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Pós graduação em fisioterapia hospitalar com bolsa de estudos

Hospital e Maternidade São Cristóvão

Público Alvo:
Graduados em Fisioterapia


06 VAGAS

Áreas de Atuação:

Unidades Críticas – CTI
Ventilação Mecânica Invasiva e Não-invasiva; Pós-operatório em cirurgia cardíaca; Neurocirurgia; Assistência ao paciente crítico adulto.

Unidades Semi-Críticas – Unidade de Apoio Respiratório
Assistência a pacientes crônicos e de alta dependência; manuseio de traqueostomia e adaptação de válvula de fala; síndrome do imobilismo e suas complicações

Fisioterapia em Clínica Médica e Cirúrgica
Ortopedia, Neurologia, Pneumologia, Cardiologia, Geriatria, Infectologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia Torácica, Neurocirurgia e outros.

Fisioterapia em Pediatria e Neonatologia
Assistência junto ao Pronto-socorro de Pediatria e à Unidade neonatal de cuidados intensivos

 Desenvolvimento de Projetos de Pesquisa Científica

Pré-Requisitos:

Cópia do Diploma ou certificado de conclusão de curso em Fisioterapia devidamente reconhecido pelo MEC;
Cópia da inscrição no CREFITO (no momento da matrícula para os alunos selecionados)

Carga Horária Aproximada:

1260 horas (teórico-prático)
Segunda a sexta-feira – Das 8 às 12h* ou das 14 às 18h*
Início: 19 de janeiro de 2015 (duração de um ano)
*As aulas teóricas acontecerão em sua maioria no período da manhã. Eventualmente ocorrerão aulas no período da tarde e aos sábados. A escolha do período respeitará a ordem de classificação no processo seletivo, com prioridade de escolha para os primeiros colocados.


Investimento:

Os seis candidatos selecionados receberão bolsa de estudos de 100% provenientes da Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão*.

* Para a obtenção ou manutenção da bolsa de estudos de 100% será exigido que o aluno não possua qualquer vínculo empregatício com a Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão.

Processo Seletivo:

Inscrições:

Até 13 de novembro de 2014

Enviar comprovante de depósito bancário e ficha de inscrição preenchida para o Fax: 11 2029-7617 ou e-mail iep@saocristovao.com.br - Ficha de Inscrição disponível no site do hospital.

Taxa de Inscrição: R$ 50,00
Dados bancários para inscrições:
Associação de Beneficência e Filantropia São Cristóvão - IEP
Banco Santander
Agência nº 3371
Conta Corrente nº 13002567-0

Prova escrita:

17 de novembro de 2014 – 1ª opção de horário: 10h; 2ª opção de horário: 14h (obs: no momento da inscrição o candidato deverá manifestar o horário de sua preferência)

Local: IEP - Instituto de Ensino e Pesquisa 'Maria Patrocínia Pereira Ventura'  Térreo do Hospital - OBRIGATÓRIO APRESENTAR CURRICULUM VITAE ATUALIZADO NO DIA DA PROVA

Entrevista:

18 de novembro de 2014 - Somente para os candidatos aprovados na prova escrita, convocados pela coordenação do curso

Resultado final:

21 de novembro de 2014 – Pelo site www.saocristovao.com.br – a partir das 10h, pelo número de inscrição.

Matrículas:

24 a 27 de novembro de 2014 (IEP/CEMOB – das 9 às 17 h)
Documentos originais necessários para matrícula:
RG, CPF, título eleitoral, comprovante de endereço, certificado da graduação, inscrição no CREFITO e uma foto 3x4.
Início das aulas: 19 de janeiro de 2015

Coordenação do curso:

Prof. Dr. Giulliano Gardenghi – Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Organização:
IEP - Instituto de Ensino e Pesquisa 'Maria Patrocínia Pereira Ventura'
Serviço de Fisioterapia – Hospital e Maternidade São Cristóvão

Prof. Giulliano Gardenghi, Ph.D
Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Conteúdo da Prova:

Referências bibliográficas para a prova de Fisioterapia:

