Aplicativo eletrotermoterapia grátis

O aplicativo EletroFisio tem por principal característica informações sobre os principais aparelhos do universo da Eletrotermoterapia.

TENS, 
Ultra-Som, 
Laser, 
FES, 
Interferencial,
Corrente Russa, 
Ondas curtas, 
Infravermelho,
Aussie. 


Contendo informações sobre os parâmetros, indicações e contra-indicações utilizadas no tratamento do paciente de Fisioterapia, provendo sugestões para o melhor uso e aproveitamento desses aparelhos.


Oferecido por - Filipe Augusto Costa Fragoso de Albuquerque - Link


Escala de House Brackmann – graduação paralisia facial

A escala de House-Brackmann ou classificação de House-Brackmann é um escore utilizado para graduar o nível de lesão do nervo em uma paralisia do nervo facial. Essa aferição é determinada com a medição do movimento superior da porção média do topo da sobrancelha e do movimento lateral do ângulo da boca. Cada ponto de referência ganha 1 ponto para cada 0,25 cm de movimento, até um máximo de 1 cm. Os escores são então somados para dar uma pontuação até 8.

Grau
Descrição
Medida
Função %
Função estimada %
I
Normal
8/8
100
100
II
Leve
7/8
76-99
80
III
Moderada
5/8-6/8
51-75
60
IV
Moderadamente grave
3/8-4/8
26-50
40
V
Grave
1/8-2/8
1-25
20
VI
Total
0/8
0
0
 Fonte: Wikipédia internet

Para facilitar o dia-a-dia do fisioterapeuta, já está disponível gratuitamente no Play Store, um app simples e eficaz. É o PARALISIA FACIAL (FNGS 2.0) - Este sistema de classificação do nervo facial é baseado no "Facial Nerve grading System 2.0", uma atualização da escala de House-Brackmann e amplamente utilizado para caracterizar o grau de função do nervo facial na clínica diária e fornecer informações reproduzíveis para padronização de publicações científicas.


Nesta escala, o grau I (pontuação <5) é atribuído à função normal, e o grau VI (pontuação > 23) representa paralisia completa. Os graus intermediários variam de acordo com a função em repouso e com esforço.

Esta aplicação foi projetada para ser simples e funcional. A pontuação é calculada dinamicamente, clicando diretamente nas opções apresentadas.

Oferecido por JorgePierre - Link 


Respiração ou ritmo de Cheynes-Stokes

Caracteriza-se pela alternância de períodos de apneia, seguidos por hiperpneia crescente e decrescente, até a instalação de nova apneia, e, assim, sucessivamente. O período de apneia pode durar de 3 a 30 segundos, e os ciclos repetem-se a cada 40 segundos a 3 minutos.

Esse ritmo respiratório ocorre mais comumente em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva grave, podendo também estar presente em vigência de lesões do sistema nervoso central e hipertensão intracraniana. Nos casos de insuficiência cardíaca, sua gênese é explicada pelo aumento do retardo circulatório dos pulmões para o cérebro. Nessa situação, ocorre uma dissociação entre os valores de pH e PaCO2 no nível pulmonar e no nível dos quimiorreceptores centrais, levando ao surgimento da respiração periódica.



Lúpus eritematoso sistêmico e fisioterapia

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica, multissistêmica, de etiologia desconhecida e de natureza auto-imune. (SATO, et al., 2002; VELÁZQUEZ, 2005).

Segundo Marck (2008), uma pessoa que tem o LES desenvolve auto-anticorpos, ou seja, anticorpos que reagem contra as suas células normais, podendo consequentemente afetar a pele, as articulações, rins e outros órgãos, sendo por isso considerada uma doença auto-imune, já que o organismo desenvolve uma resposta imunológica contra componentes próprios aparentemente saudáveis.

Apresenta períodos de remissões agudas e crônicas, podem apresentar distúrbios na imunidade humoral e celular. Fatores genéticos, ambientais e hormonais podem desempenhar algum desequilíbrio do sistema imune, com a produção de auto-anticorpos, alguns dos quais comprovadamente participam da lesão tecidual (SATO, et al., 2002; AYACHE e COSTA, 2005; VELÁZQUEZ, 2005).

