Apostila SUS para concursos fisioterapia grátis

Apostila SUS para Concursos GRÁTIS, com conteúdo essencial sempre solicitado em diversos concursos públicos.
Todo conteúdo está em 385 páginas de informações atualizadas para você sair na frente.

Conteúdo da Apostila

1- Do passado ao presente – Construção do SUS
2- Linha do tempo – SUS
3- Participação e Gestão – Estrutura básica
4- Evolução histórica do SUS – princípios, diretrizes e arcabouço legal
5- Constituição Federal de 1988 – artigos 194 a 200
6- Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 – Lei Orgânica da Saúde
7- Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 – Controle Social
8- Decreto Presidencial nº 7.508 de 28 de junho de 2011 – Regulamenta a Lei 8.080/90
9- Lei Complementar nº 141 de 13 de janeiro de 2012 – Valores mínimos aplicados à Saúde
10- Resolução nº 453 de 10 de maio de 2012 – Conselho Nacional de Saúde
11- Determinantes Sociais
12- Sistemas de Informação em Saúde – Indicadores em saúde
13- Portaria nº 104 de 25 de janeiro de 2011 – Doenças de Notificação Compulsória
14- Portaria nº 1.271 de 6 de junho de 2014 – Define a lista Nacional de Notificação Compulsória
15- Pacto pela Saúde
16- Portaria nº 2.669 de 3 de novembro de 2009 – Pacto pela Saúde
17- Pacto pela Vida
18- Pacto em Defesa do SUS
19- Pacto de Gestão
20- Portaria nº 1.559 de 1 de agosto de 2008 – Política Nacional de Regulação
21- Política Nacional de Humanização – PNH
22- Estratégia Saúde da Família – ESF
23- Política Nacional de Atenção Básica – PNAB
24- Rede de Atenção ás Urgências e Emergências – RUE
25- Portaria nº 2.203 de 5 de novembro de 1996 – Norma Operacional Básica – NOB 1/96
26- Portaria nº 373 de 27 de fevereiro de 2002 – Norma Operacional de Assistência á Saúde – NOAS-SUS 01/02
27- Resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012 – Regulamenta pesquisas envolvendo seres Humanos
28- Siglas Utilizadas
29- Referências Bibliográficas
30- Provas e Gabarito

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200 vagas para fisioterapeutas


Saia na frente comece já a sua preparação para o concurso público para a SES DF – Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Para 2019, estão previstas 200 vagas para Especialista em Saúde - Fisioterapeuta.

A Secretaria de Saúde é o órgão do Poder Executivo do Distrito Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde. É função da Secretaria de Saúde dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, mais qualidade de vida aos moradores do Distrito Federal.

No concurso anterior, a banca organizadora aplicou a prova objetiva composta de 50 questões de conhecimentos básicos e específicos, conforme distribuição abaixo:
A prova objetiva foi composta de 50 (cinquenta) questões, de múltipla escolha, com 5 (cinco) alternativas em cada questão, para escolha de 1 (uma) única resposta correta, e pontuação total variando entre o mínimo de 0,00 (zero) ponto e o máximo de 75,00 (setenta e cinco) pontos, de acordo com os conteúdos programáticos:

a) conhecimentos básicos: 25 (vinte e cinco) questões com peso 1 (um) para cada questão, sendo: 8 (oito) questões de Língua Portuguesa, 4 (quatro) questões de Raciocínio Lógico e Matemático, 5 (cinco) questões sobre Legislação Aplicada aos Servidores do Governo do Distrito Federal, 5 (cinco) questões sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e 3 (três) questões de Atualidades; e b) conhecimentos específicos: 25 (vinte e cinco) questões com peso 2 (dois) para cada questão.

Foram considerados classificados na prova objetiva os candidatos que acertaram o mínimo de 13 (treze) questões de conhecimentos básicos e 13 (treze) questões de conhecimentos específicos. O candidato não poderia, sob pena de eliminação do certame, obter pontuação igual a 0 (zero) nas questões de Língua Portuguesa.

