Umidificação e aquecimento durante a ventilação mecânica

O desenvolvimento da ventilação mecânica nos últimos anos como forma de suporte no tratamento da insuficiência respiratória de várias etiologias criou situações que leva à necessidade de modificação dos mecanismos fisiológicas de manutenção de calor e umidade do ar inspirado (LUCATO in SARMENTO et al, 2006).

O sistema de umidificação dos respiradores mecânicos tem sido constantemente apontado como uma importante fonte de bactérias, principalmente a água que permanece condensada dentro dos circuitos. A colonização da água pode provir do paciente ou de outras fontes, pois, nem sempre os germes são coincidentes (DIAS, PELLACINE e ZECHINELI, 1997).

Além disto, a respiração prolongada de gases inadequadamente condicionados através do tubo endotraqueal pode acarretar em espessamento das secreções podendo levar à obstrução das vias aéreas (BONASSA in CARVALHO, 1997), destruição do epitélio das vias aéreas, atelectasia e hipotermia (GALVÃO et al, 2006; THOMACHOT et al, 1998). Somado a isso, os gases secos e frios na via aérea são potentes broncoconstritores em pessoas suscetíveis (MACINTYRE ET AL, 1983).

De acordo com Lucato (2005), estes distúrbios estruturais e funcionais podem ocorrer com apenas 10 minutos de ventilação mecânica sem sistema de umidificação e aquecimento.

Por outro lado, podem ocorrer lesões por excesso de umidificação, como mudanças na tensão superficial e no gradiente de oxigenação alvéolo-arterial indicando inundação dos alvéolos (WILLIAMS, 1998).

De acordo com Poolacherla e Nickells (2006), as principais características de um umidificador ideal incluem:

- capacidade de promover adequados níveis de umidificação;
- baixa resistência ao fluxo de ar;
- pequeno espaço morto;
- promover proteção microbial ao paciente, aos equipamentos de anestesia ou ventilador mecânico;
- manter temperatura corporal;
- segurança e facilidade de uso;
- ser econômico.

A umidificação dos gases inspirados durante a ventilação mecânica pode ocorrer basicamente de duas formas:

- através dos umidificadores aquecidos (Uas), e
- através dos filtros trocadores de calor e umidades (HMEs).

O princípio básico de funcionamento dos Uas consiste na passagem do ar seco e frio vindo do ventilador mecânico através de um reservatório preenchido parcialmente com água aquecida sendo que, através de evaporação, o vapor d´água é misturado ao gás, elevando sua temperatura e umidade (BONASSA in CARVALHO, 1997).

As desvantagens dos Uas consistem no alto custo, condensação do vapor d´água no circuito do ventilador mecânico (propiciando a contaminação bacteriana), necessidade de energia elétrica e constante reabastecimento de água (BRANSON et al, 1993).

Outro sistema de umidificação e aquecimento consiste em um condensador higroscópico ou trocador de calor e umidade (HME) colocado próximo a cânula de intubação ou traqueostomia que tem a propriedade de conservar o calor e umidade das vias aéreas. Este dispositivo é conhecido como “nariz artificial” e com seu uso dispensa-se o nebulizador, que é retirado co circuito (DIAS, PELLACINE e ZECHINELI, 1997).


Autora: Nayala Lirio Gomes Gazola



Prova fisioterapeuta Governo Minas Gerais - Funcab

Governo Do Estado De Minas Gerais - Secretaria De Estado De Planejamento E Gestão – Seplag - Gestor Governamental - Fundação Professor Carlos Augusto Bitencourt – Funcab

1- Qual das Pressões Inspiratórias Máximas (PImáx) a seguir representa falência muscular inspiratória?

A) PImáx > que -20cmH² O
B) PImáx entre -45cmH² O e -70cmH² O
C) PImáx entre -75cmH² O e -110cmH² O
D) PImáx entre -40cmH² O e -25cmH² O

2- Observe as afirmativas a seguir sobre as raízes nervosas e os nervos periféricos.

