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Simulado fisioterapia concurso Ribeirão Preto


1- É de fundamental importância para a neuroplasticidade:

A) Adrenalina
B) Células de Betz
C) Líquido cefaloraquidiano
D) Células amácrinas
E) Células neurogliais

2- São sintomas de lesão cerebelar:

A) Dissinergia, vertigem e miose
B) Disdiadococinesia,atrofia muscular e anosmia
C) Dismetria, dissinergia e disdiadococinesia
D) Parestesia, miose e dissinergia
E) Dismetria, Disdiadococinesia e oscilopsia

3- As síndromes dolorosas crônicas de origem miofascial são muito freqüentes na prática clínica diária. O desenvolvimento de pontos-gatilho está quase sempre associado a estas síndromes.
O tratamento da dor e das alterações secundárias musculares tendinosas e ligamentares são os maiores objetivos a serem alcançados visando diminuir a incapacidade funcional do paciente, sendo o calor um dos principais recursos nas fases subagudas e crônicas dessa síndrome.
A alternativa que fundamenta alguns efeitos fisiológicos do tratamento fisioterapêutico é:

A) O alívio justificado pela Teoria das comportas de Melzack e Wall (1982)
B) a diminuição da rigidez muscular pelo aumento da plasticidade ligamentar
C) a diminuição do processo inflamatório localizado, manifestado na fase aguda
D) a diminuição do espasmo muscular quando associado ao uso do TENS
E) o aumento da distensibilidade do tecido colágeno, por fazer predominar suas propriedades viscosas sobre as propriedades elásticas.

4- Pacientes com lesão da medula espinal variam quanto à função respiratória, em decorrência do grau de déficit neurológico. Para pacientes com déficit significativo, a reabilitação respiratória é um determinante importante na obtenção do seu nível funcional máximo. Nesses pacientes, a diminuição da ventilação ocorre como resultado da “diminuição da força”, “diminuição da mobilidade torácica”, e “higiene brônquica inadequada”, por comprometimento do diafragma e músculos acessórios. Em relação ao diafragma, sabe-se que é um músculo em forma de abóbada, que se origina na face dorsal do processo xifóide, últimas seis costelas e corpos e processos transversos das vértebras lombares superiores, sendo inervado pelas raízes nervosas de:

A) C1 a C3
B) C2 a C6
C) C2 a C5
D) C3 a C6
E) C3 a C5

5- A fisioterapia respiratória pode ser utilizada em pacientes críticos ou não, com o objetivo de prevenir e (ou) tratar complicações respiratórias. Assinale a opção correta quanto aos procedimentos utilizados nessa modalidade terapêutica.

A) A hiperoxigenação deve ser utilizada previamente ao procedimento de aspiração endotraqueal para minimizar a hipoxemia induzida pela aspiração traqueal.
B) Entre os sistemas de aspiração aberto e fechado, o sistema aberto determina menor risco de hipoxemia, de arritmias e de contaminação e deve ser o preferido.
C) Uma vantagem da liberação do paciente do ventilador mecânico é o treinamento dos músculos respiratórios por meio da redução da sensibilidade de disparo dos ventiladores.
D) Os umidificadores aquecidos e os trocadores de umidade não determinam bons resultados clínicos para umidificação dos gases durante a ventilação invasiva

6- Um paciente que apresente sinal positivo para o teste especial de Ely deve ser tratado com exercício terapêutico visando ao alongamento do(s)

A) músculo retofemoral.
B) adutores de quadril.
C) músculo tensor da fáscia lata.
D) músculos isquiotibiais.

7- Um paciente com diagnóstico médico de neurotmese apresentou, no exame de estesiometria, perda da sua esteriognosia e da sua iliognosia na área do dermátomo do nervo ulnar. Considerando o caso clínico acima, assinale a opção correspondente aos estímulos sensoriais que devem ser recuperados no tratamento fisioterapêutico.

A) temperatura e forma de objetos
B) discriminação de dois pontos e textura
C) forma de objetos e textura
D) discriminação de dois pontos e temperatura

8- Uma criança com diagnóstico de atraso no desenvolvimento motor, estando em decúbito ventral e segurada pelo tronco, ao ser levada em direção ao solo, de cabeça para baixo, não apresenta a resposta de extensão dos braços e das mãos em direção ao solo. Nesse caso, essa criança terá a classificação de ausência do reflexo de

A) Landau.
B) pára-quedista.
C) Moro.
D) retificação.

9- Um paciente idoso, atendido em seu domicílio, onde não é possível dispor de exames computadorizados específicos, necessitando ter seu equilíbrio examinado para posterior prescrição terapêutica de treinamento funcional, deve ser avaliado pelo teste de

A) Romberg.
B) Oxford.
C) caminhada de 6 minutos.
D) Kat’z.

10- Segundo a escala de graduação manual da força de contração muscular do assoalho pélvico, sugerida pela Sociedade Internacional de Continência, a força muscular classificada em grau 3 significa uma função perineal

A) ausente, reconhecida somente à palpação.
B) débil, reconhecida à palpação.
C) totalmente ausente.
D) objetiva e resistência opositora, que não é mantida à palpação

11- Um paciente que apresente um pé cavo deve receber como indicação ortótica terapêutica palmilha com

A) cunha externa em calcâneo.
B) barra retrometatarsiana.
C) cunha interna de calcâneo.
D) apoio retrocapital do primeiro metatarso.