Comece já seus estudos!




Epônimos - nome de pessoas para designar coisas - em Anatomia Humana


Alça de Henle - Alça néfrica

Anastomose de Riolan - Comunicação vascular entre as artérias mesentéricas superior e inferior

Ângulo de His - Incisura cardíaca

Ângulo de Louis - Ângulo esternal

Ângulo de Treitz - Flexura duodenojejunal

Aqueduto de Sylvius - Aqueduto mesencefálico

Bola de Bichat - Corpo adiposo da bochecha

Canal de Bartholin - Ducto sublingual maior

Canal de Falópio - Canal do nervo facial

Canal de Schlemm - Seio venoso da esclera

Canal de Stenon - Ducto parotídeo

Cápsula de Glisson - Cápsula hepática

Cápsula de Bowman - Cápsula renal

Cápsula de Malpighi - Cápsula do baço

Cartilagem de Santorini - Papila menor do duodeno

Cavo de Meckel - Cavo do gânglio trigeminal

Células de Leydig - Células intersticiais do testículo

Circunvolução de Broca - giro frontal inferior do hemisfério cerebral esquerdo

Comissura de Meynert - Comissura supra-óptica dorsal

Corpos de Pachioni - Granulações aracnóideas

Corpúsculos de Ruffini - Terminações nervosas sensitivas encapsuladas especializadas para o calor.

Corpúsculos de Pacini - Terminações nervosas sensitivas da pele especializadas para pressão

Divertículo de Meckel - Divertículo ileal

Ducto de Bartholin - Ducto sublingual maior

Ducto de Stensen - Ducto parotídeo

Ducto de Wharton - Ducto submandibular

Ducto de Wirsung - Ducto pancreático principal

Ducto de Santorini - Ducto pancreático acessório

Esfíncter de Oddi - Músculo esfíncter da ampola hepato-pancreática

Fáscia de Dupuytren - Fáscia palmar

Fáscia de Gerota - Fáscia renal

Feixe de His - Fascículo atrioventricular

Feixe de Purkinge - Ramos subendocárdicos

Fibras de Sharpey - Fibras de tecido conjuntivo tendíneo que penetram no osso através do periósteo.

Fissura Sylviana - Sulco lateral

Fissura de Rolando - Sulco central do cérebro

Forame de Botallo - Forame oval cardíaco

Forame de Luschka - Forame lateral do quarto ventrículo

Forame de Magendie - Forame mediano do quarto ventrículo

Forame de Monro - Forame interventricular cerebral

Fundo de saco de Douglas - Escavação retouterina

Gânglio de Gasser - Glânglio trigeminal

Gânglio de Scarpa - Gânglio vestibular

Glândula de Bartolin - Glândula vestibular maior

Glândula de Bowman -  Glândulas olfatórias

Glândula de Cowper - Glândula bulbouretral

Glândulas de Skene - Glândulas parauretrais do sexo feminino

Glomérulo de Malpighi - Glomérulo renal

Gordura de Hoffa - Gordura infrapatelar

Ilhotas de Langerhans - Ilhas pancreáticas

Ligamento de Bertin - Ligamento iliofemoral

Ligamento de Bigelow - Ligamento ilifemopral

Ligamento de Botallo - Ligamento arterial

Ligamento de Cooper - Ligamento suspensor da mama

Ligamento de Falópio - Ligamento inguinal

Ligamento de Humphrey - Ligamento meniscofemoral anterior

Ligamento de Poupart - Ligamento inguinal

Ligamento de Wrisberg - Ligamento meniscofemoral posterior

Linhas de Langer - Linhas de tensão na pele

Nódulos de Peyer - folículos linfáticos do íleo

Nódulos de Ranvier - Interrupções das bainhas de mielina das fibras nervosas.