Incidência

Cerca de 90% dos indivíduos com lúpus são mulheres na idade reprodutiva, iniciando-se mais comumente entre 15 e 40 anos, numa proporção de nove a dez mulheres para um homem com idades entre 15 e 40 anos, mas as crianças, sobretudo as meninas, homens e mulheres idosos também podem ser afetados (SATO, et al., 2002; VELÁZQUEZ, 2005).

No Brasil, o único dado de incidência de LES é na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, onde indicava uma estimativa de 8,7 casos novos por 100.000 habitantes, no ano de 2000 (VILAR, RODRIGUES e SATO, 2003).

Etiologia

O LES é uma doença complexa, e sua causa é desconhecida, provavelmente tem como causa uma combinação de genética, ambiente, e possivelmente fatores hormonais (SKARE, 2007; POLESE, 2009).

Características Clínicas

O acometimento de diversos órgãos e/ou sistemas pode ocorrer de forma simultânea ou sequencial. A frequência dos diversos acometimentos varia conforme a composição étnica e o tempo de evolução da doença (POLESE, 2009).

Segundo Polese, (2009), cada pessoa com LES tem sintomas levemente diferentes, que podem variar desde leves a severos, e podem aparecer e desaparecer com o tempo. Porém, alguns dos sintomas mais comuns de lúpus incluem artrite, febre sem explicação, e fadiga extrema.

Podem aparecer feridas na face, orelhas, braços, ombros, peito e mãos. Uma vez que muitas pessoas com lúpus são sensíveis à luz solar, as feridas na pele geralmente aparecem primeiramente ou pioram depois da exposição ao sol. Algumas pessoas também apresentam dor de cabeça, tontura, depressão. Alguns sistemas do corpo também podem ser afetados pelo LES, como: sistema renal, sistema respiratório, sistema nervoso central, e sistema cardiovascular (COUTO, et al., 2008; POLESE, 2009).

Diagnóstico

O diagnóstico do LES pode ser difícil, pode levar meses, ou até anos, para que os médicos reúnam os sintomas para diagnosticar essa doença complexa com precisão. O diagnóstico é baseado em exames clínicos e de  laboratório. Entre os critérios clínicos, o Ministério da Saúde (MS) relaciona a fotossensibilidade, úlceras orais, artrite, nefrite, alterações neurológicas. Entre os critérios laboratoriais, o MS aponta alterações hematológicas, imunológicas e anticorpo antinuclear (SATO, et. al, 2002; POLESE, 2009).

Existem onze critérios diagnósticos para o LES, e para confirmação deste é necessário que o paciente apresente pelo menos quatro dessas características (SATO, et. al, 2002; POLESE, 2009).

- Eritema malar: eritema fixo, plano ou elevado, sobre as eminências malares, tendendo a poupar sulco nasolabial.

- Lesão discóide: placas elevadas, eritematosas, com descamação ceratótica e crostículas; cicatrizes atróficas podem aparecer em lesões antigas.

- Fotossensibilidade: eritema cutâneo, às vezes maculopapular, como resultado de uma exposição solar.

- Úlceras orais: ulceração oral ou nasofaringeana, indolor, observada pelo médico. Artrite: artrite não erosiva, envolvendo duas ou mais articulações periféricas.

- Serosite: pleurite ou pericardite documentada por exames radiológicos.

- Alteração Renal (Nefrite): proteinúria maior que 0,5g/24 h, presente em 3 amostras, e/ou alterações no sedimento urinário (hematúria, cilindros granulosos).

- Distúrbio neurológico: convulsões e psicose (descartando distúrbios metabólicos, infecção ou uso de medicações).

- Alterações hematológicas: anemia hemolítica, auto-imune, com reticulocitose, ou Leucopenia: GB < 4.000 cel/mm3, em 2 ou mais ocasiões, ou linfopenia: linfócitos < 1.500 cel/mm3, em 2 ou mais ocasiões ou trombocitopenia: plaquetas < 100.000 cel/mm3, na ausência de drogas desencadeadoras.
- Alterações imunológicas: presença de anticorpos, como anticardiolipina, ou de anticorpos contra DNA nativo, ou de anticorpos contra antígeno nuclear Sm, ou teste para Lues falsamente positivo, confirmado com teste de fluorescência, com anticorpo contra o Treponema pallidum (FTAbs), negativo.

