tendinite tibial posterior

As tendinopatias do tibial posterior são também chamadas de "pé plano adquirido do adulto" porque é o tipo mais comum de pé plano desenvolvido durante a vida adulta. Embora esta condição geralmente ocorra em apenas um pé, algumas pessoas podem desenvolvê-la em ambos os pés. Esta lesão é geralmente progressiva, o que significa que segue a piorar, principalmente se não for tratada precocemente.

Os sintomas de tendinite tibial posterior são:

Dor na parte interna do pé que pode irradiar ao longo da linha do tendão;
Dor agravada pela eversão ( forçar o pé para fora ) ou inversão ( forçar o pé para dentro );
Crepitação (ranger no tendão quando ele se move);
Dor durante e/ou após a corrida na região.

As principais causas deste tipo de lesão são o alongamento prolongado do pé e tornozelo em eversão (pé para fora) ou pronação excessiva.

Tratamento 

Crioterapia, com gelo;
Alongamento dos músculos posteriores da perna (panturrilha);
Eletroterapia como ultra-som;
Medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como o ibuprofeno, ajudam a reduzir a dor e a inflamação (sempre com indicação médica);
Aplicar técnicas de massagem desportiva ao longo do tendão e músculo;
Palmilha se necessário para corrigir a biomecânica do pé;
Reparação cirúrgica (em caso de rompimento do tendão).


Fonte: Bowring B, Chockalingam N. Conservative treatment of tibialis posterior tendon dysfunction--a review. Foot (Edinb). 2010 Mar;20(1):18-26.

desmame com tubo T e válvula PEEP

Utilizada em pacientes que não apresentam complicações pulmonares e com condições clínicas e gasométricas estáveis e baixa dependência de suporte, o desmame pode ser introduzido com o uso do teste  em tubo T.

Preconiza-se usar 10% de O² acima do valor anterior, tendo início de 5 a 10 minutos a cada 30 a 180 minutos sempre observando se ocorre aparecimento de sinais de fadiga e assim que constatada, interrompe-se o processo com reinício cerca de 12 horas depois. Quando o doente for capaz de respirar espontaneamente por duas horas consecutivas = extubação.


- Uso da válvula PEEP – não acarreta queda na CRF, evitando o aparecimento de microatelectasias.


Sinal de Guaxinim ou bléfaro-hematoma

O Sinal do Guaxinim ou bléfaro-hematoma consiste em equimose periorbital bilateral. É um forte indicativo de lesão de base de crânio, e surge algumas horas após o trauma e indica trauma direto.

As fraturas de base de crânio geralmente não são visualizadas em radiografias comuns, como raios X.

A vítima pode apresentar também:

Rinorréia: perda de líquor ou sangue pelas narinas.
Otorréia ou otoliquorreia: perda de líquor ou sangue pelos ouvidos.
Sinal de Battle: equimose ou hematoma na região mastóide.
Sinal de duplo anel: presença de líquor e sangue no nariz e/ou nos ouvidos.



Precauções

A sondagem nasogástrica está contra-indicada na suspeita de fraturas de base de crânio pelo risco de penetração da sonda no encéfalo durante a introdução da mesma pela narina. Nessa eventualidade, a passagem da sonda deve ser reservada aos indivíduos com diminuição do nível de consciência, por via orogástrica.

Assim como a sondagem, a aspiração nasotraqueal, também está contra-indicada.


Transporte do Paciente Intubado/Traqueostomizado com Ressuscitador Manual – Ambu

Definição:   

É o transporte do paciente crítico de UTI, que está com tubo orotraqueal ou traqueostomia e em ventilação mecânica e necessita ser transportado de um     leito para outro dentro da mesma UTI, do centro cirúrgico, sala de    recuperação             anestésica ou unidades de internação para a UTI.

Paciente crítico, que está com tubo orotraqueal/traqueostomia e necessita ser transferido dentro da própria CTI, da enfermaria para a CTI ou para outra   unidade de internação. O papel do fisioterapeuta/enfermeiro consiste em   acompanhar este paciente até o seu destino final.
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Objetivo:

Após procedimentos cirúrgicos, após reanimação em enfermarias / pronto atendimento, por necessidade de realização de hemodiálise disponível em leitos próprios, para realização de terminal no leito ou por necessidade de leitos de isolamento.


Indicação:

Necessidade de troca de leito, disponibilidade de leito, realização de exames.

Contra Indicação:

Instabilidade hemodinâmica;

Incapacidade de monitorizar e manter oxigenação, ventilação e hemodinâmica adequada do paciente durante o transporte ou permanência no setor de destino;

Incapacidade de controlar via aérea durante o transporte ou permanência no setor de destino pelo tempo necessário;

Responsável:

Fisioterapeuta, enfermeiro e técnicos de enfermagem.

Orientação ao paciente pré-procedimento:

Explicar ao paciente ou ao familiar a necessidade do deslocamento.