Núcleo de Meynert - Núcleo basilar olfatório

Ossos wormianos - Ossos suturais

Papila de Vater - Papila duodenal maior

Plexo de Auerbach - Plexo simpático mientérico

Polígono de Willis - Círculo arterial do cérebro

Pomo de Adão - Proeminência laríngea

Saco de Douglas - Fundo de saco posterior

Saco de Morrison - Recesso hepatorrenal

Seios de Valsalva - Seios da aorta

Sulco de Rolando - Sulco central

Sulco de Sylvius - Sulco lateral

Tendão de Aquiles - Tendão calcâneo

Tórcula de Herófilo - Confluência dos seios

Trompas de Eustáquio - Tubas auditivas

Trompas de Falópio - Tubas uterinas

Tubérculo de Lis Franc - Tubérculo para o músculo escaleno anterior

Tubérculo de Gerdy - Tuberosidade lateral da tíbia

Valva de Eustáquio - Valva da veia cava inferior

Valva de Tebésio - Valva do óstio do seio coronário

Válvula de Bauhin - Papila ileal

Veia de Galeno - Grande veia cerebral

Ventrículo de Morgagni - Ventrículo da laringe

Síndrome de Ramsay Hunt paralisia facial severa


 A - vesículas pavilhão auricular. B - Paralisia facial

A Síndrome de Ramsay Hunt foi descrita pelo autor em 1907, tendo como agente causador o vírus Varicela-Zoster. A infecção por este vírus acarreta comprometimento de nervos cranianos tais como, o V, IX, X, XI, XII e principalmente do VII par - sendo que o acometimento do gânglio geniculado afeta as porções motora e sensorial deste nervo.

O quadro clínico da Síndrome de Ramsay Hunt pode se apresentar em três tipos neurológicos diferentes de Síndrome de Ramsay Hunt que o único que partilham é o fato de os três ter sido descritos pelo mesmo autor.

Síndrome de Ramsay Hunt tipo I, também chamado de Síndrome Cerebelar de Ramsay Hunt, é uma forma rara de degeneração cerebelar caracterizada por epilepsia mioclônica, ataxia progressiva, tremores e demência.

Síndrome de Ramsay Hunt tipo II é causada por uma reativação do vírus herpes zoster (VHZ) latente no gânglio geniculado do nervo facial. É caracterizado por paralisia facial periférica acompanhada de eritema vesicular do ouvido externo ou boca e outros sinais/sintomas como acúfenos, diminuição da acuidade auditiva, náuseas, vômitos, vertigem e nistagmo. É a segunda causa mais comum de paralisia facial periférica não traumática. Não há predileção por sexo e a incidência aumenta consideravelmente após os 60 anos. Indivíduos com comprometimento da imunidade celular e estresse físico e emocional são susceptíveis. O paciente apresenta-se tipicamente com paralisia facial, otalgia severa, vesículas dolorosas em orelha externa, face, boca e/ou língua, vertigem, náusea, vômitos, olho seco, perda auditiva e zumbido. Sintomas como hipoacusia e vertigem ocorrem devido à proximidade do nervo facial ao vestibulococlear no ângulo pontocerebelar ou via vasa vasorum.

Síndrome de Ramsay Hunt tipo III trata-se de uma síndrome pouco comum (também chamada paralisia do artesão [carece de fontes]), uma neuropatia ocupacional induzida num ramo profundo do nervo ulnar.

Segundo a literatura, o diagnóstico deve ser feito precocemente através de suspeita clínica e confirmação laboratorial, tornando possível a administração de terapia medicamentosa a tempo hábil (relata-se o uso de aciclovir e analgésico), visando inibir a reprodução do DNA viral e aliviar a dor, prevenindo assim maiores complicações. O prognóstico é melhor quanto mais cedo houver interação medicamentosa, contudo o efeito de tais medicamentos para a regressão da paralisia é controverso.