I. Das raízes de C5/C6, emerge o nervo musculocutâneo e sua lesão provoca fraqueza para flexão do cotovelo.
II. Das raízes de C8/T1, emerge o nervo ulnar e sua lesão provoca fraqueza para adução e abdução dos dedos.
III. O nervo femoral emerge das raízes de L2/L3 e L3/L4, podendo ser testado pelo reflexo tendinoso patelar.
IV. O nervo fibular profundo inerva o músculo tibial anterior e sua lesão provoca fraqueza para flexão dorsal da articulação tibiotársica.

Estão corretas as afirmativas:

A) I, II e III, apenas.
B) I e II, apenas.
C) III e IV, apenas.
D) I, II, III e IV.

3- O sinal de Babinski é encontrado quando ocorre lesão na via piramidal. Os sinais abaixo apresentam respostas semelhantes ao sinal de Babinski, EXCETO:

A) Hoffman.
B) Oppenheim.
C) Gordon.
D) Chaddock.

4- Leia as afirmativas abaixo e posteriormente assinale a alternativa correta.

I. Vibração, propriocepção e tato epicrítico são exemplos de sensibilidade profunda.
II. Hipotonia, hiporreflexia e paresia são frequentemente encontradas nas lesões dos neurônios motores superiores.
III. Quando encontrada, a disdiadococinesia significa alteração da coordenação motora.
IV. Amanobra de Mingazzini é utilizada para avaliar a motricidade voluntária e a força muscular.
V. Amarcha festinante é frequentemente encontrada emhemiplégicos.

Estão corretas apenas as afirmativas:

A) II, III e V.
B) I, IV e V.
C) I, III e IV.
D) II, III e IV.

5- A fibromialgia consiste na existência de dor musculoesquelética generalizada, com a presença de pontos dolorosos predefinidos na palpação muscular. Sobre ela, é correto afirmar:

I. Anti-inflamatórios hormonais e não hormonais não são úteis para o tratamento dessa síndrome.
II. O tratamento físico mais indicado são os exercícios anaeróbios com carga.
III. Constitui critério diagnóstico, a presença de pelo menos 11 de 18 pontos doloridos. (tender points ).
IV. Os portadores de fibromialgia podem ser beneficiados com banhos quentes, massagens relaxantes e psicoterapia.

Com base nas afirmativas acima, assinale a alternativa correta.

A) Apenas I, II e III estão corretas.
B) Apenas I e III estão corretas.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas I, III e IV estão corretas.

6- Segundo o livro Reumatologia Essencial, Guanabara Koogan, 2009, como se categoriza o nexo: a correlação entre a moléstia diagnosticada e o agente desencadeador de DORT?

A) Causal.
B) Administrativo.
C) Técnico.
D) Ocupacional.

7- Para firmar o diagnóstico de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), faz-se obrigatório considerar, EXCETO:

A) distanciamentos e angulações de mobiliários.
B) jornadas de trabalho e intervalos de descanso.
C) sexo, biótipo e vigor físico dos trabalhadores.
D) vícios posturais e gestuais lesivos.

8- Osggod Schlatter é uma doença definida por:

A) calcificação de partes moles adjacentes ao côndilo medial do fêmur.
B) ruptura da junção miotendinosa dos gastrocnêmiosemmaratonistas.
C) inflamação com ruptura parcial do tendão do pata-de-ganso.
D) apofisite tibial que se manifesta por avulsão parcial do tendão patelar da tuberosidade da tíbia.

9- Que tipo de deficiência física ocorrerá em um indivíduo que sofreu lesão medular completa em C4/C5 e degeneração das células ganglionares do corno anterior da medula?

A) tetraplegia e esclerose múltipla.
B) tetraplegia e esclerose lateral amiotrófica.
C) paraplegia e amiotrofia espinhal progressiva.
D) paraparesia e Guillain Barrré.