1) III Consenso Brasileiro de Ventilação Mecânica
2) Cardiologia do Exercício - Do Atleta ao Cardiopata - Carlos Eduardo Negrão e Antônio Carlos Pereira Barreto
3) Fisioterapia Respiratória no Paciente Crítico. 2ª edição revisada e ampliada - George Jerre V. Sarmiento
4) Manual de Fisioterapia na Reabilitação Cardiovascular - Iracema K. Umeda
5) Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao Condicionamento e ao Desempenho - 5ª edição - Scott K. Powers, Edward T. Howley


Professores convidados para ministrar aulas em 2015

Prof. Dr. Edgar Toschi Dias (Instituto do Coração – HC/FMUSP)
Prof. Dr. Wladimir Musetti Medeiros (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Prof. Dr. Mateus Camaroti Laterza (Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF)
Prof. Dr. Alexandre Galvão da Silva (Universidade Santa Cecília – UNISANTA)
Profa Dra Débora Dias Ferraretto Moura Rocco (Universidade Santa Cecília – UNISANTA)
Profa. Dra. Cristiane Moran (Universidade Nove de Julho – UNINOVE)
Profa. Dra. Evelim Dantas (Universidade Nove de Julho – UNINOVE)
Profa Drda. Fernanda Dultra Dias (Hospital Sírio Libanês e Universidade Nove de Julho – UNINOVE)
Profa Ms. Viviani Lara (Universidade de Santo Amaro - UNISA e Hospital Geral do Grajaú)
Profa. Ms. Isis Begot (Hospital do Coração e Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Prof. Ms. Laion Rodrigo Gonzaga (Hospital do Coração e Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Profa. Ms. Patrícia Forestieri (Hospital São Camilo e Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Profa. Ms. Thatiana Peixoto (Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP)
Profa Especialista Luciana Alexandre (Hospital Sírio Libanês)
Profa Especialista Juliana Padovezi Miguel (Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo)
Profa Especialista Viviane Stella (Hospital Samaritano)
Profa Especialista Thaís Miranda Lima (Hospital Infantil Sabará e Hospital Vila Alpina)
Profa Especialista Tatiana Miotto Bertolini (Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário)
Profa Especialista Rosimeire Marques Felisberto (Hospital Sírio Libanês)

Observação: Há 96,5% dos ex-alunos empregados em hospitais



Hospital e Maternidade São Cristóvão
IEP - Instituto de Ensino e Pesquisa 'Maria Patrocínia Pereira Ventura'
CEMOB - Centro de Estudos e Pesquisas 'Dr.Moacyr Boscardin'

Rua Américo Ventura, 123 – Mooca – São Paulo
Fone: (11)2029-7617

Organização de propostas terapêuticas utilizando reações posturais

Após a apresentação das reações posturais é importante sugerir como se organiza sua utilização na prática clínica. Neste momento, serão apresentados os fatores fundamentais para propiciar estímulos por meio das reações posturais:

a) Velocidade do estímulo: sendo o terapeuta o responsável por oferecer e controlar o estímulo, deve estar atento na velocidade do estímulo oferecido; quanto mais rápido for o estímulo, mais rápido ocorrerá o deslocamento do centro de gravidade o que dificultará a resposta por meio da reação de equilíbrio, mas induzirá uma resposta motora por meio da reação de proteção.

b) Intensidade: outro fator que o terapeuta deve observar é a intensidade do estímulo, compreende-se por intensidade a quantidade de força exercida para deslocar o centro de gravidade. Quanto mais intenso for o estímulo maior será o recrutamento muscular necessário para responder ao estímulo. No entanto, este maior recrutamento, dificulta a resposta motora por meio da reação de equilíbrio, o que facilitará a resposta por meio da reação de proteção.

c) Permanência: compreende-se por permanência, o tempo de estímulo sobre o paciente. Neste caso, quanto mais tempo se mantém o deslocamento do centro de gravidade, mais tempo o paciente estará utilizando a reação de equilíbrio, aumentando o tempo de recrutamento dos grupos musculares. Novamente, muita permanência no deslocamento do centro de gravidade, mais difícil será a manutenção da postura, o que facilitará a resposta por meio da reação de proteção.

d) Local do estímulo: assim que o terapeuta opta por utilizar o deslocamento do centro de gravidade, por meio de um manuseio direto no corpo do paciente. É importante escolher um ponto de contato, o qual pode ser uma articulação ou segmento.

