Desenvolvimento psicomotor de 0 a 6 meses

O desenvolvimento motor do Neonato.
 Reflexos primitivos. 
Desenvolvimento psicomotor de 0 a 6 meses.

Adaptações do neonato:


APGAR:

No primeiro e quinto minutos de vida o bebê é avaliado na escala APGAR, onde recebe notas com relação aos parâmetros de:pulsação do coração, respiração, cor da pele, movimentos, respostas a estímulos. Para cada parâmetro ele recebe de 0 a 2 pontos, variando a nota final de 0 a 10 e com o significado de que o bebê que ganha APGAR entre 7 e 10, é um bebê que nasceu em boas condições. Logo após o nascimento o bebê recebe uma pulseira de identificação, com o nome de sua mãe e o mesmo número que a identifica. Esta pulserinha só deverá ser retirada em casa.

Frequência cardíaca – a análise do ritmo e da intensidade dos batimentos determina se o coração está funcionando bem. não se registram os batimentos: 0 PONTOS ABAIXO DE 100 BATIMENTOS POR MINUTO: 1 PONTO ACIMA DE 100 BATIMENTOS POR MINUTO: 2 PONTOS Esforço respiratório – é medido pela observação dos movimentos – para cima e para baixo – do tórax.

Sem movimentos respiratórios: 0 pontos
Poucos movimentos e/ou irregulares: 1 ponto
Movimentos regulares e vigorosos: 2 pontos

Tônus muscular – através dos movimentos de pernas e braços, é possível avaliar a tonicidade da musculatura.
Flácido (atividade fraca ou nula): 0 pontos
Flexão de braços e pernas: 1 ponto
Muita atividade: 2 pontos

Irritabilidade reflexa – ao ser aspirado, para desobstruir suas vias respiratórias, ele faz caretas, e se irrita, quando o médico pressiona a sola do pezinho. nota máxima para ele; os reflexos estão ótimos.
Sem reação a estímulos: 0 pontos
 Faz careta: 1 ponto chora: 2 pontos

Cor da pele – permite verificar o nível de oxigenação. ideal é que a pele tenha tonalidade rosada. arroxeada ou pálida significa que algo não vai bem.
Cianótico (azul ou pálido): 0 pontos
 Corpo rosado e mãos e pés cianóticos (azulados): 1 ponto
Corado: 2 pontos

Cuidados com o bebê: Tudo está bem!!!
Crostas gordurosas: vernix caseoso.
Cabeça com formato alterado, devido a pressões sofridas durante a passagem pelo canal vaginal.
Pele enrugada.
Pálpebras inchadas.
Manchas azuladas ou esbranquiçadas.
Pêlos escuros e longos, na cabeça ou outra parte do corpo (caem na primeira semana).
Genitais de tamanho desproporcional. Ocorrem especialmente em bebês prematuros - normalização espontânea.
lcterícia — Em cerca de 50% dos bebês, a pele é ou se torna amarelada após o nascimento, devido à redução brusca do excesso de glóbulos vermelhos com que nascem. O fenômeno, chamado icterícia fisiológica.

Teste do pezinho
Fenilcetonúria: doença hereditária que pode levar ao atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência mental, comportamento agitado ou padrão autista, convulsão e odor característico na urina. Prevalência no brasil - 1 para 12.000 nascidos vivos.
Hipotireoidismo: doença hereditária que, se não tratada precocemente, compromete seriamente o crescimento e o desenvolvimento mental. Prevalência no brasil - 1 para 2.500 nascidos vivos.
Hemoglobinopatias: provocam alterações na hemoglobina. Exemplo: doença falciforme, que causa anemia, crise de dor, infartos teciduais, acidente vascular cerebral (avc) e aumento de infecções. Prevalência no brasil - 1 para 1.000 nascidos vivos
Fibrose cística: doença hereditária que afeta principalmente pulmões e pâncreas. Crianças com essa doença evoluem com muitas complicações pulmonares e freqüentes internações hospitalares. Prevalência no brasil - 1 para 2.000 nascidos vivos.

Teste da orelhinha
Exame do ouvido

O exame:
Emissão Otoacústicas para triagem de surdez congênita, propiciando reabilitação em tempo hábil.

