Procedimento operacional padrão laser HeNe


1.            DEFINIÇÃO

A laserterapia de baixa intensidade ou laserterapia de baixo nível, é uma denominação genérica que define a aplicação terapêutica de lasers e diodos superluminosos monocromáticos de intensidade relativamente baixa (<500 mW), para o tratamento de afecções e lesões (comumentemente <35 j/cm²), geralmente consideradas demasiadamente baixas, para que efetuem qualquer aquecimento detectável dos tecidos irradiados.
Assim, a laserterapia de baixa intensidade é uma modalidade terapêutica atérmica.

2.            OBJETIVO

            Promover analgesia, antiinflamatório, antiedematoso, normalizador da circulação, efeito estimulante sobre o trofismo tissular, aumenta a produção de colágeno.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

            Estimulação da cicatrização dos ferimentos, em diversos tipos de feridas abertas, redução da supuração, epitelização total ou quase total, alívio da dor.

Contra-Indicação

            Absoluta: sobre retina, processos neoplásicos, processos bacterianos, áreas de hemorragia.
            Relativa: displasias leves, mastopatias fibrocísticas, leucoplasias, tireóide, marcapasso, epilético, período gestacional.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

            Laser HeNe, óculos de proteção, maca ou cadeira para posicionar o paciente confortavelmente.

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Explicar a importância do uso dos óculos de proteção, que o paciente não irá sentir nada durante a aplicação e que o laser HeNe, irá promover a cicatrização de feridas das bordas para o centro da ferida e de baixo para cima da ferida, assim como, irá melhorar o quadro álgico.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável.

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Fisioterapeuta

Pele limpa com soro fisiológico, tricotomia, pele seca (hidratar com óleo de calêndula, após 10 minutos aplicar o laser).
Óculos de proteção lateral (testar a vedação antes, para o paciente e para o terapeuta, se não houver vedação total, isolar os olhos com cartolina preta ou algodão embebido em  água.
A aplicação pode ser feita com várias técnicas: pontual, varredura, varredura pontual; sempre com incidência da caneta à 90º.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

            O laser HeNe irá promover um efeito analgésico.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

            A irradiação representa um risco potencial para os olhos, caso o paciente ou o operador olhe para o feixe na mesma direção do seu eixo longitudinal, em decorrência do alto grau de colimação da luz laser.

10.         REGISTRO

            Registrar na folha de evolução do prontuário do paciente.

Manobras de desobstrução brônquica – vibração associada à compressão torácica


1.            DEFINIÇÃO

Consiste em colocar as mãos no tórax do paciente e vibrar na região afetada, associada à compressão.

2.            OBJETIVO

Promover o deslocamento de secreção, melhorando a função pulmonar.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

Pacientes com acúmulo de secreções traqueobrônquicas ou ineficácia ao tossir.

Contra-Indicação

Osteoporose intensa;
Fratura de costelas;
Sangramentos (pelo dreno, pela incisão cirúrgica);
Dispneia intensa;
Broncoespasmo em paciente asmático.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

Equipamento de proteção individual (máscara, luvas). Mãos do fisioterapeuta.
Respirador mecânico, caso o paciente esteja em ventilação mecânica.
           
5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Explicar ao paciente que a técnica feita deslocará a secreção pulmonar com maior facilidade.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Fisioterapeuta

1. Colocar máscara e luvas de procedimento;
2. Auscultar o pulmão do paciente;
3. Identificar a área pulmonar a ser tratada;
4. A manobra deve ser realizada, se possível, associada à postura de drenagem;
5. A vibração constitui uma pressão intermitente que se executa sobre a área afetada do tórax, durante a expiração através de contrações isométricas repetidas do ombro e membro superior do terapeuta;
6. O paciente pode ser orientado no sentido de fazer uma inspiração profunda, mantê-la por alguns segundos e ao iniciar a expiração a vibração é realizada prosseguindo por todo o tempo expiratório;
7. Quando o paciente não é capaz de colaborar, a manobra deve ser realizada no padrão respiratório do mesmo, ou então, em sincronismo com o ciclo do respirador, quando estiver submetido à ventilação mecânica;
8. A vibração pode ser associada à compressão torácica, que deve ser feita no sentido e direção opostos ao movimento de expansão torácica;
9. A duração da técnica dependerá da necessidade do aumento da clearance mucociliar.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

Informá-lo que pode ocorrer uma sensação de vertigem, se a técnica for associada à drenagem postural.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

Ineficácia;
Fratura de costela.

10.         REGISTRO

Registrar no prontuário do paciente.