e) Direção do estímulo: deve-se sempre lembrar que, independente da posição, o deslocamento do centro de gravidade definirá a direção da resposta do paciente, ou seja, a reação de equilíbrio, provavelmente, será para o lado oposto do deslocamento do centro de gravidade. No entanto, a reação de proteção será para o mesmo lado do deslocamento do centro de gravidade. O terapeuta é que irá definir qual será o estímulo mais adequado para cada paciente.

f) Base de sustentação: dependendo do paciente, pode-se optar em deslocar o centro de gravidade sem o contato do terapeuta, mas sim, utilizando diferentes materiais que propiciam uma base de sustentação instável, induzindo o paciente a realizar reações de endireitamento, equilíbrio e proteção.

g) Atrito: um fator que influencia as reações posturais é o atrito oferecido pela base de sustentação. Dependendo do paciente e do objetivo terapêutico, ao diminuir ou aumentar o atrito propicia-se mais estabilidade ou instabilidade. Quanto maior o atrito com a base de sustentação, mais fácil é para manter a postura e realizar o movimento. Assim como, quanto menor o atrito, mais difícil será para o paciente manter a postura e realizar movimento, o que induzirá o maior recrutamento muscular.

h) Alterar estímulo: independente do paciente é sempre importante variar o estímulo oferecido, todos os pacientes necessitam de uma integração das reações de endireitamento, equilíbrio e proteção. Por isso, aconselha-se que o programa terapêutico seja organizado com atividades que alternem a velocidade, intensidade, direção, permanência e etc.

i) Determinação da resposta: o terapeuta deve estar atento em realizar o estímulo de acordo com a necessidade e o programa terapêutico do paciente. Caso a intenção seja estimular a reação de equilíbrio deve-se estar consciente de realizar o estímulo adequado para obter a reação desejada. Caso contrário pode-se estimular reação de equilíbrio e obter resposta de reação de proteção.

A tabela a seguir apresenta como alguns destes fatores influenciam nas reações:

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Reação Postural de Equilíbrio

Verificando os trabalhos de Shumway-Cook e Woollacott (2003), Gallahue e Ozmun (2002), Levitt (2001), Bly (1994, 1997), Flehmig (2001), Shepherd (2002), Stokes (1998), Umphred (1994) a reação de equilíbrio pode ser definida como: a habilidade do indivíduo em manter a projeção do centro de gravidade dentro dos limites da base de sustentação, por meio da interação de diversas forças que agem sobre o corpo. Analisando a definição apresentada é importante esclarecer algumas palavras com base nos trabalhos de Hamil e Knutzen (2008), Okuno e Fratin (2003), Shumway-Cook e Woollacott (2003), Gallahue e Ozmun (2002), Hamill e Knutzen (1999).

1- centro de gravidade: é um ponto ao redor do qual todas as partículas da massa de um corpo estão igualmente distribuídas. Conforme a posição dos segmentos corporais se altera, sejam braços, pernas ou tronco, também muda o centro de gravidade do corpo. Este conhecimento de onde e como a força da gravidade age sobre o corpo é importante clinicamente para facilitar o movimento, alterar cargas de atividades, equilibrar os segmentos e impedir ou propiciar reações posturais.

2- limites da base de sustentação: o contato que o indivíduo tem com a estrutura estável que o sustenta, assim como o espaço correspondente a distância entre os contatos é considerado como base de sustentação ou polígono de sustentação. Ou seja, se um indivíduo estiver em pé, sua base de sustentação corresponde aos seus dois pés no chão, e o espaço entre eles. Os limites da base são linhas imaginárias que unem os pontos de contato formando uma representação gráfica (polígono) da base de sustentação.

