Ventilação mecânica nos cardiopatas


1.            DEFINIÇÃO

Técnica de ventilação mecânica em pacientes cardiopatas submetidos a cirurgia.


2.            OBJETIVO

O objetivo da ventilação mecânica no paciente cardiopata é adequar a oxigenação e a ventilação, e assegurar o débito cardíaco.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

Aplicar a estratégia protetora no paciente cardiopata em ventilação mecânica.


Contra-Indicação

Não aplicável.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

Ventilador mecânico
Fórmulas:homens: 50 + 0,91 x (altura em cm - 152,4); mulheres: 45,5 + 0,91 x (altura em cm - 152,4).

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Se possível orientar o paciente, sobre a necessidade de sedação para realização da intubação e posterior ventilação.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Médico e Fisioterapeuta

Modalidade: PCV ou VCV;

A utilização de VC de 6mL/kg de peso predito, na modalidade volume controlado ou delta de pressão inspiratória suficiente para manter esse mesmo volume na PCV.

FiO² sugerida como o valor mínimo para manter a saturação de oxigênio (SatO²) ≥ 92%;

Fluxo: necessário para manter a demanda do paciente - 40 a 60L/minuto (VCV) e livre (PCV);

Frequência respiratória: prover a normoventilação – 12 a 16rpm;

Aplicar PEEP, por associar-se à melhora da oxigenação e à prevenção da formação de atelectasias.


8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

Orientar sobre a necessidade da prótese ventilatória para restabelecimento da ventilação espontânea.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

A monitorização do débito cardíaco e a mensuração da água extravascular pulmonar são sugeridos no paciente cardiopata portador da SDRA em ventilação mecânica, com o objetivo da adequação volêmica e otimização hemodinâmica;

Balanço hídrico positivo deve ser evitado no paciente cardiopata em VM sem instabilidade hemodinâmica;

A obtenção de analgesia pós-operatória adequada associa-se à otimização da função pulmonar pós-operatória.

10.         REGISTRO

Na folha de evolução diária no prontuário do paciente.

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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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