Concurso fisioterapeuta EMSERH Maranhão 2018



As vagas distribuídas nas cidades de Caxias, Codó, Imperatriz, Itapecuru, Presidente Dutra, Santa Inês e São Luís, no qual os profissionais atuarão nas unidades de saúde do Estado do Maranhão administradas pela EMSERH.

Período Inscrições: das 08h do dia 15/12/2017 às 14h do dia 22/01/2018, observado horário oficial de Brasília – DF no endereço eletrônico www.institutoaocp.org.br.

Vagas: Fisioterapeuta (28); Fisioterapeuta - UTI Pediátrica e Neonatal (10)

Remuneração: R$ 2500,00 - 30 horas

Fases: Prova Objetiva prevista para ser aplicada em 18 de fevereiro de 2018, nas cidades de Balsas; Barra do Corda; Caxias; Codó; Imperatriz; Itapecuru; Pinheiro; Presidente Dutra; Rosário; Santa Inês; São João dos Patos; São Luís; Timon e Zé Doca, todas no Estado do Maranhão.
Demais critérios de títulos aos aprovados na 1ª fase.

Fisioterapeuta Ensino Superior Completo - Curso de Graduação concluído em Fisioterapia.

Atribuições: Realizar ações de prevenção, promoção, proteção, intervenção, cooperação e reabilitação do paciente; Atender e avaliar as condições funcionais de pacientes e usuários utilizando protocolos e procedimentos específicos da fisioterapia e suas especialidades; Atuar na área de educação em saúde através de palestras, distribuição de materiais educativos e orientações para melhor qualidade de vida; Desenvolver e implementar programas de prevenção e promoção da saúde geral e qualidade de vida; Gerenciar serviços de saúde orientando e supervisionando recursos humanos; Exercer atividades técnico-científicas através da realização de pesquisas, trabalhos específicos, organização e participação em eventos científicos; Realizar demais atividades inerentes ao cargo.

Fisioterapeuta - UTI Pediátrica e Neonatal - Ensino Superior Completo - Curso de Graduação concluído em Fisioterapia, pós-graduação na área que concorre e/ou experiência mínima de 02(dois) anos na área que concorre.

Atribuições: Atender as condições funcionais de pacientes e usuários utilizando protocolos e procedimentos específicos da fisioterapia e suas especialidades; Realizar ações de prevenção, promoção, proteção, intervenção,recuperação, habilitação e reabilitação do paciente neonato e pediátrico crítico ou potencialmente crítico, em Unidade de Terapia Intensiva UTI neonatal e pediátrica, utilizando protocolos e procedimentos específicos de fisioterapia; Gerenciar serviços de saúde orientando e supervisionando recursos humanos; Exercer atividades técnico-científicas através da realização de pesquisas, trabalhos específicos, organização e participação em eventos científicos; Avaliar e monitorar os parâmetros cardiorrespiratórios, inclusive em situações de deslocamentos do paciente neonato e pediátrico crítico ou potencialmente crítico; Atuar na área de educação em saúde através de palestras, distribuição de materiais educativos e orientações para melhor qualidade de vida; Realizar demais atividades inerentes ao cargo.

Conteúdo Programático

Conhecimentos Básicos

Língua Portuguesa
1. Interpretação de texto: informações literais e inferências possíveis; ponto de vista do autor; significação contextual de palavras e expressões; relações entre ideias e recursos de coesão; figuras de estilo. 2. Conhecimentos linguísticos: ortografia: emprego das letras, divisão silábica, acentuação gráfica, encontros vocálicos e consonantais, dígrafos; classes de palavras: substantivos, adjetivos, artigos, numerais, pronomes, verbos, advérbios, preposições, conjunções, interjeições: conceituações, classificações, flexões, emprego, locuções. Sintaxe: estrutura da oração, estrutura do período, concordância (verbal e nominal); regência (verbal e nominal); crase, colocação de pronomes; pontuação.

Raciocínio Lógico e Matemático
1. Resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequências (com números, com figuras, com palavras). 2. Raciocínio lógico-matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos.

Legislação Aplicada à EMSERH
1. Lei Estadual nº 9.732, de 19 de dezembro de 2012 e suas alterações. 2. Decreto estadual nº 28.889, de 21 de fevereiro de 2013.