3- forças que agem sobre o corpo: existem dois tipos de forças que agem sobre o corpo:

a. forças internas: são as forças produzidas por músculos ao se contraírem, resultantes da transformação de energia produzida pelo metabolismo muscular em energia cinética.
b. forças externas: as forças externas que agem sobre o corpo são:

i. Ação da gravidade: a gravidade (atração que a Terra exerce sobre os corpos) está constantemente atuando sobre o indivíduo, atraindo-o para o centro da terra. Desta forma, o indivíduo está, sempre, interagindo com a gravidade para se manter em uma postura ou realizar um movimento. Esta interação pode ser realizada a favor da ação da gravidade ou contra, dependendo do objetivo do movimento.

ii. Lei da ação e da reação: é a terceira lei de Newton e pode ser definida como: a toda ação corresponde uma reação igual e em sentido contrário. Durante as reações de equilíbrio, o ponto de sustentação do corpo no solo terá uma resposta contrária à força exercida sobre ele, o que influencia diretamente na resposta motora que o indivíduo apresentará para se movimentar ou manter a postura.

iii. Lei da inércia: foi apresentada por Newton em sua primeira lei da mecânica e pode ser definida como: Na ausência de uma força, um corpo em repouso permanece em repouso, e um corpo em movimento continua em movimento, numa linha reta e velocidade constante. Esta força, também, atua constantemente sobre o corpo do indivíduo e influencia a reação de equilíbrio. Quando se está parado em uma postura ou se modifica a direção de um movimento a inércia está atuando na reação de equilíbrio, induzindo o recrutamento de grupos musculares para propiciar uma resposta motora efetiva.

iv. Resistência suplementar: considera-se resistência suplementar todo objeto utilizado pelo indivíduo para facilitar ou dificultar uma postura ou um ato motor. Nas atividades que serão apresentadas, os materiais como rolo, bola, banco de terapia ou o próprio terapeuta estarão atuando como resistência suplementar, influenciando diretamente na reação de equilíbrio.

v. Atrito: pode-se definir como a existência de forças entre o corpo do indivíduo e da superfície de contato. A reação de equilíbrio, dependerá do atrito apresentado entre o material terapêutico ou a base de sustentação e a criança. Em todas as atividades que serão apresentadas o atrito poderá facilitar ou dificultar a posição e a movimentação da criança.

2.1 Fatores que influenciam na estabilidade do corpo: as reações de equilíbrio são as principais responsáveis pela estabilidade do corpo do indivíduo. Define-se estabilidade como: a propriedade de um corpo em manter o equilíbrio, após ou durante uma alteração em sua posição ou movimento em uma mesma base de sustentação. Devem-se considerar quatro fatores que influenciam diretamente na estabilidade do corpo do paciente durante a realização das atividades terapêuticas, tais como:

2.2.1 Localização da projeção do centro de gravidade na base de sustentação: quanto mais no centro da base de sustentação estiver a projeção do centro de gravidade, mais o corpo do indivíduo estará estável naquela posição e menos recrutamento e força muscular serão necessários para manter a postura. Sendo assim, quando o indivíduo esta na posição ortostática e realiza uma inclinação do seu corpo para frente, o centro de gravidade acompanhará o movimento, deslocando para frente à projeção na base de sustentação. Neste caso, o corpo estará com menos estabilidade e deverá realizar mais recrutamento da musculatura posterior, caso contrário perderá o equilíbrio.

Na figura 1, o paciente está em pé com a projeção do centro de gravidade no meio da base de sustentação. No entanto, na figura 2, inclinou o corpo para frente, deslocando a projeção do centro de gravidade, também, para frente da base de suporte. Neste caso, necessitará de maior recrutamento dos grupos musculares posteriores do tronco.

2.1.1 Tamanho da base de sustentação: Quanto maior a base de sustentação, mais estável o corpo do indivíduo estará. Para exemplificar, consideramos que quando o indivíduo permanece em pé com os dois pés afastados, a base de sustentação será maior do que se estivesse com os dois pés unidos, o que propicia mais estabilidade ao corpo.

2.1.2 Altura do centro de gravidade: Quanto mais baixo e perto da base de sustentação estiver o centro de gravidade, mais estável o indivíduo estará. Este princípio pode ser visto em indivíduos mais baixos na postura ortostática, já que estes terão o centro de gravidade mais perto da base de sustentação, o que possibilita mais estabilidade ao corpo em relação a indivíduos mais altos. Outro exemplo é que o indivíduo estará mais estável na postura ortostática se flexionar os joelhos, pois aproximará o centro de gravidade à base de sustentação.

2.2.4 Peso do corpo: o peso influencia diretamente na estabilidade do corpo, pessoas mais pesadas apresentam mais estabilidade nas diferentes posições.