12- Um paciente com 64 anos de idade, amputado em um terço superior de coxa por causa vascular, cardiopata, hipertenso e diabético, realiza treinamento inicial cardiorrespiratório e de equilíbrio pré-protetização. Com referência a esse caso clínico hipotético, assinale a opção correspondente à modalidade ou técnica terapêutica contra-indicada para esse paciente.

A) exercícios de flexão de membros superiores com bastão, associados a respiração
B) exercícios de fortalecimento de musculatura residual em piscina terapêutica aquecida
C) treino de ortostatismo sem prótese, em barras paralelas
D) treino de equilíbrio de tronco sentado, em bola suíça

13- De acordo com o Código de Ética Profissional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Resolução COFFITO n.º 10), não é proibido ao fisioterapeuta

A) negar assistência, em caso de indubitável urgência.
B) colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou crise social, sem pleitear vantagem pessoal.
C) delegar suas atribuições, salvo por motivo irrelevante.
D) dar consulta ou prescrever tratamento, mesmo que seja por meio de correspondência, jornal, revista, rádio, televisão ou telefone.

14- Durante a cinesioterapia realizada em paciente submetido à reabilitação cardiopulmonar, notou-se o sinal de Homan positivo. O Fisioterapeuta imediatamente suspendeu o tratamento, porque este sinal é indicativo de:

a) Infarto do miocárdio
b) Fibrilação atrioventricular
c) Cor Pulmonale
d) Trombose Venosa Profunda
e) Edema pulmonar

15- A inflamação crônica com estreitamento, espessamento e destruição de bronquíolos e alvéolos respiratórios caracteriza o (a):

a) Bronquite crônica
b) Enfisema pulmonar
c) Excreção de pulmão
d) Dispnéia

16- A terapia de expansão pulmonar aumenta o volume pulmonar pelo aumento do gradiente de pressão transpulmonar. O gradiente de pressão transpulmonar pode ser aumentado por:

a) Aumento da pressão pleural
b) Aumento da pressão extratorácica
c) Diminuição da pressão pleural
d) Diminuição da pressão alveolar

17- São indicações da ventilação mecânica não invasiva, exceto:

a) Cifoescoliose grave
b) Acidose extrema (pH Menor 7,2)
c) Doenças neuromusculares
d) Doença pulmonar obstrutiva crônica

18- Na ausculta pulmonar, os sibilos e as crepitações podem ser atribuídos, respectivamente, a:

a) Secreções e obstrução alta
b) Broncoespasmo e edema de laringe
c) Secreções periféricas e condensação
d) Epiglotite e secreções proximais
e) Broncoconstrição e edema pulmonar

19- O reflexo de Hering-Breuer é estimulado pelo (a):

a) Estiramento das paredes dos pulmões
b) PaO² no plasma
c) Dióxido de carbono no sangue arterial
d) Hidrogênio no sangue arterial

20- Na classificação de Murray, quais os pontos que caracterizam um quadro de SARA?

a) Hipoxemia refratária, oxigênio dependente, aumento da pressão de platô, padrão radiológico intersticial, diminuição da fração de shunt.
b) Alteração radiológica com quatro quadrantes, hipoxemia leve, aumento da complacência estática, diminuição potencial do retorno venoso e do débito cardíaco.
c) Hipoxemia refratária, Peep dependente, aumento das pressões de pico e de platô.
d) Hipoxemia grave, alteração da complacência estática alteração radiológica em quatro quadrantes, Peep dependente.

21- A terceira bulha cardíaca está clinicamente associada a:

a) Infarto do miocárdio
b) Hipertensão crônica
c) Estenose aórtica
d) Insuficiência do ventrículo esquerdo.

22- Quando a pressão de enchimento ventricular (pré-carga) está aumentada, o volume ventricular, a princípio, aumenta progressivamente. No entanto, após vários batimentos, os ventrículos atingem um volume constante, maior. No equilíbrio, o volume de sangue ejetado pelos ventrículos em cada batimento cardíaco aumenta até igualar-se a maior quantidade de retorno venoso, ao átrio direito, em cada batimento, segundo o princípio de:

a) Fick
b) Bainbridge
c) Frank-Starling
d) Addison
e) Bernoulli

23- Durante a avaliação de um paciente em pós-operatório imediato de hérnia discal póstero-lateral esquerda, que fazia compressão da raiz nervosa de L4, é possível encontrar paresia para o movimento de:

a) flexão do joelho
b) flexão plantar do tornozelo
c) extensão do joelho
d) flexão dorsal do tornozelo
e) flexão do hálux

24- Parestesias e dor irradiada para os membros superiores na distribuição do nervo ulnar, fraqueza ou atrofia muscular, fenômeno de Raynaud, hipoestesia, ombro caído e edema são alguns dos sintomas apresentados pela:

a) síndrome do túnel do carpo
b) síndrome do desfiladeiro torácico
c) moléstia de Dupuytren
d) doença de Buerger
e) tromboangite obliterante