10- São competências do CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência, EXCETO:

A) Elaborar proposta orçamentária para o Ministério da Justiça executar ações de integração da pessoa portadora de deficiência.
B) Zelar pela efetiva implantação da Política Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência.
C) Acompanhar e apoiar as políticas e as ações do Conselho dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
D) Propor e incentivar a realização de campanhas visando à prevenção de deficiências e à promoção dos direitos da pessoa portadora de deficiência.

11- Após uma entorse por inversão, os ligamentos que ficarão comprometidos são:

A) talofibular posterior e calcâneo tibial.
B) talotibial anterior e tíbio navicular.
C) talofibular anterior e deltoide.
D) talofibular anterior e calcâneo fibular.

12- As síndromes do túnel do tarso e do carpo são neuropatias que comprimem os nervos:

A) tibial posterior e mediano.
B) fibular profundo e radial.
C) tibial anterior e mediano.
D) fibular superficial e radial.

13- Determinadas doenças ocupacionais como asbestoses, silicoses e berilioses provocam as seguintes alterações no sistema pulmonar:

A) aumento da capacidade residual funcional, hipoventilação e redução da capacidade vital.
B) redução da complacênc ia pulmonar, hipoventilação e redução da capacidade inspiratória.
C) hiperventilação, aumento da capacidade inspiratória e aumento da complacência pulmonar.
D) redução da capacidade residual funcional, hiperventilação e aumento da capacidade vital.

14- A ventilação alveolar minuto e o débito cardíaco de um enfisematoso que apresenta volume corrente de 400 mL, frequência respiratória de 25 ipm, volume sistólico de 70 mL, espaço morto anatômico de 200mLe frequência cardíaca de 80 bpm corresponde a:

A) 6.000 mL/min e 5.6 litros.
B) 7.000 mL/min e 6.5 litros.
C) 5.000 mL/min e 5.6 litros.
D) 5.000 mL/min e 6.5 litros.

15- Com foco na prevenção da lombalgia, analise as posturas abaixo e após, assinale a alternativa correta.

I. Durante o sono, nunca coloque os braços acima da cabeça.
II. Para pegar um objeto no chão, dobre os joelhos e não o tronco.
III. Durante a posição sentada, se os joelhos estiverem mais baixos que os quadris, coloque os pésemumbanquinho.
IV. Se permanecer em pé por longos períodos, descarregue o peso do corpo alternando entre uma perna e outra.

Estão corretas:

A) I, II e III, apenas.
B) II, III e IV, apenas.
C) II e IIII, apenas.
D) I, II, III e IV.

16- Acerca da escoliose, é correto o que se afirma em:

A) O método de Cobb não serve para mensurar a curva escoliótica.
B) O colete de Milwaukee é indicado quando a curva maior se localiza na região torácica, enquanto o OTLS é indicação para a região toracolombar.
C) A gibosidade é sempre observada no lado côncavo das curvas escolióticas.
D) O tratamento cirúrgico geralmente é indicado com 30° graus de curvatura.

17- Quais são os músculos que realizam a rotação externa do glenoumeral?

A) Supraespinhoso e subescapular.
B) Redondo maior e peitoral menor.
C) Infraespinhoso e redondo menor.
D) Deltoide e redondo maior.

18- A osteocinemática descreve o movimento dos ossos em relação aos planos do corpo. Observe as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. O plano sagital, também conhecido como anteroposterior, divide o corpo verticalmente em metade direita e esquerda.
II. O plano frontal, também conhecido como lateral ou coronal, divide o corpo em metade superior e inferior.
III. O plano transverso, também conhecido como horizontal, divide o corpo em metade anterior e posterior.

A) Apenas I e III estão corretas.
B) Apenas a I está correta.
C) Apenas II e III estão corretas.
D) Apenas a II está correta.