A manifestação mais relevante da síndrome é, sem dúvida, a paralisia facial, pois a face constitui o meio pelo qual nos apresentamos ao mundo à medida que revela a expressão de nossos sentimentos e idéias, possibilitando a comunicação verbal - através da fala, e a não verbal - através da mímica facial. A paralisia facial é uma desordem que desfigura a face do indivíduo acarretando inúmeros efeitos negativos em sua vida, pois gera um importante impacto emocional devido ao comprometimento de sua imagem, prejudicando assim seus relacionamentos pessoais e sociais. Além de prejudicar a estética, prejudica os processos de comunicação e execução da função alimentar.

Os sinais da paralisia no indivíduo com Ramsay Hunt são os mesmos encontrados em casos de Paralisia de Bell, porém se apresentam mais severos, pois, nesta síndrome, a paralisia facial não é produto de uma encefalite e sim de um direto envolvimento do nervo facial com degeneração de suas fibras nervosas. Desta forma, observa-se sequelas mais severas sobre a musculatura facial, implicando num prognóstico pior.

Tratamento

Prioriza se proteção da córnea, do ressecamento devido à perda da capacidade de piscar e produzir lágrima adequadamente. Colírios são recomendados durante o dia e pomadas oftálmicas à noite.
O foco atual do tratamento volta-se para diminuição da inflamação presumida do nervo facial, prevenindo potenciais complicações através do uso de corticóides e antivirais.

Métodos térmicos, eletroterapia (uso de corrente elétrica para provocar a contração de um músculo ou grupo muscular), massagem, exercícios faciais e biofeedback são modalidades de fisioterapia que têm sido usadas. Propostas com exercícios são mais freqüentes que as demais.


Síndrome de Guyon - Síndrome do canal de Guyon


INTRODUÇÃO

A Síndrome de Guyon é uma neuropatia compressiva do nervo ulnar. Rara e pouco escrita na literatura, porém de importância clinica pelos distúrbios funcionais e sensitivos que provoca. É causada por qualquer alteração que leve a um estreitamento do espaço ocupado pelo nervo. Alterações estas variadas, desde congênitas, até relacionadas ao trabalho.

SÍNDROME DO CANAL DE GUYON

Definição

É a compressão do nervo ulnar, ao nível do punho, quando ele passa através do túnel ulnar ou canal de Guyon, em torno do osso pisiforme. Sendo bem menos freqüente que a compressão do nervo mediano; a síndrome no está tão bem estudada. A sintomatologia consiste em disestesias, dor, fraqueza e hipotrofia muscular, sensação de frio e intolerância ao calor distribuídos na margem ulnar da mão.

Anatomia

O nervo ulnar possui uma anatomia complexa ao nível do antebraço e punho. Localiza-se junto com a artéria ulnar, sob o músculo flexor ulnar do carpo (FLC). Dá um ramo sensitivo a 5-8 cm proximal ao punho (responsável pela sensibilidade dorsal do lado ulnar da mão). No punho, a artéria e o nervo ulnar passam pelo canal de Guyon, que possui três limites: SUPERIOR (ligamento volar do carpo e inserções tendinosas do flexor ulnar do carpo); LATERAL (gancho do hamato); e MEDIAL (osso pisiforme e ligamento piso-hamato). Por conseguinte, o nervo e a artéria ocupam um leito relativamente superficial. Ao nível do canal de Guyon, o nervo ulnar se divide em ramo sensitivo (dirige-se ao dedo mínimo e ao lado ulnar do anelar) e ramo motor (inervará os músculos intrínsecos da mão). Para ser mais didático podemos sistematizar esta anatomia da seguinte maneira: o nervo ulnar origina dois ramos, um dorsal (sensitivo) e um palmar (misto), superficiais e profundos. O ramo palmar passa pelo canal de Guyon juntamente com a artéria ulnar. Ele se divide em ramo superficial (sensitivo) e profundo (motor puro). Assim, o componente dorsal não é afetado na síndrome do canal de Guyon. O ramo profundo (motor) inerva os músculos hipotenares, 3 e 4 lumbricais, os interósseos e adutor do polegar. Desta forma, a compressão do ramo superficial originará sintomas sensitivos, enquanto o ramo profundo originará sintomas motores.