Analisando os quatro fatores que influenciam na estabilidade conclui-se que:

• Para o indivíduo estar estável: a projeção do centro de gravidade deve estar no centro da base de sustentação; a base de sustentação deve ser a maior possível; o centro de gravidade deve estar perto da base de sustentação e o peso do corpo varia para cada pessoa. Para exemplificar, consideramos que a posição que promove maior estabilidade a uma pessoa é o decúbito dorsal (supino) com os membros superiores e inferiores afastados o máximo possível. Nesta posição a estabilidade é tão grande que:

- será difícil empurrar ou puxar uma pessoa nesta posição.
- a pessoa necessitará de pouco ou nenhum recrutamento muscular para se manter na posição. Em contrapartida, devido a grande estabilidade, precisará de um recrutamento muscular maior para mudar de posicionamento.

• Para o indivíduo estar instável: a projeção do centro de gravidade deve estar distante do centro da base de sustentação; a base de sustentação deve ser a menor possível; a altura do centro de gravidade deve estar distante da base de sustentação e o peso do corpo varia para cada pessoa.

Para exemplificar, consideramos que a posição que promove menos estabilidade a uma pessoa é a ortostática sobre a ponta de um só pé. Nesta posição a estabilidade é tão pequena que:

- será fácil empurrar ou puxar uma pessoa nesta posição, e ao menor toque o indivíduo perderá o equilíbrio.
- a pessoa necessitará de recrutamento muscular maior para se manter na posição.

Porém, terá facilidade para transferir-se, não necessitando de muita contração muscular.

2.3 Função: a reação de equilíbrio tem duas funções importantes:

• quando o indivíduo está parado em uma determinada posição, a reação de equilíbrio mantém a projeção do centro de gravidade o mais próximo possível do centro da base de sustentação, facilitando a manutenção da postura.
• quando o indivíduo realiza um movimento, a função da reação de equilíbrio é manter a projeção do centro de gravidade dentro dos limites estabelecidos pela base de suporte, caso a projeção saia do polígono da base de sustentação o indivíduo perde o equilíbrio naquela postura e necessita adquirir uma nova base de sustentação.

2.4 Influência das reações de equilíbrio nas atividades terapêuticas: as atividades terapêuticas que serão apresentadas enfatizam a utilização das reações de equilíbrio no atendimento terapêutico de crianças que apresentam alteração da postura e movimento.

Para tanto, existem duas formas de estimular a reação de equilíbrio:

Sem o deslocamento do centro de gravidade ou deslocamento mínimo: neste caso a criança utilizará a reação de equilíbrio para manter uma determinada postura, evitando o máximo possível o movimento do centro de gravidade.

Com deslocamento do centro de gravidade: neste caso a criança utilizará a reação de equilíbrio para realizar movimentos no meio ambiente. Caso o deslocamento seja pequeno, ou seja, próximo ao centro do limite de estabilidade, o indivíduo pode recrutar grupos musculares que possibilitem pouco movimento em relação a posição original.

Porém, se o deslocamento do centro de gravidade for mais acentuado, o indivíduo apresentará reação de equilíbrio que necessitarão de mais recrutamento muscular, inclusive com possível auxílio de movimento de segmentos (membros superiores ou inferiores), os quais se moveram para manter o equilíbrio.

Durante a prática clínica, observa-se algumas formas de estimular as reações de equilíbrio em crianças com alteração da postura e movimento:

- o terapeuta desloca o centro de gravidade da criança movimentando-a para frente, para os lados ou para trás. Para tanto deve utilizar um ponto de contato com o paciente, no qual consegue movimentar o centro de gravidade para várias direções.
- o terapeuta posiciona a criança em superfícies que propiciem instabilidade, deslocando seu centro de gravidade de acordo com o objetivo traçado. Nesta apostila, utiliza-se alguns materiais que propiciam tal instabilidade, no caso a bola terapêutica, o rolo, o banco com rolamento ou o próprio corpo do terapeuta.

- uma outra alternativa é o terapeuta induzir o paciente a deslocar seu centro de gravidade por meio de atividades funcionais. Neste caso, se propõe atividades voluntárias e intencionais, objetivando que a criança realize reações de equilíbrio para se movimentar em direção a um objeto e se posicionar e manter em uma postura estável para que os membros possam ser utilizados com maior precisão. 


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