19- Observe as afirmativas sobre as técnicas ou recursos fisioterapêuticos respiratórios:

I. Constitui objetivo do CPAP aumentar a capacidade residual funcional.
II. Os incentivadores inspiratórios são úteis nas doenças restritivas.
III. Os intercostais externos são músculos expiratórios.
IV. As oscilações orais de alta frequência não são úteis para os doentes enfisematosos.

Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):

A) I e II.
B) I, II e III.
C) II.
D) I, II e IV.

20- Sobre cinesiologia e biomecânica, é correto afirmar:

I. Coxa-vara é uma condição em que o ângulo da diáfise do colo femoral encontra-se em 150° graus.
II. O teste “Patrick Faber” avalia disfunção da articulação sacroilíaca.
III. O sinal de Trendelemburg indica fraqueza do músculo quadríceps.
IV. O teste de Thomas foi idealizado para avaliar o músculo tensor da fáscia lata.

Após análise das afirmativas acima, assinale a alternativa correta.

A) Apenas II e III estão corretas.
B) Apenas a II está correta.
C) Apenas II e IV estão corretas.
D) Apenas a I está correta.


Gabarito
1 A 2 D 3 A 4 C 5 D 6 A 7 C 8 D 9 B 10 A 11 D 12 A 13 B 14 C 15 B 16 B 17 C 18 B 19 A 20 B