Conhecimentos Específicos

Fisioterapeuta
1. Fundamentos de fisioterapia. 2. Métodos e técnicas de avaliação, tratamento e procedimentos em fisioterapia. 3. Provas de função muscular, cinesiologia e biomecânica. 4. Técnicas básicas em cinesioterapia motora, manipulações e cinesioterapia respiratória. 5. Análise da marcha, técnicas de treinamento em locomoção e deambulação. 6. Indicação, contraindicação, técnicas e efeitos fisiológicos da mecanoterapia, hidroterapia, massoterapia, eletroterapia, termoterapia superficial e profunda e crioterapia. 7. Prescrição e treinamento de órteses e próteses. 8. Anatomia, fisiologia e fisiopatologia, semiologia e procedimentos fisioterápicos

Fisioterapeuta – UTI Pediátrica e Neonatal

1. Anatomia, fisiologia do sistema cardiorrespiratório. 2. Fisiopatologia cardiorrespiratória pediátrica e neonatal 3. Assistência de Fisioterapia Respiratória pediátrica e neonatal. 4. Assistência de Fisioterapia em Terapia Intensiva pediátrica e neonatal. 5. Assistência Neuromotora aos pacientes pediátricos e neonatais hospitalizados.


Parâmetros iniciais para a aplicação da VNI em pediatria e neonatologia

Para a aplicação da VNIPP (Ventilação Não Invasiva com Pressão Positiva), inicialmente, recomenda-se a avaliação clínica e laboratorial da criança.

Os aspectos fisiológicos e fisiopatológicos devem ser considerados, analisando-se também os exames gasométricos e de imagem e, a pós o momento ideal para a instituição desta modalidade de ventilação.

Os parâmetros a serem instituídos na VNIPP dependem: da idade e peso da criança, da doença de base, da condução ventilatória (drive), do trabalho ventilatório, dos gases sanguíneos analisados, da tolerância aos parâmetros selecionados. Sugere-se iniciar a VNIPP, em pacientes pediátricos, com os parâmetros iniciais descritos na Tabela 1. Os ajustes destes parâmetros devem ser realizados de acordo com a necessidade de cada caso clínico.

Tabela 1- Parâmetros iniciais recomendados para pacientes pediátricos

Parâmetros
Valores numéricos
Unidades
IPAP
8 a 12
cmH²O
EPAP
4 a 6
cmH²O
Frequência de backup
8 a 12
cpm
Relação I:E
1:3
segundos
Sensibilidade à fluxo
0,5 a 1,0
L/min
Tempo inspiratório
de acordo com a constante de tempo por idade*  e doença de base
segundos
Fluxo
de acordo com a idade
e doença de base
L/min

A utilização da VPM invasiva em recém nascidos (RN), especialmente quando pretermo, está relacionada com diversas complicações (aumento das taxas de infecção, displasia broncopulmonar), aumentando a morbimortalidade. A aplicação da pressão contínua nas vias aéreas através de prongas nasais (CPAP-N ou CPAP nasal) reduz as complicações inerentes a VPM invasiva, estabiliza as vias aéreas, auxilia nas trocas gasosas, reduz os episódios de apnéia, a obstrução alta das vias aéreas e a assincronia tóracoabdominal. Entretanto, altos níveis de CPAP podem ocasionar distensão abdominal e reduzir a complacência pulmonar, resultando em hipoventilação.

A aplicação de outros modos ventilatórios durante a VNIPP, por exemplo, BiPAP, pode evitar o aumento da pressão transdiafragmática e esofágica (ocasionado por altos níveis de CPAP). O uso pressão positiva de forma intermitente possibilita um aumento do volume corrente (VC) e volume minuto. Esta modalidade reduz o número de episódios de apneia, pois a pressão positiva intermitente atua como um estímulo à respiração; permite uma ventilação com uma pressão média das vias aéreas (MAP) mais elevada, resultando em um melhor recrutamento alveolar; permite a eliminação de CO2 das vias aéreas superiores e conseqüentemente redução do espaço morto anatômico. Os parâmetros recomendados para pacientes neonatais estão descritos na Tabela 2.

Tabela 2- Parâmetros iniciais recomendados para pacientes neonatais

Parâmetros
Valores numéricos
Unidades
IPAP
< 16
cmH²O
EPAP
4 a 6
cmH²O
CPAP
5 a 7
cmH²O
Frequência de backup
8 a 12
cpm
Relação I:E
1:3
segundos
Sensibilidade à fluxo
0,5 a 1,0
L/min
Tempo inspiratório
de acordo com a constante de tempo por idade*  e doença de base
segundos
Fluxo
de acordo com a idade
e doença de base
L/min

Legenda: IPAP= pressão inspiratória positiva; EPAP= pressão expiratória positiva final; cpm= ciclos por minuto. * Recém nascidos: 01 constante de tempo = 0,15 segundos; Lactente: 01 constante de tempo = 0,20 segundos. São necessárias de 03 a 05 constantes de tempo para que ocorra o equilíbrio de pressões nos pulmões, para que ocorram as trocas gasosas.

Fonte: Consenso ventilação pulmonar mecânica em pediatria/neonatal - AMIB

Intubação ou entubação


INTUBAÇÃO

ENTUBAÇÃO 

Intubação = introdução pela boca ou pelo nariz de uma sonda na traqueia, para assegurar a liberdade das vias respiratórias, notadamente durante uma anestesia, ou para assistência ventilatória permanente ou temporária.