Causas de origem não-ocupacional

a) Traumatismo - as contusões sobre a região hipotenar com ou sem fratura podem afetar o nervo ulnar. Porém, está descrito também compressão nervosa pós-trauma devido a hemorragia, edema ou tecido cicatricial (Gore, 1971).

b) Processo expansivo tipo lipoma e cisto (Grantham, 1966).

c) Tumefação edematosa no canal devido artrite ou osteoartrite (Spinner, 1972).

d) Alterações congênitas - músculos e 05505 anormais no interior do canal, que são responsáveis por compressão no nervo ulnar (Uriburu e cols, 1976).
e) Trombose da artéria ulnar - pode ser uma lesão causada por traumatismo na eminência hipotenar ou devido a aneurismas ou trombose desta artéria que levam à compressão nervosa (Milender e cols, 1972).

Causas de origem ocupacional

a) Uso de ferramentas, instrumentos de trabalho ou atividades que comprimam mecanicamente a base da mão.

b) Vibração.

c) Movimentos repetitivos com força associada - instrumentos de trabalho (ferramentas, etc.) ou atividades que exijam compressão da base da mão podem determinar lesões, principalmente do ramo palmar (motor) do nervo ulnar. Estas podem ser agravadas se associadas a força e movimentos repetitivos.

Quadro clínico

Anamnese ocupacional

Descrever na anamnese ocupacional as atividades relacionadas e os instrumentos de trabalho para relacionar possível nexo com a ocupação.

Sintomas

Queixas de alteração de sensibilidade no 4º e 5º dedo com ou sem presença marcante de dor e hipoestesia.
Alterações de força e dificuldades de mobilidade da mão (intrínsecos).


Força de preensão e pinça diminuídas.

Fraqueza e hipotrofia muscular, sensação de frio e intolerância ao calor distribuídos na margem ulnar da mão.

Exame clínico

Ao exame objetivo encontram-se hipo ou anestesia no território acima referido e atrofia muscular; o teste de Tinel e o de Phalen podem ser positivos (ver síndrome do Túnel Carpiano). O diagnóstico pode ser auxiliado por teste eletrofisiológico.

Alteração de sensibilidade em dois pontos de discriminação (2PD) na área do ulnar.

Digito-percussão positiva sobre o nervo ulnar.

Hipotrofia dos músculos intrínsecos da mão.

Teste de Tinel e de Phalen pode desencadear os sintomas, já que também diminuiu o espaço dentro do canal de Guyon.

Alterações e transtornos secundários à perda das funções do nervo ulnar

Os transtornos funcionais ocorridos após uma lesão do nervo ulnar dependem em muito da gravidade da lesão, das variações da distribuição motora e sensitiva das fibras do nervo ulnar e da forma com que os músculos normais podem compensar a perda da função ocorrida pela lesão do nervo referido. Em uma série de 56 casos, com queixas subjetiva mínimas de dormência e formigamento, que levantaram a suspeita de síndrome do túnel ulnar sem sinais objetivos definidos, encontram-se alterações em 60% dos casos; em indivíduos-controle as alterações surgiram em 25% e em 34 casos com quadro clínico muito sugestivo da síndrome do túnel ulnar as alterações estiveram presentes em 91% dos casos. As alterações eletrofisiológicas mais exuberantes nessas séries foram:

a - Redução da velocidade de condução através do cotovelo igual ou superior a 10 metros por segundo, quando se comparavam as velocidades abaixo e acima do cotovelo;

b - Potencial sensitivo de ação ausente no punho;

c - Latência motora distal com estimulo, acima do cotovelo, superior a 8,75 milisegundos.

- Deformidade: a deformidade clássica do nervo ulnar é a "mão em garra". Deve-se à perda da capacidade de flexão das metacarpofalangeanas e extensão das interfalangeanas, além da disfunção do 3 e 4 lumbricais - todas estas funções executadas pelo nervo ulnar.

- Hipotrofia: Está relacionada ao território do nervo, principalmente no que se refere à eminência hipotenar e músculos interósseos. A mão fica fina, o que é facilmente observado junto ao músculo primeiro interósseo dorsal.