- Fator antinuclear (FAN): títulos anormais de anticorpo antinuclear, por imunofluorescência ou teste equivalente, na ausência de utilização de drogas indutoras de LES (SATO, et. al, 2002; POLESE, 2009). A fisioterapia é utilizada para prevenir surtos ou tratá-los quando ocorrem e também reduzir os danos aos órgãos e outros tecidos.

Tratamento

O tratamento do LES deve ser de forma global, tendo como medidas gerais a educação do paciente e da família quanto a gravidade da doença, os recursos para o seu tratamento, a importância da atividade física. A necessidade de apoio psicológico, obter uma dieta balanceada, evitar fotoproteção e o tabagismo também são medidas que devem ser tomadas (POLESE, 2009).

Tratamento fisioterapêutico

Um dos motivos mais importantes do tratamento fisioterapêutico é manter habilidade para as atividades funcionais, o que depende da capacidade física do indivíduo, sujeita a muitas variáveis, como, alterações na função cardiorrespiratória, força muscular e flexibilidade (SKARE, 2007; POLESE, 2009).

Para grande maioria das pessoas, um tratamento efetivo pode minimizar os sintomas, reduzir as inflamações e manter as funções do corpo íntegras. Medidas preventivas podem reduzir os riscos de uma crise. A focalização do tratamento é baseada em necessidades e sintomas específicos de cada pessoa. Pelo fato das características e do curso do Lúpus variar significativamente de pessoa para pessoa, é importante enfatizar que uma avaliação médica constante é essencial para assegurar um diagnóstico e tratamento adequados (NOGUEIRA, et.al, 2009).

Como o lúpus não é incapacitante, salvo raras exceções, a fisioterapia em seu tratamento visa prevenir problemas e restaurar o equilíbrio osteomuscular. O paciente deve sempre fazer exercícios, para prevenir que a musculatura fique hipotrofiada. Devem-se trabalhar todas as articulações do corpo, e estar sempre atento ao quadro clínico do paciente, pois medidas fisioterápicas que podem aliviar algum dos problemas decorrentes podem vir a ser uma contra indicação de algum outro quadro clínico (NOGUEIRA, et. al, 2009).

Os programas de exercícios para o LES devem enfatizar a força e a resistência, com exercícios aeróbicos de baixo impacto. Os programas devem incluir fortalecimentos isotônicos e isométricos da musculatura adjacente as grandes articulações e manutenção da amplitude de movimento, mas se a necrose avascular estiver presente, apenas os exercícios isométricos são indicados (SKARE, 2007; POLESE, 2009).

A diminuição da capacidade aeróbica é comum nos pacientes com LES e é provável que sua causa seja o descondicionamento dos músculos periféricos. O descondicionamento físico e a fadiga rápida em pacientes com LES pode ser resultado da difusão danificada do oxigênio nos músculos  periféricos inflamados nos pacientes com a doença ativa (SKARE, 2007; POLESE, 2009).

Embora o prognóstico de pacientes com LES tenha melhorado muito nas últimas décadas, muitos pacientes continuam não respondendo à terapêutica atualmente utilizada (NOGUEIRA, et al., 2009).

Geralmente pacientes submetidos a tratamento fisioterapêutico junto com o tratamento medicamentoso e apoio psicológico, apresentam um quadro mais estável da doença (SKARE, 2007; NOGUEIRA, et al., 2009; POLESE, 2009).

Sugestão de protocolo fisioterapêutico baseado em cinesioterapia e hidrocinesioterapia.

Cinesioterapia

Fortalecimento de flexores de ombro com bastão sem carga (2x10);
Fortalecimento dos membros superiores por meio das diagonais do método Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva com faixa elástica verde (2x10);
Fortalecimento de bíceps braquial com halter de 1kg (2x10);
Fortalecimento de músculos rotadores internos e externos de ombro com faixa elástica rosa (3x10);
Fortalecimento dos músculos dorsiflexores e platiflexores de tornozelo com faixa elástica verde (2x10);
Fortalecimento de músculos adutores de coxa com bola (2x10);
Fortalecimento dos flexores e extensores de joelho com caneleira 1kg (2x10);
Fortalecimento de punhos com halter 500g (2x10);
Fortalecimento de dedos com digiflex amarelo e fortalecedor de dedos (1x10);
Mobilizações articulares passivas de tornozelos, punhos, metacarpos, metatarsos e falanges;
Exercícios de equilíbrio, propriocepção e transferência de peso no balance pad e cama elástica;
Pompagens das regiões cervical, escapular, peitoral e sacral;
Alongamentos ativos globais no final da sessão dos principais grupos musculares dos membros superiores e inferiores e de tronco (15 segundos cada grupo muscular);

