Dry Needling – Agulhamento a Seco

O que é o Dry Needling–Agulhamento a Seco?

“Envolve a inserção de agulhas nos pontos de dor (tender points ou trigger points), sem a adição de substâncias.”  Dommerholt J, 2011


História

•Ideia de injeções com anestésicos;

•Tratamento de dor local – músculo esquelética;

•Tratamento dos Pontos Gatilhos – trigger points;

•Tratamento das bandas rígidas musculares com agulhas –Oriente;

•Ocidente –Início do século XX;

•Confundido com Acupuntura;

•Apresenta princípios da acupuntura –utilização das agulhas como forma de tratamento clínico;


Trigger Points



“Um conjunto, local, eletricamente ativa cada um dos quais está associado com um nó de contração e uma placa terminal motora disfuncional no músculo esquelético.”

“A dor miofascial é uma desordem muscular regional caracterizada pela presença de pontos hipersensíveis, localizado em bandas rígidas de músculos esqueléticos, doloridos a palpação e que podem produzir dor referida”  Travell and Simons, 1983


Epidemiologia

•Não existe grandes achados epidemiológicos, mas há evidências que dor miofascial seja uma condição muito comum;

•Dor Orofacial;

•Dor de cabeça e pescoço;

•Dor lombar;


Teorias:

•Neuropática

•Fuso muscular anormal

•Botões Sinápticos disfuncionais

•Crise energética

•Hipótese integrada

Mosiah, 2016


Etiologia

Microtraumas;

Movimentos repetitivos;

Posições de tensão;

Macrotraumas;


Critérios para Diagnóstico

Critérios Maiores:

Bandas de Tensão Muscular;

Dor intensa nos PGsem uma banda;

Reprodução da dor à pressão do nódulo doloroso;

Limitação da ADM decorrente da dor;


Critérios Menores:

Evocação da reação contrátil visualmente ou à palpação;

Reação contrátil ao agulhamentodos PGs;

Demonstração eletromiográficade atividade elétrica característica de nódulo doloroso em uma banda;

Dor, anormalidade sensitiva na distribuição de um PG à compressão correspondente;


Diagnóstico

O diagnóstico é feito quando os quatro critérios maiores e um menor são evidenciados;


Classificação

PG ativo;

PG latente;

PG satélite;

PG de junção

PG central



Mosiah, 2016


Definição de DOR

Experiência SENSITIVA e EMOCIONAL desagradável, associada a uma lesão tecidual REAL ou POTENCIAL, ou DESCRITA EM TERMOS DE TAIS LESÕES.  IASP, 1986


Teoria da Comporta




Sensibilização periférica



Sensibilização Central



Hiperalgesia e Alodinia



Dry Needling


Tipos


Agulhamentosuperficial seco –Baldry, 2005;

Agulhamentoseco profundo -Gunn, 1996;

Twitch–Hong, 1994;


Agulhamento superficial seco


Punturar na profundidade de 5 –10mm;

Tórax e outros músculos finos inserir obliquamente;

Deixar a agulha no lugar por 30 segundos;

Repetir, conforme necessário, até 3 minutos –diferentes sessões;

Repetir para cada Trigger point;

Reação do Paciente:

Forte, moderada e fraca;


Agulhamento seco profundo


Inserir profundo na zona motora dos músculos;

Sentir resistência aumentada;

Penetrar e sentir o apertar do músculo;

Deixar por 20 minutos ou estimular até que a liberação ocorra;

Se não apertar, retirar parcialmente, mudar o ângulo e reinserir;

Se não houver o apertar, a técnica não é apropriada;


Twitch


Introduzir na Banda Tensa;

Repetidamente, mover a agulha para dentro e para fora do músculo, constantemente tentando encontrar pontos dentro da banda que reproduza a dor do paciente e resposta de contração;


Frequência de Tratamento

A cada 2-3 dias para dor aguda;

Semanalmente para dor crônica;

Geralmente o alívio é rápido e pode durar poucas horas até 2 dias. Conforme as sessões o alívio da dor aumenta;

Se não houver melhora após 3 sessões, cessar o tratamento;


Contraindicações / Precauções

Áreas proibidas:

Escalpo infantil –antes que as fontanelas se fechem;

Mamilo, genitália e umbigo;

Pontos perigosos ou vulneráveis:

Tórax, abdômen e pescoço;

Veias varicosas, tecido infeccionado, áreas com inflamação aguda;

Gravidez


Pacientes com marca-passo;

Pacientes confusos ou perturbados / crianças;

Distúrbios hemorrágicos / anticoagulantes;

Câncer em fase de mestástase;

Epilepsia Instável;

Pacientes frágeis;


Complicações


Ataque vasovagal(55/28.285) –Chen et al, 1990;

Convulsões –2 casos reportados na literatura;

Infecção;

Sonolência pós-tratamento;

Danificação Visceral –Pneumotórax;

Hemorragia;

Dor;




Autor: Prof. Ms. Guilherme Tamanini

Transtorno do Espectro Autista

Conceito 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) engloba diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. 