Procedimento operacional padrão EPAP


1.            DEFINIÇÃO

            É a aplicação terapêutica de uma resistência na fase expiratória do ciclo respiratório, com propósito de manter uma pressão positiva na via aérea em toda fase expiratória. Trata-se de um sistema de demanda sem auxílio de fluxo adicional.

2.            OBJETIVO

Restaurar a Capacidade Residual Funcional (CRF);
Melhorar e/ou estabilizar a insuficiência respiratória aguda hipoxêmica;
            Melhorar a complacência pulmonar e oxigenação arterial em situações clínicas onde ocorra dificuldade nas trocas gasosas através de incremento da capacidade residual funcional.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

            Indicado em pacientes que tenham habilidade em suportar a variação pressórica imposta por esta terapia;
            Hipoxemia;
            Síndrome da Angústia Respiratória, Adulto e Infantil;
            Prevenção e tratamento de atelectasias;
            Reexpansão pulmonar.

Contra-Indicação

Cardiopatia grave;
Pneumotórax não drenado;
PIC (Pressão intracraniana) aumentada;
Hipovolemia;
Hipotensão arterial;
Insuficiência renal grave.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

Máscaras e luvas descartáveis;
Máscara facial de silicone com fixador cefálico;
Válvula unidirecional;
Um mecanismo de resistência expiratória (Válvula de SPRENG LOADED, ou um frasco milimetrado de dois litros com água);
Uma traquéia para conexão do frasco à máscara.

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

            Explicar o procedimento ao paciente e pedir a colaboração do mesmo
            O paciente deve ser orientado a reconhecer a fadiga respiratória.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

            Responsável: Fisioterapeuta

1- Lavar as mãos e calçar luvas de procedimento;
2- Sentar o paciente em Fowler (45 à 60º);
3- Explicar o procedimento ao paciente;
4- Ajustar a máscara facial ou conectar a válvula unidirecional ao tubo endotraqueal ou traqueóstomo;
5- Durante 2 a 3 min é permitido ao paciente respirar espontaneamente pela máscara facial sem que a mesma esteja adaptada ao registro expiratório;
6- Após a perfeita adaptação do conjunto máscara facial, válvula unidirecional, coloca-se o resistor respiratório e observa-se o padrão respiratório do paciente;
7- A graduação da PEEP deve ser lenta (partindo da PEEP fisiológica 3 cmH2O ) com duração de 3 a 5 min, se tudo correr bem, aumentar o nível da PEEP até a graduação que não traduza um aumento significante no trabalho expiratório;
8- A retirada do nível da PEEP deve ser gradual, reduzindo 3cmH2O a cada 5 minutos. A expiração deve ser ativa e forte.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

Poderá apresentar por curto espaço de tempo, sensação de cansaço.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

Ansiedade;
Temor causado pelo uso do sistema;
Aumento do trabalho muscular;
Cianose;
Náuseas;
Alteração do ritmo cardíaco;
Paciente queixa da sensação de asfixia.

10.         REGISTRO

Registrar na folha de evolução do prontuário do paciente.

Mobilização precoce na ventilação mecânica invasiva


1.            DEFINIÇÃO

Pacientes internados na UTI podem apresentar disfunções respiratórias e musculares, e, ao longo do tempo, desenvolver fraqueza neuromuscular e complicações do imobilismo, o que pode dificultar a retirada da ventilação mecânica.

2.            OBJETIVO

A fisioterapia atua no sentido de manter e/ou restabelecer a funcionalidade do paciente por meio da prevenção de alterações osteomioarticulares e de complicações respiratórias. O novo perfil do doente crítico na UTI requer a aplicação de protocolos de mobilização precoce.

3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

A mobilização precoce deve ser iniciada em menos de 72 horas do início da VM, pois é viável, segura e resulta em benefícios funcionais significantes


Contra-Indicação

Cardiopatas graves, Hipertensão Intracraniana, Pneumotórax não drenado..

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

Fisioterapeuta;
Eletroestimulação;
Cicloergômetro

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Orientar sobre os exercícios a serem realizados como a frequência, a intensidade e o posicionamento.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Fisioterapeuta

Mudança de decúbito e posicionamento funcional;
Mobilização passiva;
Mobilização ativo-assistida;
Mobilização ativa;
Uso estimulação elétrica neuromuscular;
Ortostatismo;
Marcha estática;
Transferência da cama para a poltrona;
Exercícios na poltrona;
Deambulação;
Cicloergômetro durante 20 minutos por dia, de forma contínua ou intermitente, iniciando com movimentos passivos e evoluindo para ativos de acordo com a melhora do paciente.