Abordagem Conceitual das diferentes escolas para o desenvolvimento humano.




Há numerosos modelos de desenvolvimento, e cada um reflete o conhecimento, os interesses e as tendências de seu autor.
Nenhuma teoria é completa ou totalmente precisa ao descrever ou explicar o desenvolvimento humano, e, portanto, todas falham em algum ponto.
O desenvolvimento é a resultante de processos de:
- ADAPTAÇÃO
- MATURAÇÃO
- CRESCIMENTO
- APRENDIZAGEM

ADAPTAÇÃO
Resposta de um organismo para determinada variação das condições exógenas.
Reorganização das capacidades individuais a nível:
- orgânico
- comportamental
Segundo o tempo podem ser:
- crônicas
- agudas

MATURAÇÃO
Conjunto das transformações sucessivas verificadas em tecidos, órgãos ou sistemas, na direção de um estado Maturo.
É o resultado da manifestação de características individuais, através de um processo fisiológico, e sob os efeitos do tempo.
Características da Maturação:
- O aparecimento súbito de novos padrões de crescimento ou comportamento.
- O aparecimento de habilidades específicas sem o benefício de práticas anteriores.
- A consistência destes padrões em diferentes sujeitos da mesma espécie.
- A sequência ordenada das manifestações das diferenças padrões.
- O curso gradual de crescimento físico e biológico em direção à obtenção de status de completamente desenvolvido.

CRESCIMENTO
Modificação quantitativa das estruturas morfológicas. É o conjunto das transformações hipertróficas e hiperplásicas do organismo.
Ex: A apreensão do bebê será influenciada pelo tamanho de sua mão em relação ao tamanho e mobilidade do objeto.

APRENDIZAGEM
É um tipo particular de adaptação, consistindo numa alteração durável da resposta como consequência da prática. A aprendizagem requer condições básicas do organismo para que possa ocorrer.

Reflexos
Os reflexos são as primeiras formas de movimento e fornecem esclarecimentos interessantes sobre o DM.
Há evidências de que existe conexão entre comportamentos reflexos precoce e movimento voluntário posterior.
Os comportamentos reflexos infantis servem como fonte primária de compilação de informação no período neonatal.
O comportamento reflexo infantil pode ser usado como ferramenta de diagnóstico efetivo para a avaliação da integridade do SNC.

Reflexos orais e periorais
Deglutição, sucção (presentes no recém nascido, orientação da cabeça no sentido estimulado).
Reflexos dos olhos (pupilar e palpebral):
Reflexo de pestanejar, reflexo da não fixação, reflexo da rotação (depende da função vestibular), reflexo da pupila.

Reflexo de Moro (abraço)
Resposta global o um estímulo inesperado, reflexo vestibular, consiste na abdução e extensão dos braços, acompanhado de choro, mecanismo de alerta, deve desaparecer 3-4 meses. Permite observar a tonicidade da musculatura e a simetria da resposta.

Reflexo de preensão
Estimulação da palma da mão provocando flexão dos dedos, ficando a mão fechada. Constitui em um reflexo tônico dos flexores dos dedos.

Reflexo de endireitamento da cabeça e do tronco
A rotação da cabeça provoca uma rotação no mesmo sentido do tronco e vice-versa. É observável durante o primeiro ano de vida. É talvez importante para ações voluntárias como o rodar sobre si próprio.

Reflexo tônico assimétrico do pescoço
Ao rodar a cabeça para um lado, a extensão dos músculos do pescoço origina a flexão do braço e por vezes do joelho contrário. È frequentemente observado em repouso e desaparece ao fim do 2º-3º mês. É considerado um reflexo postural e assimétrico.

Reflexos labirínticos de endireitamento
Manifestam-se na tendência para manter a posição da cabeça na vertical quando a criança é deitada para trás ou face a perturbações posturais. É visível a partir do 2º mês.

Reflexo natatório
É observável quando o bebê é colocado em contacto com a água total ou parcialmente. Consiste em movimentos segmentares alternados com acentuado caráter rítmico. segunda semana de vida e são registrados até cerca do 5º mês.