25- O déficit motor caracterizado por aumento do tônus que depende da velocidade no reflexo de estiramento tônico e é componente da síndrome do neurônio motor superior chama-se:

a) hipertonia
b) contratura
c) espasticidade
d) rigidez muscular

26- No acidente vascular encefálico (AVE), a reação associada em que a adução ou a abdução do membro normal provoca uma resposta semelhante no membro afetado é denominada:

a) fenômeno de Souques
b) sinal de Raimiste
c) sincinesia
d) reflexo simétrico

27- Lesão do motoneurônio superior do trato piramidal pode ser confirmada pelo sinal de:

a) Babinski
b) Landau
c) Monro
d) Reflexo Tônico Cervical Assimétrico

28- Assinale a opção que NÃO apresenta uma característica da transecção brusca da medula espinhal, denominada choque espinhal.

a) perda da função autonômica
b) anosmia
c) arreflexia
d) paralisia flácida
e) perda de toda sensação abaixo do nível da lesão

29- Depressão da consciência, com cabeça e olhos desviados para o lado da lesão, hemiplegia contralateral, sensação diminuída e hemianopsia homônima são características típicas observadas em pacientes com síndrome de derrame focal, encontrada na síndrome:

a) da artéria cerebral média
b) da artéria cerebral anterior
c) medular lateral
d) vértebro – basilar
e) da artéria carótida interna

30- O processo de degeneração nervosa que ocorre distalmente ao local da lesão é chamado de:

a) degeneração de Schwann
b) degeneração de Ranvier
c) degeneração Walleriana
d) axonotmese
e) neurotmese

31- Sobre a promoção de saúde, julgue as afirmativas abaixo.

I- A promoção da saúde no contexto brasileiro significa uma das bases do SUS e encontra-se instituída em normas que definem as responsabilidades dos municípios e seus compromissos com a coletividade por meio de uma gestão participativa e transparente.

II- Promover a saúde exige, exclusivamente que o governa assuma seu papel na criação de ambientes sociais, que suportem as oportunidades e as escolhas saudáveis, explicitando, assim, o comprometimento político com a população.

III- As intervenções voltadas para a promoção da saúde englobam tanto medidas que levam ao estabelecimento de condições e requisitos para a saúde, quanto medidas que favorecem o desenvolvimento de habilidades dos indivíduos para que possam fazer opções voltadas para a saúde.

IV- A promoção da saúde é restrita ao setor da saúde, e resulta de ações nas esferas municipal, estadual e federal que agem nos determinantes gerais da saúde e da qualidade de vida.

V- No contexto da promoção da saúde da criança, as medidas se restringem ao ambiente familiar em que a criança está inserida, através de ações que garantam o direito à saúde e à cidadania.

É correto o que se afirma em

a) I, apenas.
b) I e III, apenas.
c) II e V, apenas.
d) II e IV, apenas.
e) I, III, IV e V, apenas.

32- No conjunto da ampliação do acesso e da qualidade da atenção básica, a NOAS-SUS 01/02 define como áreas de atuação estratégicas mínimas da condição de Gestão Plena da Atenção Básica Ampliada o (a)

a) controle da malária
b) controle da leishmaniose tegumentar
c) eliminação do Calazar
d) erradicação da doença de Chagas
e) eliminação da hanseníase

33- A emenda constitucional número 29 de 13 de setembro de 2000, foi elaborada para

I- criar o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza
II- assegurar e existência de equipe de saúde completa em municípios com mais de 10.000 habitantes
III- assegurar recursos mínimos para o financiamento das ações e serviços públicos de saúde
IV- criar o Programa de Saúde da Família, vinculando-o ao Sistema Único de Saúde
V- assegurar ao cidadão brasileiro o direito a assistência médica e reabilitacional, em caso de doença incapacitante, com todo o custeio coberto pelo SUS

É correto o que se afirma em

a) II, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I, III e IV, apenas.
d) I, IV e V, apenas.
e) III, apenas

34- De acordo com o Ministério da Saúde, o programa de saúde da família tem características bem definidas:

I. A Saúde da Família é uma estratégia de eficiência comprovada, responsável pela redução da mortalidade infantil e de outros indicadores de melhoria da saúde da população brasileira.
II. Os profissionais podem executar as ações na Unidade de Saúde da Família e no domicílio dos usuários, quando necessário.
III. O Agente Comunitário de Saúde caracteriza-se como o elo entre a comunidade e a equipe, que se responsabiliza pela atenção básica em saúde de uma área, cuja população deve ser de no mínimo 2.400 e no máximo 7.000 pessoas.
IV. Cada equipe é composta por um conjunto de profissionais (médico, enfermeiro, fisioterapeuta, auxiliares de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde).

Conclui-se que estão incorretos:

(A) somente II, III e IV.
(B) somente I e IV.
(C) somente II e III.
(D) somente III e IV.
(E) somente I, II e III.