Hidrocinesioterapia 

Marcha estacionária (3 minutos);
Fortalecimento de músculos flexores, extensores, adutores e abdutores de quadril, flexores e extensores de joelhos, flexores, extensores, adutores e abdutores de ombro com flutuadores (2x10);
Mini agachamentos, progredindo para mini agachamentos associado a fortalecimento de músculos adutores de coxa com uma bola de voleibol entre as coxas (2x10);
Bicicleta estacionária em decúbito dorsal com flutuadores na região escapular (5 minutos);
Saltos alternados (2x10);
Exercício de “sky cross-country” (2 minutos), que são movimentos de flexão e extensão dos membros superiores e inferiores contralaterais, alternadamente;
Caminhada em torno da piscina de frente e de costas (2 voltas ao redor da piscina);
Alongamentos finais dos principais grupos musculares dos membros superiores e inferiores e de tronco, de modo ativo assistido (15 segundos cada grupo muscular).



Fonte: Atuação fisioterapêutica no tratamento de lúpus eritematoso sistêmico - FERREIRA, Natalie Cardoso de Almeida e ZUTTIN, Roberta silva - internet


Reabilitação pós operatório menisco



Sugestão de protocolo fisioterapêutico em pacientes submetidos à meniscectomia parcial por artroscopia

1e 2 semanas

Inicialmente realiza-se a avaliação do paciente, onde são colhidos os seus dados pessoais, o diagnóstico e o mecanismo pelo qual ocorreu a lesão, a perimetria e a goniometria do membro inferior acometido.

A – Mobilização Articular: é realizada de  forma gradual e progressiva, respeitando a individualidade de cada paciente. Nesta fase inicial do tratamento é enfatizado o ganho de mobilidade articular do joelho em movimentos de flexão e extensão. Durante os exercícios, o paciente deverá realizar o máximo de repetições possíveis para uma recuperação melhor e mais rápida da mobilidade articular.

I) Paciente em decúbito dorsal executando movimentos ativo-assistidos e ativos de flexão e extensão do joelho operado até o limite permitido pelo paciente.

2) Paciente em decúbito dorsal, com o quadril fletido a 90 graus, pés apoiados na parede, com o auxílio do membro inferior não operado servindo como apoio ao membro operado, faz-se o deslizamento do pé executando a flexão e extensão do joelho.

3) Paciente sentado com uma toalha em baixo do pé do membro inferior operado, pede-se ao paciente que deslizasse a toalha no chão realizando movimentos de flexão e extensão do joelho.

4) Paciente sentado em uma maca, com as pernas suspensas, este cruza uma perna sobre a outra, a perna não operada deverá estar primeiramente em baixo da perna operada, fazendo a extensão do joelho. Depois troca-se a posição das pernas e a perna não operada força a flexão do joelho da perna operada.

B) Straight Leg Raised (SLR) ou fortalecimento dos quadrantes do quadril.

1) Paciente em pé, apoiado sobre a perna não operada. Executa-se primeiramente a flexão do quadril, depois a extensão, seguindo-se da abdução e adução do quadril. Cada um desses movimentos deverá ser realizado em 3 séries de 10 repetições.

C) Transferência de peso com o paciente em pé entre as barras paralelas.

Esses exercícios para transferência de peso são realizados no 2° e 3° dias.

1) Paciente em pé com as pernas afastadas, executando transferências de peso látero-Iaterais sobre a perna operada, mantendo o peso sobre ela por 5 segundos durante 2 minutos.

2) Paciente em pé, com a perna operada à frente da outra perna e um pouco afastada desta. O paciente executa movimentos ântero-posteriores sustentando o peso sobre a perna operada por 5 segundos durante I minuto. Depois troca-se a posição das pernas colocando-se a perna operada para trás e realizando o mesmo movimento também por 5 segundos durante I minuto.

D) Isometria de Quadríceps e Adutores.