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Apostila 1

Apostila completa para concursos fisioterapia

Conteúdo da apostila

Fundamentos da fisioterapia
Legislação regulamenta a profissão
Histologia do sistema respiratório
Histologia do tecido ósseo
Histologia do tecido cartilaginoso
Histologia sistema muscular
Embriologia do sistema respiratório
Termos anatômicos
Anatomia sistema articular
Anatomia sistema cardiovascular
Anatomia sistema digestório
Anatomia sistema esquelético
Anatomia sistema genital
Anatomia sistema linfático
Anatomia sistema muscular
Anatomia sistema nervoso
Anatomia sistema nervoso periférico
Anatomia sistema respiratório
Anatomia sistema tegumentar
Anatomia sistema urinário
Fisiologia cardiovascular
Bomba cardíaca
Excitação e condução elétrica
Contração atrial e ventricular
Débito cardíaco
Regulação do débito cardíaco
Pressão arterial
Circulação periférica e microcirculação
Fluxo e resistência
Resistência vascular e viscosidade
Resistência vascular periférica
Trocas transcapilares
Fisiologia sistema respiratório
Circulação sanguínea
Mecanismo da respiração
Ação muscular
Controle neural da respiração
Processo respiratório – capacidades e volumes
Volume de fechamento ou de oclusão
Resistência e complacência
Trabalho respiratório
Difusão
Ventilação – perfusão – shunt
Surfactante
Transporte de oxigênio
Alterações fisiológicas:
Exercício
Altitude
Feto
Causas de hipóxia
Funções não respiratórias dos pulmões
Métodos e técnicas de avaliação em fisioterapia
Semiologia cardiovascular
Avaliação em fisioterapia cardíaca
Cardiopatias
Insuficiência cardíaca
Angina
Cardiopatia isquêmica crônica – cardiomiopatia
Infarto agudo do pulmão
Sopro no coração
Estenose e regurgitação
Cardiopatias congênitas
Síndromes associadas a cardiopatias congênitas
Cardiopatias não-cianóticas
Comunicação interatrial
Comunicação interventricular
Persistência do canal arterial
Síndrome de Eisenmenger
Cardiopatias cianóticas
Tetralogia de Fallot
Anomalia de Ebstein
Hipertensão arterial sistêmica
Infarto agudo do miocárdio
O eletrocardiograma no diagnóstico das cardiopatias
Trombose venosa profunda
Cuidados pré e pós-cirurgia cardíaca
Reabilitação cardiovascular
Cinesiologia
Cinesiologia da caixa torácica
Biomecânica
Função muscular
Contração muscular
Provas de função muscular
Avaliação em fisioterapia geral
Cinesioterapia
Planos de exercícios
Alongamento
Exercícios de Williams
Facilitação neuromuscular proprioceptiva
Propriocepção
Hidroterapia
Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia
Dopplervelocimetria em pacientes gestantes
Fisioterapia respiratória em pacientes gestantes
Câncer de mama
Anatomia e fisiologia da micção
Incontinência urinária em mulheres
Recursos fisioterapêuticos no tratamento da incontinência urinária
Estudo urodinâmico
Fluxometria o u urofluxometria
Cistometria
Estudo pressão/fluxo
Pressão detrusora de perda
Pressão de perda ao esforço
Avaliação em fisioterapia neurológica
Avaliação do sistema somatossenssorial
Avaliação dos nervos cranianos
Exame do crânio para fisioterapeutas
Acidente vascular encefálico
Cefaleia cervical
Trauma medular
Alterações vasculares no portador de trauma medular
Doença de Alzheimer
Doença de Huntington
Doença de Machado Joseph
Esclerose lateral amiotrófica
Guillain-Barré
Meningites
Miastenia grave
Parkinson
Síndrome de Rett
Avaliação em fisioterapia ortopédica e traumatológica
Goniometria
Marcha
Índice da marcha dinâmica
Cisto de Backer
Complicações das fraturas
Condutas em entorse tornozelo grau I
Deformidade de Haglund e tendinite de Aquiles
Doença de Legg-Calvé-Perthes
Fibrodisplasia ossificante progressiva
Instabilidade do cotovelo
Joelho saltador
Lesão meniscal
Lesões musculotendineas
Lesões traumáticas da cartilagem de crescimento
Luxação acrômio clavicular e classificações
Luxação congênita do joelho
Luxação congênita do quadril
Luxação do ombro
Osteomielite
Pé torto congênito
Pinçamento do manguito rotador
Reabilitação na lesão do ligamento cruzado anterior
Síndrome do impacto do ombro
Síndrome do túnel cubital
Tálus vertical congênito Tíbia curva congênita
Tipos de entorses
Traumatismos articulares
Testes especiais em ortopedia
Avaliação do paciente amputado
Amputações
Órteses
Avaliação em fisioterapia pediátrica
Avaliação em fisioterapia neurológica pediátrica
A criança hipotônica e suas causas
Ácido fólico e os defeitos do tubo neural
Apneia neonatal
Bronquiolite
Displasia broncopulmonar
Distúrbios psicomotores
Doenças genéticas
Encefalopatia bilirrubínica
Encefalopatias crônicas infantis não progressivas
Hidrocefalia congênita
Infecções respiratórias em crianças
Malformações cerebrais na criança
Miastenia grave na infância
Microcefalia
Mielomeningocele
Miopatias
Duchenne
Backer
Óxido nitroso
Oxigenioterapia em pediatria
Paralisia braquial obstétrica
Pneumonia na infância
Reflexos infantis e estereotipias rítmicas
Síndrome de aspiração de mecônio
Taquipneia transitória do recém-nascido
Avaliação em fisioterapia respiratória
Diferenças anatômicas entre o sistema respiratório do adulto e da criança
Cinesioterapia respiratória
Espirometria
Oxigenioterapia
Abscesso pulmonar
Asma
Atelectasias
Bronquiectasias
Bronquite
Aguda
Crônica
Cianose
Congestão pulmonar
Derrame pleural
Doença pulmonar obstrutiva crônica
Doenças pulmonares ocupacionais
Drenagem torácica e toracocentese
Hemotórax traumático
Hemotórax residual
Derrames pleurais
Quilotórax
Empiema
Drenagem tubular fechada
Fixação do dreno de tórax na parede torácica
Sistema de drenagem subaquática
Como avaliar a permeabilidade do sistema de drenagem
Critérios para retirada do dreno
Cuidados no transporte de pacientes drenados
Complicações da drenagem pleural com tubo
Edema agudo de pulmão
Enfisema pulmonar
Fibrose pulmonar
Insuficiência respiratória
Pneumonia
Pneumonia bacteriana
Pneumonia viral
Pneumonia por Micoplasma, Clamídia e Legionella
Pneumonia aspirativa
Pneumocystis carinii
Broncopneumonia
Pneumotórax
Síndrome da angústia respiratória aguda
Tromboembolismo pulmonar
Tuberculose
CPAP – BiPAP
Gasometria
Avaliação em fisioterapia reumatológica
Artrite reumatóide
Esclerose sistêmica
Fibromialgia
Lúpus eritematosos sistêmico
Osteoporose
Neoplasias
Benignas
Malignas
Úlceras de pressão
Fundamentos da eletromiografia
Eletrotermofototerapia
Corrente galvânica
Iontoforese
Corrente diadinâmica
Corrente farádica
Corrente exponencial
Eletroestimulação funcional – FES
Corrente Russa
Estimulação elétrica nervosa transcutânea – TENS
Corrente interferencial
Laser
Ultra-som
Ondas curtas
Micro-ondas
Infravermelho
Crioterapia
Intubação traqueal
Técnicas de ventilação com máscara facial
Objetivos, indicações, contra indicações da ventilação mecânica
Ajustes iniciais do ventilador mecânico
Modos ventilatórios básicos