35- O Sistema Único de Saúde, SUS, foi definido como o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições publicas Federais, Estaduais e Municipais, da administração direta e indireta das fundações mantidas pelo Poder Público, incluídas as Instituições Públicas Federais, Estaduais e Municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para a saúde, garantida também a participação complementar da iniciativa privada no Sistema Único de Saúde. Onde está definido o exposto acima?

(A) Norma Operacional Básica do SUS 01/1996.
(B) Lei 8080, de 19/09/1990.
(C) Emenda Constitucional nº 29/2000.
(D) Norma Operacional da Assistência à Saúde/SUS 01/2002.
(E) Lei 8142, de 28/12/1990.

36- A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário as ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Em qual legislação se encontra o exposto acima?

(A) Lei 8080, de 19/09/1990.
(B) Norma Operacional da Assistência à Saúde/SUS 01/2002.
(C) Lei 8142, de 28/12/1990.
(D) Artigo 196 da Constituição Federal do Brasil de 1988.
(E) Norma Operacional Básica do SUS 01/1996.

37- No tratamento de crianças com artrogripose múltipla congênita, para facilitar a aquisição de tarefas do desenvolvimento, além de outras condutas, são indicados a mobilização articular e o alongamento passivo. Com relação à afirmação acima, marque a opção correta.

(A) O alongamento inicia-se ao nascimento e deve ser realizado, forçando-se a articulação além do limite articular encontrado.
(B) O alongamento inicia-se logo após o nascimento e deve sempre respeitar o limite final da amplitude de movimento.
(C) O alongamento só poderá ser realizado após o período de aproximadamente 6 meses de utilização de aparelho gessado.
(D) O alongamento deve ser iniciado somente após os procedimentos cirúrgicos necessários para não lesar a articulação.

38- No tratamento do bebê com torcicolo muscular congênito à direita, na idade de 4 meses, quais atividades do desenvolvimento motor normal devem ser enfatizadas para o fortalecimento do ECOM alongado?

(A) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(B) Rolar de supino para decúbito lateral direito e estimular o controle da elevação da cabeça em prono.
(C) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a direita.
(D) Rolar de supino para decúbito lateral esquerdo e incentivar o endireitamento lateral da cabeça para a esquerda.

39- A atelectasia decorrente da insuficiência de níveis adequados de surfactante no bebê prematuro gera

(A) redução da tensão na superfície alveolar e colapso na expiração.
(B) aumento da tensão na superfície alveolar e colapso na expiração.
(C) aumento da tensão na superfície alveolar e colapso na inspiração.
(D) redução da tensão na superfície alveolar e colapso na inspiração.

40- A escolha da órtese para membros inferiores adequada obedecerá a critérios de acordo com as dificuldades apresentadas pela criança e objetivo funcional a ser facilitado. Sendo assim, os seguintes tipos de órteses correspondem às respectivas indicações:

I. Órtese dinâmica tornozelo-pé diminui a flexão plantar excessiva, melhora os membros inferiores e pelve durante ortostatismo e marcha.
II. Órtese articulada tornozelo-pé permite a dorsiflexão livre interrompendo a flexão plantar durante a marcha.
III. Órtese não articulada tornozelo-pé indicada para permitir o movimento de dorsiflexão livre durante o ortostatismo e a marcha.
IV. Órtese supramaleolar para estabilizar o tornozelo e limitar o movimento da tíbia em crianças que deambulam.
V. Órteses de reação ao solo indicada quando a extensão completa do joelho não pode ser alcançada passivamente.

Estão corretas as afirmativas

(A) I, III e V.
(B) I, II e IV.
(C) II, IV e V.
(D) II, III e IV.


Gabarito

1-A 2- C 3- E 4- E 5- A 6- A 7- B 8- B 9- A 10- D 11- A 12- D 13- B 14- D 15- B 16- C 17 – B 18- E 19- A 20- C 21- D 22- C 23- E 24- A 25- C 26- B 27- A 28- B 29- A 30- C 31- B 32- E 33- E 34- D 35- B 36- D 37- B 38- D 39- A 40- B

Código de ética profissional de fisioterapia e terapia ocupacional

CAPÍTULO I

DAS RESPONSABILIDADES FUNDAMENTAIS

Art. 1º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional prestam assistência ao homem, participando da promoção, tratamento e recuperação de sua saúde

Art. 2º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional zelam pela provisão e manutenção de adequada assistência ao cliente.

Art. 3º. A responsabilidade do fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional, por erro cometido em sua atuação profissional, não é diminuida, mesmo quando cometido o erro na coletividade de uma instituição ou de uma equipe.

Art. 4º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional avaliam sua competência e somente aceitam atribuição ou assumem encargo, quando capazes de desempenho seguro para o cliente.

Art. 5º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional atualizam e aperfeiçoam seus conhecimentos técnicos, científicos e culturais em benefício do cliente e do desenvolvimento de suas profissões.

Art. 6º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional são responsáveis pelo desempenho técnico do pessoal sob sua direção, coordenação, supervisão e orientação.