1) Paciente sentado, com as costas apoiadas na parede. Coloca-se um travesseiro embaixo das duas coxas e uma bola entre elas. Pede-se ao paciente que aperte o travesseiro contra o colchonete enquanto aperta a bola entre as coxas. O paciente realiza 6 a 8 séries, mantendo 10 segundos cada contração.

E) A partir do 4° dia inicia-se a sessão com o paciente fazendo 10 minutos de bicicleta ergométrica, mas não realizando o ciclo completo ao pedalar. A partir do 10°dia inicia-se o ciclo completo, onde o paciente começa pedalando 5 minutos para frente e após 5 minutos para trás, sendo que neste último trabalha melhor a extensão do joelho.

F) Inicia-se os alongamentos a partir do 5° dia.

1) Alongamento da musculatura Flexora do Quadril e do Músculo Quadríceps.

Paciente em pé, onde apoia as duas mãos no encosto de uma cadeira que está à sua frente, desloca a perna não operada para a frente, flexionando o joelho até que este esteja na mesma altura do tornozelo desta mesma perna. A seguir apoia a perna operada no encosto de outra cadeira, promovendo assim o alongamento da musculatura flexora do quadril e do músculo quadríceps. O paciente executa 4 séries permanecendo 20 segundos na posição de alongamento, relaxando a cada série.

2) Alongamento da musculatura Ísquio-tibial.

Paciente deitado com as pernas apoiadas e esticadas na parede. Coloca-se um lençol na região da planta do pé da perna operada forçando um movimento de dorsiflexão do tornozelo. O paciente executa 4 séries, permanecendo 20 segundos na posição de alongamento.

3) Alongamento da musculatura Plantiflexora do Pé (panturrilha).

Paciente em pé com as mãos apoiadas na parede e os cotovelos esticados. Dobra uma das pernas e leva o pé a frente apoiado no chão, enquanto a outra perna fica reta e atrás. Leva os quadris lentamente a frente, o pé da perna esticada totalmente apoiado, os artelhos apontados para frente, ou no máximo ligeiramente voltados para dentro. O paciente executa 4 séries, permanecendo 20 segundos na posição de alongamento.

4) Alongamento da musculatura Adutora do Quadril.

Paciente deitado com as pernas apoiadas na parede, encostando os calcanhares. Afasta-se as pernas esticadas na parede até sentir um suave alongamento na parte interna da coxa. O paciente executa 4 séries, permanecendo 20 segundos na posição de alongamento.

5) Alongamento da musculatura Abdutora do Quadril.

Paciente sentado com as costas apoiadas na parede dobra o joelho da perna operada em um ângulo de 90 graus por cima da perna não operada que permanecerá esticada. Com o braço do lado oposto à perna dobrada, puxa-a contra o seu corpo, sentindo o alongamento na região lateral externa da coxa. O paciente executa 4 séries, permanecendo 20 segundos na posição de alongamento.

G) Ao final de cada sessão é realizada a Crioterapia com o objetivo de diminuir o edema na região do joelho.

Posiciona-se o paciente em decúbito dorsal, a perna operada é elevada e apoiada sobre alguns travesseiros. São associados movimentos de planti e dorsiflexão de tornozelo colocando-se compressas de gelo por 20 minutos sobre o joelho operado.

3 e 4 semanas

A) Cada sessão é iniciada com o paciente realizando 10minutos de bicicleta ergométrica executando o ciclo completo, pedalando 5 minutos para frente e 5 minutos para trás.

B) Neste período do tratamento, é dada continuidade a alguns exercícios de mobilização para amplitude de movimento, objetivando a manutenção da amplitude que foi ganha e que neste momento já deve ser total.

C) São realizados também os alongamentos descritos anteriormente na 1e 2 semanas com o mesmo número de repetições.

D) Straight Leg Raised (SLR), agora com o paciente deitado executando os movimentos do quadril, enfatizando o ganho de resistência da musculatura trabalhada.

Os movimentos são realizados sem peso e com maior número de repetições, visando o ganho de resistência da musculatura debilitada.

1) Musculatura Flexora do Quadril: paciente em decúbito dorsal, a perna não operada fletida e com o pé apoiado no colchonete. O paciente executa a flexão do quadril da perna operada com o joelho estendido, sendo que a perna não deve ultrapassar durante o movimento, a altura da perna que estará apoiada. O paciente realiza 3 séries de 40 repetições.