São elas: dificuldade de comunicação por deficiência no domínio da linguagem e no uso da imaginação para lidar com jogos simbólicos, dificuldade de socialização e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.



Histórico 

O termo autismo foi criado em 1908 pelo psiquiatra suíço Eugen Bleuler para descrever a fuga da realidade para um mundo interior observado em pacientes esquizofrênicos. 

Em 1944 Hans Asperger escreve o artigo “A psicopatia autista na infância”, destacando a ocorrência preferencial em meninos, que apresentam falta de empatia, baixa capacidade de fazer amizades, conversação unilateral, foco intenso e movimentos descoordenados. 

A ONU no ano 2007 instituiu o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. 

Em 2015 A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (13.145/15) cria o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que aumenta a proteção aos portadores de TEA ao definir a pessoa com deficiência como “aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial”.



Classificação 

1- Autismo clássico: os indivíduos são voltados para si mesmos, não olham para as outras pessoas nos olhos; conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação. 

Embora possam entender enunciados simples, têm dificuldade de compreensão e apreendem apenas o sentido literal das palavras. 

Não compreendem metáforas nem o duplo sentido, repetem movimentos estereotipados, sem muito significado ou ficam girando ao redor de si mesmas 

2- Autismo de alto desempenho (também chamado de síndrome de Asperger) 

Os portadores apresentam as mesmas dificuldades dos outros autistas, mas numa medida bem reduzida. São verbais e inteligentes. Tão inteligentes que chegam a ser confundidos com gênios, porque são imbatíveis nas áreas do conhecimento em que se especializam. Quanto menor a dificuldade de interação social, mais eles conseguem levar vida próxima à normal. 

3- Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE) 

Os indivíduos são considerados dentro do espectro do autismo, mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico muito mais difícil.



Espectro Autista 

Também chamado de Desordens do Espectro Autista (DEA ou ASD em inglês), recebe o nome de espectro (spectrum), porque envolve situações e apresentações muito diferentes umas das outras, numa gradação que vai da mais leves à mais grave. Todas, porém, em menor ou maior grau estão relacionadas, com as dificuldades de comunicação e relacionamento social.



Causas do Autismo 

Estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica que estavão alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. 

A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos, biológicos e ambientais. No entanto, saber como o cérebro dessas pessoas funciona ainda é um mistério para ciência.



Fisiopatologia 

Para a maioria dos casos de TEA, não existem sinais clínicos que indiquem uma alteração genética específica. 

No entanto, o TEA pode fazer parte da sintomatologia de alguns transtornos monogênicos (ligada a apenas uma mutação do cromossomo x) e metabólicos. Por isto, uma avaliação clínica cuidadosa do paciente e o estudo da história familiar, que fornecem informações sobre possíveis padrões de herança, podem melhorar a precisão do diagnóstico e a escolha dos testes moleculares apropriados para serem usados em cada caso específico.



Incidência 

Há tempos era considerado uma condição rara, que atingia uma em cada 2 mil crianças. Hoje, as pesquisas mostram que 1 em cada cem crianças pode ser diagnosticada com algum grau do espectro, e afeta mais os meninos do que as meninas. 

Em geral, o transtorno se instala nos três primeiros anos de vida, quando osneurôniosque coordenam a comunicação e os relacionamentos sociais deixam de formar as conexões necessárias. 

As manifestações na adolescência e na vida adulta estão correlacionadas com o grau de comprometimento e com a capacidade de superar as dificuldades seguindo as condutas terapêuticas adequadas para cada caso desde cedo.



Diagnóstico 

É essencialmente clínico, realizado por meio de observação direta do comportamento do paciente e de uma entrevista com os pais ou cuidadores. 

Ainda não há marcadores biológicos e exames específicos para autismo, mas alguns exames, como o cariótipo com pesquisa de X frágil, o eletroencefalograma (EEG), a ressonância magnética nuclear, os erros inatos do metabolismo, o teste do pezinho, entre outros. 