Reflexo de marcha
Quando a criança é suportada numa posição vertical e mantém contacto dos pés com uma superfície podem surgir movimentos alternados dos membros inferiores, com uma morfologia geral semelhante à marcha. É visível a partir da 2ª semana de vida e normalmente desaparece ao 2º mês.

Reflexo de pára-quedas
Aparece entre os 6 e os 9 meses e consiste numa extensão protetora dos braços quando o bebê, em suspensão ventral, é baixado rapidamente.

Reflexo de Babinski
O estímulo é uma pancada firme no bordo interno do pé, de trás para a frente, e a resposta é uma flexão ou extensão do dedo grande do pé ou de todos os dedos. É um reflexo que persiste pela vida fora ainda que a área sensível do pé seja progressivamente reduzida.

Reflexo de Babkin
Quando as palmas das duas mãos são fortemente pressionadas surge uma resposta composta por flexão da cabeça, abertura da boca e fecho dos olhos. Pode ser observado no recém-nascido e normalmente desaparece por volta do 4º mês.

Reflexo de fuga
Quando a planta do pé é estimulada com um objeto agudo a perna correspondente flete, afastando o pé do motivo de dor.

Reflexos de suporte
Observáveis nas pernas e nos braços pelo contato com uma superfície rígida, provocando uma extensão dos membros. O reflexo de suporte das pernas pode ser observado alguns meses antes do de suporte dos braços.

Reflexo de Landau
O bebê na suspensão ventral evidencia uma extensão da cabeça, na coluna e nas pernas. Trata-se de uma associação do reflexo tônico labiríntico de retificação com certos reflexos cervicais.

Reflexo palmomental
Abertura da boca por estimulação da palma da mão.
Reflexo da passagem do obstáculo:
Provocado pela estimulação dorsal do pé com flexão da perna.
Desenvolvimento postural:
Obedecendo a Lei céfalo-caudal:
Aparecimento dos músculos:
1) m. da cabeça
2) m. do tronco
3) m. dos braços
4) m. das pernas
5) m. das mãos
6) m. dos pés
7) m. dos dedos
8) m. do tornozelo

No desenvolvimento postural devemos estudar sucessivamente:
A manutenção da cabeça
A posição de sentado
A posição ereta
A marcha

A manutenção da cabeça:
- A criança só mantém a cabeça aos 3 meses.
- Aspectos do desenvolvimento:
– tronco na vertical: cabeça realiza ligeira inclinação anterior
– decúbito dorsal: colocação da cabeça no plano sagital
– decúbito ventral: ligeira hiperextensão.

Em posição ventral:
- levantar a cabeça de tempos em tempos (1 mês) - ter a cabeça alinhada em um curto momento (2 mês) - manter a cabeça bem direita (3meses).

Em decúbito ventral:
- elevar a cabeça e vacilá-la (1 mês)
- elevar a cabeça e os ombros (2 meses)
- apoiar-se nos antebraços (3 meses)

Em decúbito dorsal:
- retenção da cabeça quando se senta, por tração dos antebraços (2 meses)
- elevação da cabeça e dos ombros quando se exerce ligeira tração nos antebraços (4 meses).

Posição de Sentado:
Posição cifótica das costas do bebê torna impossível a posição de sentado.
A partir dos 4 meses há um endireitamento, desde a parte superior até a inferior.
O equilíbrio é precário: cr. cai lateralmente com frequência.

A partir dos 8 meses a criança liberta sua mão:
- apanha objetos
- vira de um lado para outro sem perder o equilíbrio.
- consegue sentar sozinha sem ajuda.
Senta-se por longos períodos com apoio (5 meses)
Senta-se por longos períodos com um ligeiro apoio (6 meses)
Senta-se sem apoio por curtos momentos (7meses)
Eleva-se da posição de deitado à posição de sentado (8 meses)

Posição ereta:
Aos 8 meses aquisição da posição bípede.
Aos 9 meses a cr. mantém de pé com apoio.
Aos 10 meses é capaz de se por de pé sozinha.