2) Musculatura Adutora do Quadril: paciente em decúbito lateral, sobre a perna operada, a perna não operada permanece fletida e apoiada no colchonete por trás da outra. Com a perna que está por baixo, executa a adução do quadril. O paciente realiza 3 séries de 40 repetições.

3) Musculatura Abdutora do Quadril: paciente em decúbito lateral, sobre a perna não operada, que está fletida. Com a perna operada realiza movimentos de abdução do quadril com o joelho estendido e perna sendo elevada até a altura do quadril. O paciente realiza 3 séries de 40 repetições.

4) Musculatura Extensora do Quadril: paciente em decúbito ventral, com os antebraços apoiados no colchonete e a cabeça relaxada sobre eles. Os joelhos também deverão estar apoiados em um ângulo de 90 graus com o quadril. Realiza a extensão do quadril com o joelho estendido sendo, que ao retomar do movimento, a perna operada não deverá aproximar-se muito do colchonete. O paciente realiza 3 séries de 40 repetições.

E) Neste período é iniciado o trabalho de propriocepção estática, utilizando como recursos um balancim e uma cama elástica pequena. Inicialmente os exercícios são executados com o apoio dos dois pés (bipodal) e posteriormente com o apoio apenas da perna operada (unipodal).

1) O paciente em cima do balancim, realiza movimentos de planti e  dorsiflexão do tornozelo. Depois se associa aos movimentos acima movimentos do joelho. Durante a planti-flexão faz flexão do joelho e ao realizar a dorsi-flexão faz a extensão do joelho. O paciente realiza esses exercícios durante 5 minutos.

2) Muda-se o balancim de posição. Então o paciente transferi o peso do corpo de um lado para o outro, sendo que a perna que está recebendo o peso do corpo estará com o joelho estendido enquanto a outra perna estará com o joelho fletido e assim sucessivamente. O paciente realiza esse exercício durante 3 minutos.

3) Paciente em cima da cama elástica, inicialmente transfere o peso corporal para frente e para trás sucessivamente, com a perna operada na frente da perna não operada e afastadas entre si. Posteriormente inverte a posição das pernas. Depois posiciona as pernas urna ao lado da outra e um pouco afastadas e realiza movimentos látero-Iaterais transferindo agora o peso para os lados.

Posteriormente, no início da 4a semana, associa-se o movimento de flexão do joelho com as transferências de peso ântero-posteriores e látero-Iaterais. O paciente realiza esses exercícios durante 5 minutos.

5 e 6 semanas

A) Bicicleta ergométrica para aquecimento (10 minutos).

B) Alongamentos citados anteriormente na 1e 2semanas.

C) Nesta fase é iniciado o trabalho de fortalecimento muscular. O paciente é orientado a utilizar as mesmas posições dos exercícios para o quadril com objetivo de fortalecer a musculatura flexora, extensora, adutora e abdutora do quadril. Para isso utilizaremos como recurso uma caneleira com peso de 1Kg, que será colocada na altura do tornozelo da perna operada. A partir da 6 semana, após o paciente ter se adaptado a este peso, passaremos a utilizar uma caneleira de 2Kg.

1) Fortalecimento da Musculatura Extensora do Joelho: paciente sentado em uma cadeira. Coloca-se uma caneleira de 1Kg no tornozelo da perna operada, executando movimentos de flexo-extensão do joelho. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

2) Fortalecimento da Musculatura Flexora do Joelho: paciente em pé, de frente para uma parede, sendo que esta servirá de apoio para a perna operada. O paciente encosta a região anterior da coxa da perna operada na parede e com esta perna realiza a flexo-extensão do joelho com uma caneleira de 1 kg na altura do tornozelo. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições deste movimento.

D) Também são realizados exercícios de agachamento com o objetivo de fortalecer a musculatura extensora do joelho. Durante a quinta semana o agachamento é realizado com os dois pés do paciente apoiados no chão (bipodal), a partir da sexta semana o agachamento passa a ser com o apoio somente da perna operada (unipodal).

1) Paciente em pé encostado na parede, com as pernas uma ao lado da outra e afastadas entre si. Realiza exercícios de agachamento com apoio bipodal, sempre permanecendo com os pés inteiramente apoiados no chão. Depois permanecendo na mesma posição, alterando apenas o apoio que passou a ser unipodal, realiza exercícios de agachamento. O paciente executa 3 séries de 10 repetições, tanto em apoio bipodal quanto em apoio unipodal.