Baseia-se nos sinais e sintomas e envolve prejuízos na interação social e na comunicação, além da presença de padrões restritos de comportamento e interesses.



Tratamento Clínico 

Ainda não se conhece a cura definitiva para o transtorno do espectro do autismo. Da mesma forma não existe um padrão de tratamento que possa ser aplicado em todos os portadores do distúrbio. 

Cada paciente exige um tipo de acompanhamento específico e individualizado que exige a participação dos pais, dos familiares e de uma equipe profissional multidisciplinar visando à reabilitação global do paciente. 

O uso de medicamentos só é indicado quando surgem complicações e comorbidades.



Escalas de Avaliação 

Os dois instrumentos mais utilizados: 

A CARS é uma escala de avaliação indicada para crianças acima dos dois anos de idade, sendo composta por 15 itens, que auxiliam na identificação de crianças e adolescentes com autismo. O instrumento diferencia o autismo leve, moderado e grave. 

A MIF – Medida de Independência Funcional, é um instrumento capaz de medir o grau de solicitação de cuidados. A MIF pode ser utilizada em crianças, adolescentes e adultos. 

Trata-se de uma avaliação que não compreende só atividades motoras, mas também os aspectos cognitivos e relativos à comunicação. Tem como objetivo avaliar de forma quantitativa os cuidados de uma pessoa para realização de uma série de tarefas de vida diária.



Tratamento Fisioterapêutico 

Atividades lúdicas (rolar e sentar, chutar bolas, bozu) treino de marcha na esteira, subir e descer escadas, exercícios na bola terapêutica, pegar e soltar objetos, arremessos de bolas e brinquedos, estimulação nas mãos e nos braços com diferentes texturas e objetos de diferentes tamanhos, uso de tapete sensorial. 

Estas atividades auxiliam para modulação de tônus muscular, fortalecimento da musculatura de membros superiores e inferiores, dissociação de cintura pélvica e escapular, melhora de equilíbrio, coordenação motora fina e propriocepção, abrangendo também aspectos psicológicos da criança, referentes à autoconfiança e a auto-estima. 



Referências Bibliográficas 


Autismo e síndrome de Asperger: uma visão geral - Rev Bras Psiquiatr. 2006;28 (Supl I):S3-11 

Autismo e Realidade - https://autismoerealidade.org.br/o-que-e-o-autismo/ - acesso em 16/11/2019 

FERREIRA, Jackeline Tuan Costa et al . Efeitos da fisioterapia em crianças autistas: estudo de séries de casos.Cad. Pós-Grad. Distúrb. Desenvolv., São Paulo , v. 16,n. 2,p. 24-32,dez. 2016. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1519-03072016000200005&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 16 nov. 2019. 

Adrenoleucodistrofia

A adrenoleucodistrofia é um distúrbio genético raro ligado ao cromossomo X (X-ALD) que afeta 1:15.000 a 25.000 indivíduos em todo o mundo, predominantemente do sexo masculino.

É a anomalia de funcionamento dos peroxissomos (são bolsas membranosas que contêm alguns tipos de enzimas digestivas), localizados no braço longo do cromossomo X, Xq28.

Os peroxissomos desempenham reações bioquímicas importantes, como síntese do colesterol, ácidos biliares, e β-oxidação de ácidos graxos. 

Os lipídios são moléculas orgânicas, formados pela junção de moléculas de ácidos graxos com moléculas de álcool. Possuem propriedades físicas relacionadas à afinidade de suas moléculas com água, sendo sintetizados a partir da acetilcoenzima A (Acetil-CoA), presente nas mitocôndrias e nos peroxissomos.

É uma herança recessiva ligada ao cromossomo X se caracteriza pelo fato de mulheres com apenas um alelo mutado não manifestarem os sinais clínicos da doença, sendo denominadas portadoras, enquanto em homens, devido à hemizigose, um único alelo mutado é suficiente para a manifestação clínica da doença.

A adrenoleucodistrofia ligada ao cromossomo X pode se apresentar em uma ampla faixa etária e com diferentes manifestações dependendo da presença e do tipo de achados neurológicos. 

O fenótipo da X-ALD abrange desde uma doença infantil, bastante severa e de rápida progressão que pode levar a um estado vegetativo e morte em dois anos a partir do primeiro sintoma; na fase da adolescência, de início entre 11 e 21 anos, a é progressão um pouco mais lenta, mas segue evoluindo; na fase adulto ela é menos agressiva, podendo apresentar uma paraparesia lentamente progressiva com preservação do intelecto que é compatível com a vida normal, denominada adrenomieloneuropatia.