CAPÍTULO II

DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL

Art. 7º. São deveres do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional nas respectivas áreas de atuação:

I - exercer sua atividade com zelo, probidade e decoro e obedecer aos preceitos da ética profissional, da moral, do civismo e das leis em vigor, preservando a honra, o prestígio e as tradições de suas profissões;

II - respeitar a vida humana desde a concepção até a morte, jamais cooperando em ato em que voluntariamente se atente contra ela, ou que coloque em risco a integridade física ou psíquica do ser humano;

III - prestar assistência ao indivíduo, respeitados a dignidade e os direitos da pessoa humana, independentemente de qualquer consideração relativa à etnia, nacionalidade, credo político, religião, sexo e condições sócio-econômica e cultural e de modo a que a prioridade no atendimento obedeça exclusivamente a razões de urgência;

IV - utilizar todos os conhecimentos técnicos e científicos a seu alcance para prevenir ou minorar o sofrimento do ser humano e evitar o seu extermínio;

V - respeitar o natural pudor e a intimidade do cliente;

VI - respeitar o direito do cliente de decidir sobre sua pessoa e seu bem estar;

VII - informar ao cliente quanto ao diagnóstico e prognóstico fisioterápico e/ou terapêutico ocupacional e objetivos do tratamento, salvo quanto tais informações possam causar-lhe dano;

VIII - manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão de sua atividade profissional e exigir o mesmo comportamento do pessoal sob sua direção;

IX - colocar seus serviços profissionais à disposição da comunidade em caso de guerra, catástrofe, epidemia ou crise social, sem pleitear vantagem pessoal;

X - assumir seu papel na determinação de padrões desejáveis do ensino e do exercício da fisioterapia e/ou terapia ocupacional;

XI - oferecer ou divulgar seus serviços profissionais de forma compatível com a dignidade da profissão e a leal concorrência; e

XII - cumprir e fazer cumprir os preceitos contidos neste Código e levar ao conhencimento do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional o ato atentório a qualquer de seus dispositivos.

Art. 8º. É proibido ao fisioterapeuta e ao terapeuta ocupacional, nas respectivas áreas de atuação:

I - negar assistência, em caso de indubitável urgência;

II - abandonar o cliente em meio a tratamento, sem a garantia de continuidade de assistência, salvo por motivo relevante;

III - concorrer, de qualquer modo para que outrem exerça ilegalmente atividade privativa do fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional;

IV - prescrever medicamento ou praticar ato cirúrgico;

V - recomendar, prescrever e executar tratamento ou nele colaborar, quando:

a) desnecessário;

b) proibido por lei ou pela ética profissional;

c) atentório à moral ou à saúde do cliente; e

d) praticado sem o consentimento do cliente ou de seu representante legal ou responsável, quando se tratar de menor ou incapaz;

VI - promover ou participar de atividade de ensino ou pesquisa que envolva menor ou incapaz, sem observância às disposições legais pertinentes;

VII - promover ou participar de atividade de ensino ou pesquisa em que direito inalienável do homem seja desrespeitado, ou acarrete risco de vida ou dano a sua saúde;

VIII - emprestar, mesmo a título gratuito, seu nome, fora do âmbito profissional para propaganda de medicamento ou outro produto farmacêutico, tratamento, instrumental ou equipamento, ou publicidade de empresa industrial ou comercial com atuação na industrialização ou comercialização dos mesmos;

IX - permitir, mesmo a título gratuito, que seu nome conste do quadro de pessoal de hospital, casa de saúde, ambulatório, consultório clínica, policlínica, escola, curso, empresa balneária hidro-mineral, entidade desportiva ou qualquer outra empresa ou estabelecimento congênere similar ou análogo, sem nele exercer as atividades de fisioterapia e/ou terapia ocupacional pressupostas;

X - receber, de pessoa física ou jurídica, comissão, remuneração, benefício ou vantagem que não corresponde a serviço efetivamente prestado;

XI - exigir, de instituição ou cliente, outras vantagens, além do que lhe é devido em razão de contrato, honorários ou exercício de cargo, função ou emprego;

XII - trabalhar em empresa não registrada no Conselho Regional de Fisioterapia e terapia ocupacional da região;

XIII - trabalhar em entidade, ou com ela colaborar onde não lhe seja assegurada autonomia profissional, ou sejam desrespeitados princípios éticos, ou inexistam condições que garantam adequada assistência ao cliente e proteção a sua intimidade;

XIV - delegar suas atribuições, salvo por motivo relevante;

XV - permitir que trabalho que executou seja assinado por outro profissional, bem como assinar trabalho que não executou, ou do qual não tenha participado;

XVI - angariar ou captar serviço ou cliente, com ou sem a intervenção de terceiro, utilizando recurso incompatível com a dignidade da profissão ou que implique em concorrência desleal;

XVII - receber de colega e/ou de outro profissional, ou a ele pagar, remuneração a qualquer título, em razão de encaminhamento de cliente;

XVIII - anunciar cura ou emprego de terapia infalível ou secreta;

XIX - usar título que não possua;

XX - dar consulta ou prescrever tratamento por meio de correspondência, jornal, revista, rádio, televisão ou telefone;

XXI - divulgar na imprensa leiga declaração, atestado ou carta de agradecimento, ou permitir sua divulgação, em razão de serviço profissional prestado;