- Incapacidade motora: Lesão do nervo ulnar resulta em alteração da capacidade de preensão da mão a médio e longo prazo.

- Sensibilidade: a área de sensibilidade alterada varia em função da distribuição dos ramos cutâneos do nervo ulnar, porém na maioria dos casos afeta a parte palmar de todo o dedo mínimo, e lado ulnar do anelar e dorsal ulnar da mão.

- Transtornos vasomotores, secretores e atróficos: os ramos cutâneos do nervo ulnar transportam fibras vasomotoras e sudoríparas da pele. A pele da área do cotovelo fica adelgaçada com aumento da sudorese.

Investigação

* Fletromiografia
* Rx, Tomografia Computadorizada (afastar da base do gancho do Hamato).
* Provas laboratoriais.

Tratamento

Conservador / Fisioterapêutico

O tratamento conservador é aplicado inicialmente com o MNF, corticóide de depósito e vitamina B6. Se necessário, com reabilitação profissional. Nos casos em que houver nítida relação da atividade habitual com o desencadeamento dos sintomas. O repouso é fundamental e em algumas ocasiões é indicada imobilização com tala de velcro. Em geral, as lesões causadas por traumatismo ou por doença ocupacional melhoram quando mantido o repouso e afastadas as causas desencadeadoras. Caso haja uma patologia orgânica associada, esta deve ser tratada.

Cirúrgico

A descompressão cirúrgica do canal de Guyon é procedimento indicado quando houver persistência dos sintomas, após 3 meses de tratamento conservador. A cirurgia é ambulatorial, sob bloqueio anestésico axilar ou mesmo do cotovelo; realiza-se a abertura do canal e microneurose, quando indicada. A morbidade é mínima, o retorno ao trabalho é rápido, e a resolução do problema é definitivo.

Conduta ocupacional e prevenção

Estabelecida a relação da patologia com a atividade profissional, deve ser solicitada a emissão de CAT. O trabalhador deverá ser recolocado em outras funções que não exijam a mesma sobrecarga muscular envolvida nas tarefas. Além disto, deve ser realizada avaliação ergonômica com enfoque nos postos de trabalho, mudança nas formas de realizar atividades e dos próprios instrumentos de trabalho. As ferramentas ou instrumentos de trabalho devem ser protegidas com plástico semi-deformável ou espuma. Atividades com vibração devem ser evitadas sempre que possível. Trabalhos na literatura relacionam atividades profissionais a estas patologias:

Artífices de ouro ou polidores em outros metais (Hunt, 1930);
Padeiros (Huet e Guilham, 1990);
Maquinistas (Hunt, 1930);
Sapateiros (Harris, 1926);
Motociclistas e ciclistas (Lereboullet e Lindeux, 1942);
Jardineiros e qualquer profissional que se utiliza de ferramentas, como por exemplo um martelo (Russwel e Whitty, 1947);
Operadores de cabos telefônicos (Bakke e Wolff 1948);
Compressão sobre e eminência hipotenar durante o trabalho na cozinha com uso de colheres (Maggee, 1955);
Uso de martelos grandes e pesados, pressão no manejo de máquinas de cortar metal, uso de polidores (Mumenthaler, 1958);
Carpinteiros, mecânicos que utilizam a mão como martelo (Marinacci, 1968);
Trabalhadores que se utilizam de equipamentos pneumáticos, moto-serra (Couto, H, 1991).

CONCLUSÃO

A síndrome de Guyon é uma afecção de caráter limitante, pois impossibilita o individuo de realizar às vezes tarefas simples do dia-a-dia. Porém, é tratável, seja por métodos conservadores ou recorrendo à cirurgia, sendo fundamental o papel do fisioterapeuta em ambos os tratamentos, atuando no pré e pós-cirúrgico, para dar condições de retorno o mais breve possível às atividades diárias.

Autor: Blair José Rosa Filho


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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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