Desenvolvimento psicomotor pré-natal

Desenvolvimento motor - Fase pré-natal

As grandes conquistas da espécie humana:
- Postura bípede (macromotricidade)
- Praxia e Visão binocular (micromotricidade)
- Linguagem Falada (oromotricidade)
- Linguagem Escrita (grafomotricidade)
- Cultura Social Complexa (sociomotricidade)

Principais adaptações Hominídeas:

-1) desenvolvimento das extremidades como órgãos de preensão e de exploração.
-2) modificação estruturais na dentição e alterações na dieta.
-3) complexidade na integração e associação interneuroniossensorial.
-4) postura bípede e mudanças no esqueleto pós-craniano
-5) evolução cultural e desenvolvimento do cérebro como órgão de comunicação e de aprendizagem.

Linha do tempo = Concepção = Fecundação = Mórula =  Nidação =  Gestação do Zigoto = Embrião =  Feto = Recém nascido

Desenvolvimento Neural



Desenvolvimento motor

Fase pré-natal: PERÍODO PRÉ-EMBRIONÁRIO

Período: da concepção ao 1º mês
- Gametogênese - Fecundação
- Fim do 1º mês:
- Camada externa – ectoderme: formará a pele, os pelos, as glandulas sebáceas e sudoríparas, o SNP, o SNC, o esmalte dentário, a retina, a córnea, o cristalino, n.ótico, a hipófise.

- Camada intermediária –mesoderme: formará os músculos, ossos, coluna vertebral, veias, artérias, órgãos genitais, tecido conjuntivo, cortéx supra-renal, miocárdio, gânglios linfático, baço, sangue.

- Camada interna – endoderme: formará o epitélio do tubo digetivo (exceto boca, ânus, epitélio respiratório, trompas de falópio, bexiga, tireóide, timo.

Folhetos Embrionários



Desenvolvimento comportamental inicial

- As primeiras duas semanas da vida pré-natal: período germinal.
- 3ª a 6ª semana: período embrionário.
- Formação do sulco medular, primeiros batimentos do coração primitivo. Desenvolvimento das vesículas cerebral e ótica, desenvolvimento da musculatura lisa.
- 6ª ou 7ª semana: braços, pernas, e todos os órgãos se essenciais estão formados. Células ósseas se formam nos ossos longos ( 8 semanas)
- 8 semanas até o fim da gestação: organismo em desenvolvimento é chamado de feto.

Desenvolvimento motor - Fase pré-natal



O período pré-natal e a primeira infância preparam o palco para o que está por vir no desenvolvimento do repertório de movimentos e habilidades físicas fundamentais.


Estimulação Precoce - Bobath

Apresentação de um Programa de Estimulação Precoce; Prática psicomotora; Apresentação do conceito Bobath.

O desenvolvimento motor é o processo de mudança no comportamento motor, o qual está relacionado com a idade, tanto na postura quanto no movimento da criança.
O desenvolvimento é um processo de mudanças complexas e interligadas das quais participam todos os aspectos de crescimento e maturação dos aparelhos e sistemas dos organismos.

Estimulação Motora Precoce

Em nenhuma fase do ser humano o desenvolvimento motor vai ser tão rápido como o de 0 a 1 ano e 8 meses. Portanto, este é o período em que o bebê ainda terá maiores possibilidades de se normalizar sem se defasar no seu desenvolvimento.
Independente da perspectiva adotada, biológica ou social, são muitas as evidências de que crianças pré-termo estão sob maior risco para apresentar atraso perceptual, motor e cognitivo, associado ou não a problemas de comportamento  e déficit de atenção ___ INTERVENÇÃO PRECOCE .
Ao se pensar em lesão cerebral que ocorreu pré, peri ou pós natal tem que se pensar, ao mesmo tempo, em intervenção precoce nas áreas sensório-motoras para atingir o mais rápido possível um desenvolvimento que ainda está com toda a sua plasticidade e capacidade de receber as sensações normais e integrá-las.

Possibilidade Terapêutica:

 DESENVOLVIMENTO ___ NEUROPLASTICIDADE ___ CONEXÕES SINÁPTICAS ___  DEMANDA FUNCIONAL ___  DESENVOLVIMENTO

Técnicas de integração sensorial Programas sensório-motores

A arte de normalizar o tônus é brincar com ele. Se o tônus é baixo, trazê-lo para um tônus mais alto e normalizado; se o tônus é alto, trazê-lo para o tônus mais baixo e normalizado.