XXII - desviar, para clínica particular, cliente que tenha atendimento em razão do exercício de cargo, função ou emprego;

XXIII - desviar, para si ou para outrem, cliente de colega;

XXIV - atender a cliente que saiba estar em tratamento com colega, ressalvadas as seguintes hipóteses:

a) a pedido do colega;

b) em caso de indubitável urgência; e

c) no próprio consultório, quando procurado espontamente pelo cliente;

XXV - recusar seus serviços profissionais a colega que deles necessite, salvo quando motivo relevante justifique o procedimento;

XXVI - divulgar terapia ou descoberta cuja eficácia não seja publicamente reconhecida pelos organismos profissionais competentes;

XXVII - deixar de atender a convite ou intimação de Conselho de Fisioterapia e Terapia Ocupacional para depor em processo ou sindicância ético-profissional;

XXVIII - prescrever tratamento sem examinar diretamente o cliente, exceto em caso de indubitável urgência ou impossibilidade absoluta de realizar o exame; e

XXIX - inserir em anúncio profissional fotografia, nome, iniciais de nomes, endereço ou qualquer outra referência que possibilite a identificação de cliente.

Art. 9º. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional fazem o diagnóstico fisioterápico e/ou terapêutico ocupacional e elaboram o programa de tratamento.

Art. 10. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional reprovam quem infringe postulado ético ou dispositivo legal e representam à chefia imediata e à instituição, quando for o caso, em seguida, se necessário, ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Art. 11. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional protegem o cliente e a instituição em que trabalham contra danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência por parte de qualquer membro da equipe de saúde, advertindo o profissional faltoso e, quando não atendidos, representam à chefia imediata e, se necessário, à da instituição, e em seguida ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, a fim de que sejam tomadas medidas, conforme o caso, para salvaguardar a saúde, o conforto e a intimidade do cliente ou a reputação profissional dos membros da equipe de saúde.

Art. 12. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional comunicam ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional recusa ou demissão de cargo, função ou emprego, motivada pela necessidade de preservar os legítimos interesses de suas profissões.

Art. 13. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, à vista de parecer diagnóstico recebido e após buscar as informações complementares que julgar convenientes, avaliam e decidem quanto à necessidade de submeter o cliente à fisioterapia e/ou terapia ocupacional, mesmo quando o tratamento é solicitado por outro profissional.

Art. 14. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional zelam para que o prontuário do cliente permaneça fora do alcance de estranhos à equipe de saúde da instituição, salvo quando outra conduta seja expressamente recomendada pela direção da instituição.

Art. 15. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional zelam pelo cumprimento das exigências legais pertinentes a substâncias entorpecentes e outras de efeitos análogos, determinantes de dependência física ou psíquica.

Art. 16. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional são pontuais no cumprimento das obrigações pecuniárias inerentes ao exercício das respectivas profissões.


CAPÍTULO III

DO FISIOTERAPEUTA E DO TERAPEUTA OCUPACIONAL PERANTE AS ENTIDADES DAS CLASSES

Art. 17. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, por sua atuação nos órgãos das respectivas classes, participam da determinação de condições justas de trabalho e/ou aprimoramento cultural para todos os colegas.

At. 18. É dever do fisioterapeuta e do terapeuta ocupacional:

I - pertencer, no mínimo, a uma entidade associativa da respectiva classe, de caráter cultural e/ou sindical, da jurisdição onde exerce sua atividade profissional; e

II - apoiar as iniciativas que visam o aprimoramento cultural e a defesa dos legítimos interesses da respectiva classe.


CAPÍTULO IV

DO FISIOTERAPEUTA E DO TERAPEUTA OCUPACIONAL PERANTE OS COLEGAS E DEMAIS MEMBROS DA EQUIPE DE SAÚDE

Art. 19. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional tratam os colegas e outros profissionais com respeito e urbanidade, não prescindindo de igual tratamento e de suas prerrogativas.

Art. 20. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional desempenham com exação sua parte no trabalho em equipe.

Art. 21. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional participam de programas de assistência à comunidade, em âmbito nacional e internacional.

Art. 22. O fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional chamado a uma conferência, com colega e/ou outros profissionais, é respeitoso e cordial para com os participantes, evitando qualquer referência que possa ofender a reputação moral e científica de qualquer deles.

Art. 23. O fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional solicitado para cooperar em diagnóstico ou orientar em tratamento considera o cliente como permanecendo sob os cuidados do solicitante.

Art. 24. O fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional que solicita, para cliente sob sua assistência, os serviços especializados de colega, não indica a este a conduta profissional a observar.

Art. 25. O fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional que recebe cliente confiado por colega, em razão de impedimento eventual deste, reencaminha o cliente ao colega uma vez cessado o impedimento.