Apostila 2

 Apostila de perguntas e respostas comentadas Fisioterapia

Conteúdo da apostila

Seleção das questões mais solicitadas pelas bancas de concursos públicos.
Questões explicadas em cada detalhe e com imagens ilustrativas, referências bibliográficas e sumário.


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Veja um exemplo:
Na classificação de Murray, quais os pontos que caracterizam um quadro de SARA?

a)     hipoxemia refratária, oxigênio dependente, aumento da pressão de platô, padrão radiológico intersticial, diminuição da fração de shunt.
b)     alteração radiológica com quatro quadrantes, hipoxemia leve, aumento da complacência estática, diminuição potencial do retorno venoso e do débito cardíaco.
c)      hipoxemia refratária, Peep dependente, aumento das pressões de pico e de platô.
d)     hipoxemia grave, alteração da complacência estática alteração radiológica em quatro quadrantes, Peep dependente.


Resposta: D

O diagnóstico de SARA ou SDRA tem sido feito, ao longo dos anos, por meio de escores, que se caracterizam por serem sensíveis, mas não são específicos. O primeiro escore amplamente utilizado foi descrito por Murray e ficou conhecido como LIS (Lung Injury Score). Considera quatro variáveis, a radiografia de tórax, a PaO²/FIO², a complacência do sistema respiratório e a PEEP, e as pontua de zero a quatro, conforme a intensidade das alterações. Ao final, faz-se a média dos critérios estudados e se ela for igual ou maior que 2,5 caracteriza-se o diagnóstico de SDRA.


Escore Final - LIS
• 0 = sem lesão pulmonar
• 0,1 - 2,5 = lesão pulmonar leve ou moderada
• > 2,5 lesão pulmonar grave (SDRA)

Pico de pressão e pressão de platô - o pico de pressão gerado durante a insuflação dos pulmões por um dado volume e fluxo depende da complacência pulmonar e da resistência da via aérea.
Portanto, tanto uma diminuição da complacência pulmonar quanto um aumento da pressão na via aérea, ou a combinação desses dois fatores, pode produzir um aumento no pico da pressão da via aérea. As causas comuns de elevação súbita da pressão máxima da via aérea incluem obstrução por
secreções acumuladas, tubo endotraqueal dobrado, intubação endobrônquica, broncoconstrição aguda e pneumotórax. Aumento mais gradual pode ser observado durante a piora da doença do parênquima pulmonar, como edema pulmonar, diminuição da complacência pulmonar e aumento da resistência da via aérea.
Para diferenciar os efeitos da resistência dos efeitos da complacência sobre a pressão na via aérea é necessário medir tanto o pico da pressão quanto a pressão ao final da inspiração. O pico da pressão da via aérea é função da complacência e da resistência, enquanto que o platô da pressão só reflete a complacência. Uma diminuição da complacência toracopulmonar aumenta tanto a pressão de platô quanto o pico da pressão da via aérea. No entanto, um aumento da resistência vai aumentar a diferença entre o pico de pressão e a pressão de platô, elevando apenas à última.