Material Necessário:

EPI's;
Ambu;
Cilindro de oxigênio COM fluxômetro;
Extensão de oxigênio;
Umidificador;
Oxímetro de pulso.
Descrição do procedimento:

1. Lavar as mãos;

2. Utilizar equipamentos de proteção individual (luvas, máscara, avental, óculos);

3. Colocar o cilindro de oxigênio no suporte ou em cima da cama do paciente, desde que não exerce pressão sobre nenhuma parte do corpo do paciente;

4. Conectar o umidificador no fluxômetro. O umidificador deve ser seco;

5. Adaptar uma extremidade da extensão de oxigênio no umidificador;

6. Conectar a outra extremidade da extensão de oxigênio ao ressuscitador manual (ambu) se possível com reservatório;

7. Adaptar o oxímetro portátil ao dedo do paciente;

8. Abrir a válvula do cilindro de oxigênio;

9. Abrir o fluxômetro em 10 litros/minuto;

10. Após preparado o ressuscitador manual e o oxigênio, e a equipe de enfermagem estiver pronta com os seus procedimentos para transferência do paciente, desconectar o paciente do ventilador mecânico do qual ele está sendo ventilado e conectá-lo ao ressuscitador manual e iniciar a ventilação do paciente;

11. Acompanhar o paciente ambuzando o mesmo durante todo o transporte, ao lado da cama ou na cabeceira. O profissional deverá manter um mínimo de 12 ciclos por minuto e no máximo de 20 ciclos por minuto;

12. Permanecer ambuzando e monitorizando o paciente até que o profissional da enfermagem ou a fisioterapia instale o respirador do paciente no leito de destino;

13. Após instalado ventilador mecânico, realizar a retirada do ressuscitador manual e conectá-lo ao equipamento;

14. Monitorizar os sinais vitais.


Orientação do paciente e/ou familiar pós-procedimento:

Explicar que o procedimento terminou e o mesmo será conduzido ao leito de origem.

Pontos críticos e riscos:

Deve-se ter cuidado para não haver desconexão ou perda de acessos, desposicionamento de tubos orotraqueais ou traqueostomia.

Registro:


Fisioterapeuta / Enfermeiro registra as intercorrências e condutas realizadas durante o transporte em prontuário próprio.


Transporte Intra Hospitalar e Inter Hospitalar do Paciente Intubado/Traqueostomizado

Definição:   

Transporte de pacientes críticos: pacientes oriundos das unidades de terapia    intensiva, centro cirúrgico, sala de recuperação anestésica ou unidades de internação fazendo uso de ventilação invasiva (ventilador, cpap ou bipap);

Paciente crítico, que está com tubo orotraqueal/traqueostomia e em ventilação mecânica e necessita ser transferido dentro da própria CTI, da      enfermaria para a CTI ou para outra unidade de internação. O papel do fisioterapeuta consiste em acompanhar este paciente desde preparação na CTI, durante todo o trasporte até seu retorno à CTI.

Tipos:

Transferência em um único sentido – Envolve o transporte de pacientes da   sala    de emergência (clínica ou de trauma) ou enfermaria para o CTI ou para o Centro Cirúrgico. Deve ser realizado, idealmente, após ressuscitação inicial e estabilização do paciente, a menos que a emergência da situação impeça;

Transferência do CTI para o Centro Cirúrgico, com retorno ao CTI A necessidade de intervenções cirúrgicas, torna necessário o transporte do     paciente crítico, mantendo o mesmo nível de cuidados no trajeto e dentro do   Centro Cirúrgico.;

Transferência do CTI para áreas não-CTI e retorno do paciente de volta ao            CTI Envolve as transferências para procedimentos diagnósticos ou terapêuticos não cirúrgicos, principalmente para o setor de diagnóstico por    imagem.

Transferência em único sentido para outro hospital – É o transporte de         pacientes do setor de emergência (clínica ou trauma), da enfermaria, da CTI ou do Centro Cirúrgico, para outro hospital ou unidade externa de internação.

Objetivo:

Por necessidade de realização de hemodiálise disponível em leitos próprios,    para realização de terminal no leito, por necessidade de leitos de            isolamento, para realização de exames ou falta de leito disponível na   unidade.

Indicação:

Necessidade de troca de leito, disponibilidade de leito, realização de exames.

Contra Indicação:

Instabilidade hemodinâmica;
Incapacidade de monitorizar e manter oxigenação, ventilação e hemodinâmica adequada do paciente durante o transporte ou permanência no setor de destino;
Incapacidade de controlar via aérea durante o transporte ou permanência no setor de destino pelo tempo necessário;
Número insuficiente de profissionais treinados para manter as condições acima descritas durante o transporte ou durante permanência no setor de destino (médico, enfermeiro, fisioterapeuta);
A inexistência do médico para acompanhar o transporte de pacientes críticos.

