilizado para avaliar o broncodilatador (GEORGOPOULOS, D. et al, 2000)

De preferência utilizar nebulímetros dosimetrados, pois diminuem o risco de contaminação e disseminação de infecções hospitalares. Na utilização dos nebulímetros dosimetrados devem ser realizadas 4 (quatro) “puffs” para uma ideal redução da resistência das vias aéreas, e quando utilizado com espaçador é aumentado à deposição pulmonar em 30 a 35%. (GEORGOPOULOS, D. et al, 2000)

Utilizando técnica semelhante ao em respiração espontânea deve-se colocar um espaçador na linha inspiratória do circuito do ventilador, agitar vigorosamente o MDI e adaptá-lo no espaçador, houver algum aparelho de troca de calor e umidade, como umidificadores e filtros, deve-se retirá-los, não alterar as configurações de ventilador, pressione o MDI sincronizando com o início do fluxo inspiratório e reinicie a técnica após 20-30 s até que a dose total é entregue, devendo começar com 4-6 puffs e observar a resposta do tratamento broncodilatador e finalmente repita operação completa, se necessário, após três a quatro horas.

Apesar da existência de um amplo arsenal terapêutico e de todo o conhecimento adquirido, os nebulizadores de jato ainda predominam em nossos serviços de emergência, e pouco se pesquisou, em nosso país, como essas outras opções de administrar drogas inaladas podem ou não trazer benefício. (CHONG NETO et al, 2005)


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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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