Este protocolo estabelece cinco níveis de atividade, iniciando com a mobilização passiva para membros superiores (MMSS) e membros inferiores (MMII) (nível 1). A progressão do nível de mobilização está de acordo com o nível de consciência. Quando o paciente apresentar-se consciente é iniciado a mobilização ativa de extremidades (nível 2). Em seguida, caso seja capaz de mover MMSS contra gravidade, é realizada transferência assistida do paciente para sentar na borda da cama e realizar controle de tronco e equilíbrio (nível 3). Neste mesmo nível, se o paciente tiver força muscular em MMSS (MRC > ou = 4) para flexão de cotovelo e flexão anterior do ombro, iniciará aeróbica e/ou contra resistida. Nessa progressão, caso o paciente apresente Medical Research Council - MRC > ou = 4 para MMII, o mesmo deverá ser transferido ativamente para a poltrona (nível 4). Por último, podendo realizar a flexão de quadril e extensão de joelho contra a gravidade, deverá iniciar a deambulação.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

Orientar sobre a necessidade do descanso após cada ciclo de exercícios.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

Dor ou desconforto, associados à fadiga muscular e sensação de cansaço durante e/ou logo após a realização dos exercícios, sendo que esses riscos são minimizados com um período de descanso entre as sessões.

10.         REGISTRO

Na folha de evolução diária no prontuário do paciente.

Ventilação mecânica nos pacientes obesos


1.            DEFINIÇÃO

Pacientes com índice de massa corporal (IMC) ≥ 30kg/m² são considerados obesos. Essa condição cursa com uma série de alterações fisiológicas, como a redução da complacência pulmonar, decorrente do efeito mecânico direto da distribuição de gordura e da posição anormal do diafragma.


2.            OBJETIVO

Adequar a ventilação frente às necessidades especiais dos pacientes com índice de massa corpórea ≥ 30kg/m².


3.            INDICAÇÃO E CONTRA INDICAÇÃO

Indicações

Pacientes com índice de massa corpórea ≥ 30kg/m².


Contra-Indicação

Não aplicável.

4.            MATERIAL NECESSÁRIO

Ventilador mecânico
Fórmulas:homens: 50 + 0,91 x (altura em cm - 152,4); mulheres: 45,5 + 0,91 x (altura em cm - 152,4).

5.            ORIENTAÇÃO AO PACIENTE PRÉ-PROCEDIMENTO

Se possível orientar o paciente, sobre a necessidade de sedação para realização da intubação e posterior ventilação.

6.            FLUXOGRAMA DO PROCESSO

Não aplicável

7.            DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO

Responsável: Médico e Fisioterapeuta

Modalidade: PCV ou VCV;

Usar VC de 6mL/Kg de peso predito;

FiO² sugerida como o valor mínimo para manter a saturação de oxigênio (SatO²) ≥92%;

Frequência respiratória: normoventilação – 12 a 16rpm;

Fluxo: necessário para manter a demanda do paciente - 40 a 60L/minuto (VCV) e livre (PCV);

Utilizar níveis de PEEP ≥ 10 cmH²O;

Limitar Pplatô ≤ 35cmH²O;

Em casos de SDRA moderada e grave, tolera-se subir a Pplatô até um máximo de 40cmH²O, mantendo-se uma pressão de distensão ≤ 15 cmH²O, necessariamente.

8.            ORIENTAÇÃO DO PACIENTE E/OU FAMILIAR PÓS PROCEDIMENTO

Orientar sobre a necessidade da prótese ventilatória para restabelecimento da ventilação espontânea.

9.            PONTOS CRÍTICOS E RISCOS

Realizar a monitorização da mecânica respiratória. A monitorização da pressão intra-abdominal - PIA - deve ser avaliada em casos de aumento dos níveis de PaCO² e/ou aumento das pressões nas vias aéreas, que não possa ser justificado por causas pulmonares.

Adotar a posição de Trendelemburg reverso durante a ventilação. O objetivo é melhorar a PaO², a complacência estática do sistema respiratório (Csr) e o débito cardíaco (DC), além de reduzir a formação de atelectasias.

Evitar a posição supina, em virtude da redução da capacidade residual funcional, do débito cardíaco e pelo aumento do trabalho respiratório. Na possibilidade da realização, sugere-se adotar a posição beach chair (cadeira de praia).

10.         REGISTRO

Na folha de evolução diária no prontuário do paciente.

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Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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