Diagnóstico

Os exames existentes para diagnóstico da adrenoleucodistrofia são a ressonância magnética identificando o acúmulo excessivo de ácidos graxos e exame de sangue sorológico (ácidos graxos de cadeia muito longa).


Tratamento

Apesar das pesquisas e dos esforços em andamento, o tratamento para XALD é ainda considerado experimental, não havendo nenhuma terapia satisfatória. Quando diagnosticado precocemente, os médicos indicam o transplante de medula óssea, que pode trazer benefícios em longo prazo, retardando o processo de desenvolvimento da ALD. Junto ao transplante de MO, inclui-se também fisioterapia, apoio psicológico e o uso do Óleo de Lorenzo na dieta do paciente. 




Bibliografia

DOS Santos, A. C. F.; ALVES, J. C. P. Adrenoleucodistrofia. Repositório Digital do UniToledo. 2016. Disponível em < http://www.unitoledo.br/repositorio/handle/7574/139> Acesso em 29 de agosto de 2019.

FURLAN F. L. S., et al. Adrenoleucodistrofia ligada ao x no Brasil: Uma série de casos. Rev. paul. pediatr., ahead of print Epub June 19, 2019. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-05822019005012106&tlng=pt> Acesso em 28 de agosto de 2019.

Tumores no sistema nervoso central

Introdução 

Tumor cerebral é o crescimento anormal de células dentro do crânio que leva à compressão e lesão de células normais do cérebro. 

Geralmente esses tumores podem ser divididos em duas categorias, em primário e metastático. 

Primário: quando o tumor tem origem dentro do próprio crânio; 

Metástase ou tumor cerebral secundário: quando o tumor tem origem em outro órgão e se espalha pelo corpo. 


Causas 

As causas são variadas e muitas vezes desconhecidas. Quando a pessoa tem um tumor no pulmão, por exemplo, algumas células dessa lesão podem cair na corrente sanguínea e se instalar em qualquer parte do organismo, inclusive no cérebro. 

O cérebro é composto, resumidamente, pelos hemisférios cerebrais, o cerebelo (em azul, na figura), e tronco cerebral (que sustenta todo o cérebro); o revestimento do cérebro e da medula espinhal é feito pelas meninges, que são duas membranas, uma grudada ao cérebro, a outra ao crânio (por dentro) entre as quais corre um líquido, denominado de liquor. 


Incidência 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Brasil, 4% das mortes por câncer estão relacionadas com os tumores cerebrais. 

Além dos tumores próprios do cérebro, 25% dos tumores que tem origem em outras regiões do corpo são de origem metastática. 


Tipos 

Existem quase 100 tipos de tumores cerebrais, que geralmente recebem o nome do tipo da célula da qual se desenvolve. 

A maioria dos tumores no cérebro origina-se nas células gliais, que sustentam as células nervosas do órgão. Um tumor de células gliais é denominado glioma.





Classificação dos Tumores Cerebrais 

Alguns tumores cerebrais são mais propensos a se desenvolverem nos tecidos adjacentes do que outros tumores. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica os tumores cerebrais e da medula espinhal em 4 graus, com base em como as células são vistas no microscópio.



Fatores de risco

Gênero: o câncer do SNC é mais comum em homens do que em mulheres

Idade: embora possa desenvolver-se em qualquer idade, é mais comum nos idosos (acima de 65 anos) 

Radiação: ocorre com maior frequência em pessoas que fizeram tratamento de radioterapia na cabeça anteriormente 

É mais frequente em pessoas que tenham passado por tratamento de leucemia durante a infância 

Exposição ao cloreto de vinil (utilizado na produção de plástico)

Pacientes com baixa imunidade

Pacientes com infecções pelo HIV.


Sintomas de Tumor cerebral

Dor de cabeça, náuseas e vômitos persistentes

Alterações visuais e auditivas

Convulsão

Agitação motora

Fraqueza ou rigidez muscular

Perda de sensibilidade em qualquer parte do corpo

Falta de coordenação

Dificuldade para falar ou entender o que é dito

Esquecimento das palavras

Problemas com leitura e escrita de modo inexplicável

Movimentos involuntários

Deficit motor de membros (hemiplegia).