Avaliação Fisioterapêutica Do Neonato

- História clínica do paciente;
- Condições clínicas atuais;
- Padrão respiratório;
- Mobilidade da caixa torácica;
- Cianose e palidez;
- Condições de pele;
- Sensibilidade tátil e dolorosa;
- Alterações ósseas;
- Padrões posturais;
- Tônus basal;
- Ausculta pulmonar;
- Sinais vitais;
- Sinais de fadiga muscular;
- Medicações;
- Exames radiológicos e laboratoriais;
- Manutenção da temperatura.

Conduta Fisioterapêutica

- As mudanças constantes de decúbito, respeitando os horários de sono;
-Cinesioterapia passiva, com o uso do tapping, e outras técnicas objetivando a normalização do tônus.
- Mobilização e alongamentos ou cinesioterapia motora passiva .
- Manobras de inibição reflexa de reações ou movimentos anormais ao padrão do neonato.
- Facilitação neuromotora de padrões normais ao neonato.
-Estimulação sensório- motor a utilizando reflexos fisiológicos dos neonatos.

Posição prono / supino: Estudos comprovam a eficiência da posição prono para a melhora da saturação de O2 no neonato independente do peso de nascimento, melhorando a eficácia do diafragma, promovido por um melhor apoio abdominal.

O bebê prematuro exibe caracteristicamente uma hipotonia global. Tão logo o bebê prematuro se desenvolve, o tônus muscular flexor aumenta em direção caudal-cefálica. Este bebê geralmente não alcança o grau completo do tônus muscular flexor visto em bebês nascidos a termo. Desse modo, os bebês prematuros não têm o contrapeso do tônus flexor para compensar a progressão normal do tônus muscular extensor, o que causa um desequilíbrio entre os grupos flexores e extensores. Esse desequilíbrio pode interferir no desenvolvimento do controle da cabeça, no equilíbrio sentado, na aquisição de habilidades e na coordenação bilateral. Secundária à diminuição do uso da linha média e à aquisição de habilidades, a imagem corporal e as habilidades exploratórias podem estar adversamente afetadas.

Posicionamento:

- importante para o desenvolvimento de padrões de movimentos mais maduros.
- manutenção de tônus muscular mais adequado.
- Sabe-se que a flexão é melhorada em decúbito ventral pela influência do reflexo tônico labiríntico.
- Bebês em decúbito ventral têm apresentado melhor oxigenação, menos choro, sono mais calmo, respiração regular.
- A posição prona propicia ao bebê a utilização dos extensores da cabeça e promove a flexão das extremidades, além da mão à boca
- O decúbito lateral favorece o trabalho diafragmático, fortalecendo a hemicúpula do lado que o RN está apoiado e expandindo a do lado oposto.
- Nesta posição devem-se colocar pequenos rolos posteriores atrás da cabeça, tronco e coxas.
- A posição supina promove simetria e movimentos de flexão antigravitacional.Ela não é aconselhada por dificultar o trabalho diafragmático.
- A posição semi-sentada, com o apoio promove início do controle de cabeça, melhor orientação visual e contato social, além de favorecer o trabalho diafragmático.

Estimulação

Idade: 0 a 2 meses

Objetivos:
1. Desenvolver o equilíbrio da cabeça. 2. Em decúbito prono (de bruços) girar a cabeça para os lados. 3. Em supino, (deitado) erguer a cabeça momentaneamente do plano horizontal. 4. Desenvolver a fixação ocular. 5. Perseguir visualmente um objeto.
Recursos
- Chocalho brilhante; - rosto humano; - voz humana

Idade: 2 a 4 meses

Objetivos:
1. Adquirir controle completo dos movimentos da cabeça. 2. Erguer a cabeça em decúbito prono, do plano horizontal e mantê-la. 3. Apoiar sobre os cotovelos, quando em decúbito prono. 4. Segurar voluntariamente objetos. Preensão cúbito-palmar. 5. Perseguir visualmente um objeto em todos os planos 180 graus.
Recursos - Chocalhos; - bichos de borracha; - rosto humano; - brinquedos coloridos e atraentes.