Responsável:

Fisioterapeuta, Enfermeiro e Médico

Orientação ao paciente pré-procedimento:

Explicar ao paciente ou ao familiar a necessidade do deslocamento dentro e    fora do hospital.

Material Necessário:

EPI's;
Ventilador Mecânico específico para transporte;
Cilindro de oxigênio SEM fluxômetro;
Extensão de oxigênio;
Oxímetro de pulso.

Prover (kit de transporte) materiais e drogas, tais como: máscara e bolsa para    ventilação manual, tubos traqueais no 7,0 e 8,0, cateteres 14G-16G,       laringoscópio e        lâminas checados, luvas de procedimento e estéreis,   seringas e agulhas de       diferentes tamanhos. E ainda, drogas como             adrenalina,   atropina, amiodarona, midazolam, diazepam, soluções       cristaloides, entre             outras necessárias ao paciente;
           

Descrição do procedimento:

Verificar pressão arterial (PA), frequência cardíaca (FC), frequência respiratória (FR), saturação de oxigênio (SpO2) antes, durante o trajeto e após a chegada; manter infusões venosas indispensáveis; esvaziar coletores de urina e secreção gástrica; verificar fixações de tubos traqueais, acessos venosos e cateteres gástricos e vesicais; manter dreno torácico aberto em selo d’água e em posição inferior à do paciente; aspirar vias aéreas, verificar pressão expiratória final positiva (PEEP) e fração inspirada de oxigênio (FiO2), mantendo os padrões ventilatórios antes da saída. Recomenda-se manter FiO2 em 100%, verificar o nível de O2 no cilindro e imobilizar os politraumatizados.

1. Lavar as mãos;

2. Utilizar Equipamentos de proteção individual (luvas, máscara, avental, óculos);

3. Avaliar a fixação do tubo orotraqueal/traqueostomia;

4. Avaliar a pressão do cuff;

5. Avaliar a necessidade de aspiração traqueal antes de iniciar o transporte;

6. Checar a bateria do ventilador de transporte;

7. Colocar o cilindro de oxigênio em cima da cama do paciente, sem que o mesmo exerça pressão sobre nenhuma parte do corpo do paciente;

8. Adaptar o respirador de transporte no leito/maca do paciente;

9. Conectar a mangueira de oxigênio ao cilindro;

10. Abrir a válvula do cilindro de oxigênio;

11. Programar o ventilador de transporte com o mesmo modo e parâmetros ventilatórios que o paciente estava sendo ventilado;

12. Adaptar o oxímetro portátil ao dedo do paciente;

13. No momento em que a equipe de enfermagem estiver pronta com as suas atribuições para com o paciente que será transportado, conectar o ventilador de transporte ao tubo orotraqueal/traqueostomia do paciente e monitorizar o ciclo respiratório do mesmo;

14. Colocar em Standby o ventilador mecânico do paciente que permanecer na CTI, desde que o mesmo tenha previsão de volta para o mesmo setor;

15. A partir do momento que o paciente esteja adaptado ao ventilador de transporte, pode-se então iniciar o transporte;

16. Acompanhar o paciente durante todo o transporte, monitorizando a SpO2, frequência cardíaca, o volume corrente, e o adequado funcionamento do ventilador, assim como observar o nível de oxigênio no cilindro;

17. Chegando ao local de destino, no caso de exame, procurar conectar o ventilador a uma rede de oxigênio do setor. Acompanhar de perto o paciente durante todo o procedimento. Após o término do exame, recolocar o paciente na maca de transporte, retornar o cilindro de oxigênio para o leito, e transportar o paciente novamente para a CTI;

18. Se o paciente for encaminhado para outra unidade de internação, na chegada informar os parâmetros aos quais o paciente está sendo ventilado, aguardar a programação do ventilador, para posterior desconexão do ventilador de transporte;

19. Ao chegar na CTI, liberar o Standby do ventilador do leito e desconectar o ventilador de transporte do tubo orotraqueal/traqueostomia do paciente e reconectá-lo novamente ao equipamento da CTI;

20. Observar se o paciente está ventilando adequadamente no respirador mecânico;

21. Monitorizar os sinais vitais;

22. Desligar o ventilador de transporte;

23. Desconectar a mangueira de oxigênio do ventilador de transporte e levá-lo para a higienização do aparelho e das suas traqueias.


Orientação do paciente e/ou familiar pós-procedimento:

Explicar ao paciente ou ao familiar que o procedimento terminou e o mesmo será conduzido ao leito de origem, ou que o paciente permanecerá na unidade de internação de destino.

Pontos críticos e riscos:

Deve-se ter cuidado para não haver desconexão ou perda de acessos, desposicionamento de tubos orotraqueais ou traqueostomia.

Registro:


Fisioterapeuta / Enfermeiro registra as intercorrências e condutas realizadas     durante o transporte em prontuário.


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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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