Complacência pulmonar:  é o grau de elasticidade pulmonar; depende do volume e da pressão transpulmonar. Seu valor normal é de 0,2 l/cm H²O.

Complacência da caixa torácica  (tórax, diafragma, parede abdominal e mediastino): a complacência da caixa torácica representa 34% do valor da complacência pulmonar. Uma complacência elevada implica em ventilação fácil e uma complacência baixa implica em ventilação difícil.

Fórmula para cálculo da complacência estática

Complacência estática do pulmão Cst: (inverso da elastância) é a medida da variação de volume por unidade de pressão aplicada, geralmente medida em mL/cmH²O. O valor normal esperado, utilizada a forma de medida descrita a seguir, é cerca de 80 mL/cmH²O. Em pacientes com insuficiência respiratória secundária (afecções que infiltram o parênquima pulmonar – SARA - em que há perda de surfactante; na fibrose pulmonar intersticial; e no edema intersticial), normalmente observamos valores inferiores a 50 mL/cmH²O.
Por outro lado, a complacência estática aumenta muito no enfisema, doença em que há perda de fibras elásticas do parênquima pulmonar (por ruptura do septo pós-bronquíolo terminal).
Um pulmão de elevada complacência expande em maior grau que outro pulmão de menor complacência, quando ambos são insuflados a uma mesma pressão de distensão.
A complacência estática também sofre influência da oclusão das vias aéreas, já que isso diminui o número de alvéolos que contribuem para a expansão do pulmão. A oclusão de pequenas vias aéreas
ocorre durante a expiração a volumes próximos do volume residual. Do mesmo modo, a complacência diminui com a oclusão de brônquios segmentares por uma neoplasia ou um corpo estranho, por exemplo.

Complacência dinâmica Cdyn: um índice dinâmico de relação pressão-volume (P-V), obtido dividindo-se o volume fornecido pelo ventilador (VC) pelo pico de pressão das vias aéreas (Ppi) menos a PEEP:

Fórmula da complacência dinâmica

 
A complacência dinâmica é medida durante a respiração rítmica (espontânea e involuntária). É calculada através de pontos de volume e pressão tomados no final da inspiração e final da expiração, quando não há fluxo de ar.

A complacência dinâmica não é uma medida real da complacência do sistema respiratório, já que engloba também a pressão resistiva aplicada, além de poder variar com variações do fluxo inspiratório, motivo pelo qual seus valores devem ser interpretados de forma criteriosa. Esta medida pode cair em situações de aumento de resistência de vias aéreas, distúrbios do parênquima pulmonar e da caixa torácica. O seu valor normal é 30 a 40 ml/cmH²O.

Hipoxemia - é a deficiência anormal de concentração de oxigênio no sangue arterial. É diferente de hipóxia, que é a baixa disponibilidade de oxigênio para determinado órgão.

Hipoxemia refratária - a administração de oxigênio 100% leva a pouca ou nenhuma mudança na PaO² devido ao shunt intrapulmonar significativo. Hipoxemia refratária grave (PaO² < 60 mmHg com o paciente respirando oxigênio a 100%)

Shunt pulmonar - é uma condição fisiológica que resulta quando os alvéolos do pulmão são perfundidos normalmente com sangue, mas a ventilação falha em suprir a região perfundida. Um shunt pulmonar geralmente ocorre quando os alvéolos se enchem de líquido, fazendo com que partes do pulmão não sejam ventiladas embora ainda sejam perfundidas.

Shunt intrapulmonar - é a principal causa de hipoxemia em edema pulmonar e condições como a pneumonia, em que os pulmões tornam-se consolidados.