E) Propriocepção: o paciente realiza os mesmos exercícios com o balancim e a cama elástica, citados na terceira e quarta semanas, que também são executados com apoio apenas da perna operada (unipodal).

1) Realizam-se também exercícios mais dinâmicos de propriocepção: paciente em cima da cama elástica saltitou de um lado para o outro, depois para frente e para trás, pulando e girando em 360 graus e pulando somente com a perna operada.

Durante esses exercícios o terapeuta utiliza uma bola (com o tamanho de uma bola de vôlei) e a arremessava ao paciente, que de acordo com os comandos do fisioterapeuta, ora chuta, ora arremessa a bola com as mãos de volta ao fisioterapeuta. O paciente realiza estes exercícios durante 10 minutos.

2) Realizam-se também exercícios de propriocepção com a utilização de colchonetes.Utiliza-se um número variado de colchonetes em cada sessão (2 a 6 colchonetes dispostos aleatoriamente). Essa quantidade variada de colchonetes que são utilizados possui uma importância relevante pois estabelece diferentes graus de dificuldade, exigindo do paciente maior equilíbrio e coordenação, pretendendo proporcionar um trabalho eficaz de propriocepção ao membro deficitário. Dispondo a quantidade e posição dos colchonetes de acordo com a escolha do fisioterapeuta, o paciente inicia os exercícios andando com os pés em inversão e eversão, com a ponta dos pés e com o apoio somente no calcanhar. Continua andando com um pé à frente do outro, andando de lado sem cruzar as pernas e após cruzando. Também realiza corridas de lado e cruzando as pernas, anda de costas, de frente realizando flexão do quadril e do joelho com uma perna e depois com a outra. O paciente realiza esses exercícios durante 10 a 15 minutos.

7 e 8 semanas

A) Bicicleta ergométrica (frente e trás) durante 10 minutos.

B) Alongamentos (descritos anteriormente).

C) Fortalecimento Muscular com Theraband azul durante a sétima semana e durante a oitava semana com theraband preto. Nesta fase não utiliza-se mais as caneleiras de 1Kg e 2Kg.

1) Fortalecimento da Musculatura Flexora do Quadril: paciente em pé apoiando-se em uma barra, com uma perna ao lado da outra e um pouco afastadas entre si. O elástico é amarrado com uma de suas extremidades na barra enquanto a outra extremidade é presa ao tornozelo do paciente. O paciente realiza movimentos de flexão do quadril sem fletir o joelho. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

2) Fortalecimento da Musculatura Extensora do Quadril: paciente em pé, com as pernas um pouco afastadas, o elástico preso ao tornozelo, o paciente realiza movimentos de extensão do quadril, sem fletir o joelho. O paciente executa 4 séries de 10 repetições.

3) Fortalecimento da Musculatura Abdutora do Quadril: paciente em pé, com as pernas um pouco afastadas, o elástico preso ao tornozelo. Realiza movimentos de abdução do quadril, deixando o joelho estendido. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

4) Fortalecimento da Musculatura Adutora do Quadril: paciente em pé, com as pernas um pouco afastadas, o elástico preso ao tornozelo. Realiza movimentos de adução do quadril, sem fletir o joelho. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

5) Fortalecimento da Musculatura Extensora do Joelho: paciente sentado em uma cadeira, com as pernas uma ao lado da outra, com o elástico preso ao seu tornozelo. Realiza movimentos de flexo-extensão do joelho. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

6) Fortalecimento da Musculatura Flexora do Joelho: paciente em pé, com as pernas uma ao lado da outra, uma das extremidades do elástico presa na barra e a outra presa na coxa do paciente. O paciente realiza aproximadamente 10 graus de movimento de flexo-extensão de quadril ejoelho sem tirar o pé do chão. O paciente realiza 4 séries de 10 repetições.

D) Propriocepção: são realizados os exercícios de propriocepção da quinta e sexta semanas citados anteriormente (com o balancim, cama elástica e colchonetes). O paciente realiza esses exercícios durante aproximadamente 20 minutos.


Autora: Eliane Regina Cordova - internet


Como fazer download no 4shared

Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger .

TOPO