Tratamento de Tumor cerebral

Tratamento cirúrgico: Depende, essencialmente, de sua localização e tipo; muitos tumores cerebrais podem ser removidos sem causar lesão no tecido cerebral normal, contudo, alguns se desenvolvem em uma área que torna a remoção difícil, pois estruturas essenciais podem ser comprometidas. 

A ressecção de um tumor é necessária se o seu crescimento afetar estruturas cerebrais importantes; mesmo em casos em que a cirurgia não seja curativa, o procedimento poderá ser útil para reduzir o tamanho do tumor, aliviar os sintomas e permitir ao médico determinar de que tipo de tumor se trata e se outro tipo de tratamento poderia ser adequado. 


Tratamento sistêmico (inclui o quimioterápico) 

O tratamento pode ser feito apenas com medicamentos ou em combinação com outros tipos de tratamentos, como a cirurgia ou radioterapia. 

A quimioterapia ataca as células tumorais, mas também as células normais. Por isso, é frequente aparecerem efeitos colaterais. Pode ser administrada por via intravenosa, por via oral ou ainda por um implante no cérebro. 

Recentemente vem-se usando medicações que inibem o crescimento dos vasos que nutrem o tumor. São os chamados anti-angiogênicos. 


Objetivos Fisioterapêuticos

Consiste basicamente em:

Melhorar as alterações do tônus muscular;

Corrigir as alterações posturais e de equilíbrio;

Manutenção da força muscular;

Evitar encurtamentos e prevenir complicações respiratórias;

Estudos demonstram também um grande benefício dos exercícios em relação à fadiga apresentada por estes pacientes. 


Tratamento Fisioterapêutico

Alongamentos;

Exercícios ativos livres funcionais;

Exercícios de incentivo respiratório;

Atividades com bola terapêutica;

Hidrocinesioterapia;

Adequação de órteses.



Referências


https://www.hcancerbarretos.com.br/home-paciente/77-paciente/tipos-de-cancer/248-tumores-de-sistema-nervoso-central-snc 

https://www.minhavida.com.br/saude/temas/tumor-cerebral

https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-sistema-nervoso-central 

Procedimento operacional padrão laser HeNe


1.            DEFINIÇÃO

A laserterapia de baixa intensidade ou laserterapia de baixo nível, é uma denominação genérica que define a aplicação terapêutica de lasers e diodos superluminosos monocromáticos de intensidade relativamente baixa (<500 mW), para o tratamento de afecções e lesões (comumentemente <35 j/cm²), geralmente consideradas demasiadamente baixas, para que efetuem qualquer aquecimento detectável dos tecidos irradiados.
Assim, a laserterapia de baixa intensidade é uma modalidade terapêutica atérmica.

2.            OBJETIVO

            Promover analgesia, antiinflamatório, antiedematoso, normalizador da circulação, efeito estimulante sobre o trofismo tissular, aumenta a produção de colágeno.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

            Estimulação da cicatrização dos ferimentos, em diversos tipos de feridas abertas, redução da supuração, epitelização total ou quase total, alívio da dor.

Contra-Indicação

            Absoluta: sobre retina, processos neoplásicos, processos bacterianos, áreas de hemorragia.
            Relativa: displasias leves, mastopatias fibrocísticas, leucoplasias, tireóide, marcapasso, epilético, período gestacional.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

            Laser HeNe, óculos de proteção, maca ou cadeira para posicionar o paciente confortavelmente.

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Explicar a importância do uso dos óculos de proteção, que o paciente não irá sentir nada durante a aplicação e que o laser HeNe, irá promover a cicatrização de feridas das bordas para o centro da ferida e de baixo para cima da ferida, assim como, irá melhorar o quadro álgico.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável.

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Fisioterapeuta

Pele limpa com soro fisiológico, tricotomia, pele seca (hidratar com óleo de calêndula, após 10 minutos aplicar o laser).
Óculos de proteção lateral (testar a vedação antes, para o paciente e para o terapeuta, se não houver vedação total, isolar os olhos com cartolina preta ou algodão embebido em  água.
A aplicação pode ser feita com várias técnicas: pontual, varredura, varredura pontual; sempre com incidência da caneta à 90º.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

            O laser HeNe irá promover um efeito analgésico.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

            A irradiação representa um risco potencial para os olhos, caso o paciente ou o operador olhe para o feixe na mesma direção do seu eixo longitudinal, em decorrência do alto grau de colimação da luz laser.

10.         REGISTRO

            Registrar na folha de evolução do prontuário do paciente.

Como fazer download no 4shared

Termos de uso

Ano XII - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger .

TOPO