A fração de shunt - é a porcentagem de sangue ejetado pelo coração que não é completamente oxigenado. Um pequeno grau de shunt é normal e pode ser descrito como "shunt fisiológico”. Em uma pessoa normal e saudável, o shunt fisiológico raramente é superior a 4%, em condições patológicas, como contusão pulmonar, a fração de shunt é significativamente maior e até mesmo respirar oxigênio a 100% não oxigena completamente o sangue – hipoxemia refratária.

Shunt refere-se à perfusão sem ventilação. Mais especificamente, o shunt intrapulmonar se refere a áreas onde a perfusão no pulmão excede a ventilação. O shunt pulmonar é minimizado pela constrição reflexa normal da vasculatura pulmonar à hipóxia. Sem essa vasoconstrição hipóxica pulmonar, o shunt e seus efeitos hipóxicos agravariam. Por exemplo, quando os alvéolos se enchem de líquido, eles são incapazes de participar nas trocas gasosas com o sangue, causando hipóxia local ou regional, desencadeando assim vasoconstrição. O sangue é então redirecionado para longe desta área que tem uma relação de ventilação e perfusão pobre, para áreas que estão sendo ventiladas.

A diminuição da perfusão relativa à ventilação (como ocorre na embolia pulmonar) é um exemplo de espaço morto aumentado. O espaço morto é uma parte do pulmão em que a troca gasosa não acontece como a traquéia.

Shunt - alvéolos não ventilados, mas perfundidos adequadamente. Efeito shunt - alvéolos com ventilação reduzida e perfusão sangüínea mantida.

PEEP dependente - Quando os alvéolos são perfundidos, mas não ventilados (isto é, [VA/Q] = 0), ocorre shunt do sangue venoso (Qsp/Qt). A suplementação de oxigênio melhora a V/Q (isto é, desproporção VA/Q que responde ao oxigênio), mas não melhora a hipoxemia devida ao Qsp/Qt. Durante a fase inspiratória do ciclo respiratório, se a pressão de distensão é suficiente (diferença entre a pressão da via aérea e a intrapleural — pressão de distensão do alvéolo), os alvéolos colabados podem ser recrutados e o oxigênio transferido para o sangue que os perfunde. Contudo, à medida que o volume dos pulmões diminui durante a exalação, os alvéolos instáveis colabam, restabelecendo o Qsp/Qt. Uma vez que a fase expiratória é pelos menos duas vezes maior do que a fase inspiratória ocorre oxigenação inadequada, independentemente da fração do oxigênio inspirado (FIO²).
O recrutamento dos alvéolos colabados pode ocorrer durante a ventilação espontânea ou mecânica, se uma pressão suficiente for aplicada (pressão de abertura dos alvéolos). Contudo, a expansão alveolar ocorre somente durante a inspiração. Durante a exalação, o volume alveolar diminui, e o colapso alveolar ocorre quando a força de retração elástica excede a pressão transpulmonar local (pressão de fechamento alveolar).
O colapso do alvéolo durante a exalação pode ser prevenido se a PEEP é aplicada a um nível igual ou superior à pressão de fechamento. Quando se obtém sucesso, a PEEP converte as áreas de Qsp/Qt para áreas de VA/Q < 0, permitindo melhor oxigenação sistêmica com FIO2 mais baixa.



Apostila 3

Apostila provas de concursos fisioterapia


Conteúdo da apostila

São mais de 2000 questões de concursos anteriores, distribuídas em 845 páginas, todas com seus respectivos gabaritos.

A apostila foi editada para facilitar os estudos, não consta português.

São diversas bancas aplicadoras de provas de concursos como, Cetro, Unesp, Caipimes, Marinha, Aeronáutica, Consesp, Ibam, Ufal, Concursul, Fcc, Consultar, Rede Sarah, entre outras.

Provas dos anos de 2008, 2009, 2010, 2011, 2012 e 2013.

Conhecimentos Específicos, Saúde Pública e Legislação



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Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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