Art. 26. É proibido ao fisioterapeuta e ao terapeuta ocupacional:

I - prestar ao cliente assistência que, por sua natureza, incumbe a outro profissional;

II - concorrer, ainda que a título de solidariedade, para que colega pratique crime, contravenção penal ou ato que infrinja postulado ético-profissional;

III - pleitear cargo, função ou emprego ocupado por colega, bem como praticar ato que importe em concorrência desleal ou acarrete dano ao desempenho profissional de colega;

IV - aceitar, sem anuência do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia ocupacional, cargo, função ou emprego vago pela razão prevista no art. 12; e

V - criticar, depreciativamente, colega ou outro membro da equipe de saúde, a entidade onde exerce a profissão, ou outra instituição de assistência à saúde.


CAPÍTULO V

DOS HONORÁRIOS PROFISSIONAIS

Art. 27. o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional têm direito a justa remuneração por seus serviços profissionais.

Art. 28. o fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional, na fixação de seus honorários, consideram como parâmetros básicos:

I - condições sócio-ecômicas da região;

II - condições em que a assistência foi prestada: hora, local, distância, urgência e meio de transporte utilizado;

III - natureza da assistência prestada e tempo despendido; e

IV - complexidade do caso.

Art. 29. O fisioterapeuta e o terapeuta ocupacional podem deixar de pleitear honorários por assistência prestada a:

I - ascendente, descendente, colateral, afim ou pessoa que viva sob dependência econômica;

II - colega ou pessoa que viva sob a dependência econômica deste, ressalvado o recebimento do valor do material porventura despendido na prestação de assistência;

III - pessoa reconhecidamente carente de recursos; e

IV - instituição de finalidade filantrópica, reconhecida como de utilidade pública que, a critério do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, não tenha condição de remunerá-lo adequadamente e cujos dirigentes não percebam remuneração ou outra vantagem, a qualquer título.

Art. 30. É proibido ao fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional prestar assistência profissional gratuita ou a preço ínfimo, ressalvado o disposto no art. 29, e encaminhar a serviço gratuito de instituicão assistencial ou hospitalar, cliente possuidor de recursos para remunerar o tratamento, quando disso tenha conhecimento.

Art. 31. É proibido ao fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional afixar tabela de honorários fora do recinto de seu consultório ou clínica, ou promover sua divulgação de forma incompatível com a dignidade da profissão ou que implique em concorrência desleal.


CAPÍTULO VI

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 32. Ao infrator deste Código são aplicadas as penas disciplinares previstas no art. 17, da lei nº. 6.316, de 17 de dezembro de 1975, observadas as disposições do Código de Transgressões e Penalidades aprovado pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Art. 33. Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Art. 34. Este Código poderá ser alterado pelo Conselho federal de Fisioterapia e Terapia ocupacional, por iniciativa própria, ouvidos os Conselhos Regionais, ou mediante de um Conselho Regional.

Síndrome de Rett


A Síndrome de Rett (SR) é uma desordem do desenvolvimento cerebral caracterizada por deteriorização neuromotora com origem genética. A doença foi descrita primeiramente em 1966, por Andréas Rett, um pediatra austríaco que identificou a condição a partir da observação de 22 meninas que apresentavam uma desordem neurológica progressiva, com atraso do desenvolvimento psicomotor (DPM), ataxia, estereotipias das mãos e convulsões. Entretanto a SR só foi realmente divulgada após a publicação do trabalho de Hagberg e cols. em 1983, com uma revisão de literatura. A primeira publicação realizada no Brasil foi feita por Rosemberg, em 1987, com a descrição de cinco casos.

Até 1997 acreditava-se que a SR era ligada ao cromossomo X dominante e acometia exclusivamente crianças do sexo feminino, sendo letal para o sexo masculino. Porém, no ano seguinte, foi relatado o caso de um menino com dois anos e nove meses de idade, que possuía um fenótipo da SR clássica associada à síndrome de Klinefelter. Hoje, sabe-se que isso se deve ao fato de haver inúmeras mutações no gene da SR, o que possibilita que o sexo masculino desenvolva a doença quando associada a outras encefalopatias graves ou a síndrome de Klinefelter ou ainda, a irmãos de meninas afetadas que nasceram com prejuízos neurológicos graves tendo geralmente morte precoce.

Seu diagnóstico era fundamentado somente em critérios clínicos. A partir de 1999, a identificação da mutação no gene MECP2 (methyl-CpG-binding protein 2) em uma grande proporção de pacientes com diagnóstico clínico de SR confirmou sua base genética. A prevalência da Síndrome de Rett é estimada entre 1:10.000 e 1:15.000.

Hoje se sabe que alguns meninos portadores da SR podem apresentar um quadro encefalopático totalmente diferente do quadro clínico clássico da SR no sexo feminino. Apesar das diferenças, a doença evolui em fases que são divididas em quatro estágios clínicos segundo os critérios de Hagberg e Witt-Engerstrom. A evolução em estágios e o tempo de duração de cada estágio, não têm um padrão regular em todas as crianças. O primeiro estágio denominado estagnação precoce, inicia-se entre seis e dezoito meses e dura alguns meses. Este estágio é caracterizado pela desaceleração do crescimento do perímetro cefálico, estagnação do desenvolvimento, ou seja, atraso ou a não aquisição de novas etapas do desenvolvimento motor, desinteresse por atividades infantis, hipotonia, tremor em mãos e perda de habilidade de comunicação. Entre um e três anos de idade instala-se o segundo estágio denominado rapidamente destrutivo, que pode ter duração de semanas ou meses. Nesta etapa observa-se um comportamento tipo autista, uma clara regressão psicomotora, choro imotivado, irritabilidade, perda de fala adquirida, distúrbios de sono e movimentos de mãos esteriotipados, esta fase também é caracterizada por irregularidade respiratória como apnéia e hiperventilação e surgimento de crises convulsivas.