Idade: 4 a 6 meses

Objetivos:
1. Sentar com apoio. 2. Desenvolver a preensão voluntária de objetos - Preensão palmar. 3. Coordenar os movimentos mão-objeto/objeto-boca. 4. Sentar sem apoio momentaneamente. 5. Rolar sobre si mesmo. 6. Desenvolver músculos das extremidades e distribuir o peso do corpo nos pés.
Recursos
- Sofá/poltrona; - bebê conforto; - bichos de borracha com assovios; - mordedor de borracha; - chocalhos interessantes; - argolas coloridas.

Idade de 6 a 8 meses:

Objetivos:
1. Sentar sozinho mantendo o tronco ereto. 2. Manter o peso do seu corpo nos pés. Moleje-o ativamente. 3. Arrastar. 4. Transferir objetos de mão. Bater um contra o outro. 5. Engatinhar. 6. Desenvolver o movimento de pinça inferior. 7. Segurar um objeto em cada mão. 8. Bater com o objeto. Sacudir o chocalho.
Recursos
- Brinquedos atraentes; - pequeno plano inclinado; - chocalhos; - cubos de papelão; - brinquedos de borracha com assovio; - caixas de fósforo; - argolas.

Idade: 8 a 10 meses

Objetivos:
1 - Engatinhar em padrão cruzado. 2 - Sentar com equilíbrio perfeito de tronco e liberação de membros superiores. 3 - Segurar objetos numa só mão. 4 - Erguer-se com apoio na posição de pé. 5 - Trocar de posições: sentado para engatinhar e de engatinhar para sentado. 6 - Dar alguns passos com apoio bilateral.

Idade: 10 a 12 meses

Objetivos:
1 - Erguer-se com apoio nos móveis. 2 - Dar passos com apoio nas duas mãos. 3 - Manter-se de pé com apoio numa só mão. 4 - Girar e inclinar a cabeça na posição sentada. 5 - Realizar a pinça superior. 6 - Dar passos com apoio numa só mão. 7 - Ficar de pé sozinho. 8 - Usar o indicador. 9 - Fazer garatujas. Folhear livros. Rasgar folhas, amassar.

Idade de 12 a 15 meses

Objetivos:
1 - Desenvolver habilidades para marcha, subir e descer escadas engatinhando. 2 - Desenvolver habilidades de preensão fina. 3 - Desenvolver equilíbrio estático/dinâmico. 4 - Desenvolver coordenação viso-motora.
Recursos - Cadeira grande; - Cadeira pequena; - Caixotes de madeira com brinquedos dentro; - Escada de madeira; - Macarrão cru; - Livros de folhas grossas e gravuras infantis; - Bolas; - Encaixes; - Bate estacas.

Idade: 15 a 18 meses

Objetivos:
1 - Desenvolver as habilidades de marcha e de subir escadas. 2 - Desenvolver condutas motoras básicas. 3 - Desenvolver coordenação viso-motora, habilidades manuais. Preensão do lápis com toda a mão. 4 - Desenvolver independência.
Recursos:
- Blocos de madeira; - Carrinhos para puxar e empurrar; - Caixas de papelão, tacos de madeira (usados como obstáculos); - Bolas; - jogos de encaixe; - papel; - Lápis estaca.

Idade: 24 a 36 meses

Objetivos:
1. Adquirir conhecimento das partes do seu corpo. 2. Adquirir habilidades de compreensão de ordens e imitação. 3. Desenvolver habilidades de imitação dos movimentos faciais. 4. Desenvolver a coordenação motora fina.

Objetivo 1: Ampliar seu conhecimento quanto às partes do corpo humano, pedindo para nomeá-las através de perguntas ou utilizando uma boneca.
Objetivo 2: Através de brincadeiras, andar segundo ordens: para frente, para trás, para o lado. Realizar jogo imitativos como: andar feito sapo, pássaro, macaco, etc.
Objetivo 3: Através de brincadeiras, fazer exercícios de movimentos faciais como fechar os olhos, abrir e fechar a boca, fazer caretas etc

Dar jogos de construção, Colagens, Recortes, Dobraduras,etc.

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Termos de uso

Ano IX - © Tânia Marchezin - Fisioterapeuta - Franca/SP

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