Entubação = dar forma ou feição de tubo a algo, colocar algo ou alguém dentro de um tubo.


A escolha do prefixo deve-se a que in- tem caráter mais literário que en-, e, portanto para assuntos científicos e didaticamente o correto é in-.


Aerossolterapia na ventilação mecânica invasiva

Pode-se utilizar o nebulizador apenas durante a inspiração (intermitente) por meio de um fluxo de gás inspiratório do ventilador, ou continuamente, através de um fluxo de gás externo. Nebulizar somente durante a inspiração é mais eficiente no fornecimento do aerossol do que quando o aerossol é gerado de forma contínua. (MILLER DD et al, 2003)

Deve-se adaptar o copo de nebulização ao tubo “T” e em seguida no colocar o dispositivo no ramo inspiratório do circuito, a uma distância de 30 cm do tubo endotraqueal é mais eficiente, porque assim o circuito do ventilador mecânico atua como um espaçador para o acúmulo de aerossol entre as inspirações (MILLER DD et al, 2003)

Para realizar uma nebulização a jato é necessário desligar o umidificador, por alguns minutos, antes da utilização da nebulização, pois com a presença desta pode diminuir em até 40% a 50% a deposição do aerossol, em função das características higroscópicas das suas moléculas (LANGE e FINLAY, 2000 e GEORGOPOULOS, D. et al, 2000).

Na presença de Filtro HME (heat and moisture exchangers) no circuito de ventilação mecânica, deve retirar o umidificador da ventilação mecânica e realizar a inalação sem o filtro HME, já que o mesmo encharca e gera um aumento da resistência da via aérea devido à filtração de partículas de 5 micras, para aquecimento e umidificação do ar. (RIBEIRO D C et al, 2007)

A frequência respiratória, de preferência na faixa média de 12 incursões por minuto, pois o aumento da frequência reduz a deposição do aerossol, em decorrência da redução do volume corrente e da superficialização da respiração. A pausa inspiratória também deve ser instituída por favorecer a deposição do aerossol. As técnicas descritas acima não são práticas e são raramente usadas. Na unidade de terapia intensiva os exames clínicos e avaliação da interação paciente-ventilador, permanecendo o método mais amplamente utilizado para avaliar o broncodilatador (GEORGOPOULOS, D. et al, 2000)

De preferência utilizar nebulímetros dosimetrados, pois diminuem o risco de contaminação e disseminação de infecções hospitalares. Na utilização dos nebulímetros dosimetrados devem ser realizadas 4 (quatro) “puffs” para uma ideal redução da resistência das vias aéreas, e quando utilizado com espaçador é aumentado à deposição pulmonar em 30 a 35%. (GEORGOPOULOS, D. et al, 2000)

Utilizando técnica semelhante ao em respiração espontânea deve-se colocar um espaçador na linha inspiratória do circuito do ventilador, agitar vigorosamente o MDI e adaptá-lo no espaçador, houver algum aparelho de troca de calor e umidade, como umidificadores e filtros, deve-se retirá-los, não alterar as configurações de ventilador, pressione o MDI sincronizando com o início do fluxo inspiratório e reinicie a técnica após 20-30 s até que a dose total é entregue, devendo começar com 4-6 puffs e observar a resposta do tratamento broncodilatador e finalmente repita operação completa, se necessário, após três a quatro horas.

Apesar da existência de um amplo arsenal terapêutico e de todo o conhecimento adquirido, os nebulizadores de jato ainda predominam em nossos serviços de emergência, e pouco se pesquisou, em nosso país, como essas outras opções de administrar drogas inaladas podem ou não trazer benefício. (CHONG NETO et al, 2005)


Curvas ventilatórias

Curva volume-tempo,
Curva pressão-tempo,
Curva fluxo-tempo,
Curva fluxo-volume,
Curva pressão-volume.

Curva Volume-Tempo

Traçado normal

Escape Aéreo

Traçados Alterados

a) Aprisionamento aéreo: volume expiratório não alcança a linha de base devido ao início de nova inspiração

b) Volume anômalo: volume expiratório ultrapassa a linha de base devido a gás adicional, expiração forçada ou mau funcionamento

Curva Pressão-Tempo

Traçado Normal VCV


Traçado Normal PCV



Traçados Alterados
a) Fuga aérea do circuito

b) Presença de Auto PEEP


Curva Fluxo-Tempo

Traçado normal VCV
Traçado normal PCV

Traçado Alterado
Tempo inspiratório insuficiente

Curva Fluxo-Volume

Traçado Normal VCV

Traçado Normal PCV
a) Convexidade para cima na fase expiratória indicando restrição grave ao fluxo expiratório.
b) Presença de Auto-PEEP
Curva Pressão-Volume

Traçado Normal

Traçados Alterados

a) Distensibilidade maior: Menor pressão para o mesmo volume.
b) Distensibilidade menor: Maior pressão para o mesmo volume.

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Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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