O estágio subseqüente é chamado pseudo-estacionário e ocorre entre os dois e dez anos de idade e caracteriza-se pela melhora de alguns sinais e sintomas, principalmente no que diz respeito a traços autistas, ou seja, as crianças podem voltar a fazer contatos. Entretanto a habilidade intelectual é severamente afetada. Do ponto de vista motor os distúrbios são evidentes, como a presença de ataxia e apraxia, espasticidade, escoliose e bruxismo. Nesta fase também ocorrem com freqüência perda de fôlego, aerofagia e expulsão forçada de ar e saliva. O quarto estágio chamado deteriorização motora tardia se inicia por volta dos dez anos e é quando ocorre uma lenta progressão dos déficits motores, por episódio de escoliose e desvio cognitivo grave. Neste período nota-se coreo-atetose, distonia e o aparecimento de sinais e sintomas decorrentes de lesão do neurônio motor periférico. A epilepsia nesta fase torna-se menos importante e os pacientes que são capazes de caminhar independentemente apresentarão piora na marcha e na maioria das vezes necessitarão de cadeira de rodas.

Diagnóstico

Para se confirmar o diagnóstico da SR, é necessário se considerar condições como as patologias fixas, com paralisia cerebral e outras encefalopatias fixas; síndrome de Angelman; autismo infantil; e várias doenças metabólicas. Exames mostram reduções significativas no lobo frontal, no núcleo caudado e no mesencéfalo desses pacientes e existem algumas comprovações de que poderia haver uma falha pós-natal no desenvolvimento sináptico.

Fisioterapia na Síndrome de Rett

O trabalho do fisioterapeuta em pacientes com síndrome de Rett é tratar o quadro que vai se estabelecendo no decorrer do desenvolvimento desse distúrbio, dando importância também a sua história natural e as suas características. Por ser uma doença progressiva, as metas objetivadas para esses pacientes, são preparar para uma função, manter as já existentes e aprimorar suas qualidades. Dessa forma, proporcionar os dispositivos auxiliares apropriados para sentar e para ter mobilidade, assim como a supervisão e a intervenção imediata na escoliose - característica comum nessa síndrome - são aspectos essenciais do tratamento. A prevenção é feita, visando retardar as deformidades e manter a função ideal. Esse trabalho pode se tornar difícil muitas vezes, devido à série mutante de anormalidades do neurodesenvolvimento, combinadas com os períodos de mau humor e agitação do paciente.

Os objetivos terapêuticos mediante as alterações comumente encontradas em portadores da SR são: normalizar o tônus muscular espástico; alongar a musculatura encurtada; fortalecer a musculatura debilitada; prevenir deformidades; retardar a progressão da escoliose; estimular funcionalidade das mãos; reeducar ou estimular a marcha; estimular e direcionar as fases do desenvolvimento normal.

A cinesioterapia é um dos métodos fisioterapêuticos utilizados para a redução do tônus muscular espástico e para a manutenção da amplitude de movimento através do alongamento músculo-tendinoso que deve ser feito de forma lenta e diária. A cinesioterapia também é usada para o tratamento da escoliose. A cinesioterapia ativa contribui para fortalecimento da musculatura debilitada. Esses exercícios devem ser realizados de maneira lenta para não desencadear respostas reflexas exacerbadas e indesejáveis. Além disso, deve-se realizar a estabilização das articulações adjacentes à que está sendo trabalhada, impedindo assim, o aparecimento de movimentos associados.

Para evitar o aparecimento das deformidades o fisioterapeuta pode contar com o auxilio das órteses, promovendo o alinhamento dos segmentos. O alongamento da musculatura também contribui para impedir as deformidades. A aplicação de calor e frio durante períodos prolongados e massagens rítmicas profundas aplicando pressão sobre as inserções musculares também ajudam na diminuição da espasticidade.

A hidroterapia também é um procedimento fisioterapêutico que ajuda no tratamento da escoliose através de técnicas de alongamento muscular e realizando exercícios de desequilíbrio dentro da água, que ainda contribuem para a melhora do controle de tronco e fortalecimento de abdominais e paravertebrais. A flutuação auxilia na deambulação, e essa possibilidade de deambular é uma motivação para alguns pacientes. Além disso, a hidroterapia fornece apoio, facilitando o alongamento dos grupos musculares e ajuda a conseguir movimentos do tronco; o aquecimento da água produz efeito relaxante.

A hipoterapia é mais uma técnica que ajuda no tratamento da espasticidade. Esta terapia é realizada montando a cavalo, e ajuda ao paciente a obter além da melhora do tônus muscular o ganho de amplitude de movimentos entre outros benefícios sociais e psicológicos.

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Ano II - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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